Cooler com LEDs ?? Pq ninguém pensou nisso antes?

domingo, 30 de março de 2008, 09:32 Eduardo Rolim 1 Comentários

Há alguns meses atrás, eu estava no site Think Geek e vi um aparelho bastante interessante que, literalmente, desenha as horas no ar, usando uma haste com leds para fazer tal façanha. Assumo que fiquei com vontade de comprar, mas infelismente aquilo estava fora da minha realidade próxima.

Pensando nisso, eu passei um tempo tentando criar algo interessante que usasse essa mesma técnica, e que pudesse colocar em alguma coisa, por exemplo, dentro do computador. Então, eu olhei para meu cooler, e tive um "insight" e pensei: "Por que não colocar um sisteminha daqueles no cooler?"






Eu estava bastante animado, mas minha animação loco deu lugar à decepção admiração, pois vi que a Thermaltake já tinha fabricado um assim, no ano passado. O bixo se chama Blue Orb FX.

Pra quem não conhece o Blue Orb, ele é um Cooler gigante, com um fator de dissipação de calor bem alto mas que produz pouco ruido, em comparação com seu tamanho. O Blue Orb FX é simplesmente o anterior, com LED's

Esse cooler, além de dissipar bem o calor, como só os coolers da Thermaltake sabem fazer, mostra informações como a temperatura da superfície de contato com o processador, o nível de ruído produzido, além de uma propagandazinha básica da marca, tudo com vários efeitos interessantes, como fade-in, fade-out, giro e formação randômica das letras.

Infelismente, esse cooler só fica na vontade, como o relógio do Think Geek. Mas no YouTube, você pode ver ele em ação e ficar babando pelas coisas que ele faz ...







Até mais pessoal.

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Plugin para o Azureus promete detectar traffic shapping

quinta-feira, 27 de março de 2008, 14:31 Eduardo Rolim 0 Comentários

Deu na Info

A Vuze, desenvolvedora do Azureus, criou um plugin para identificar traffic shapping.

Traffic shapping é o nome dado às técnicas implementadas por provedores de internet para tornar mais lento o tráfego de dados de redes P2P. A idéia é não permitir que a troca de arquivos em grande volume sobrecarregue sua infra-estrutura de internet.

Para aqueles que não conhecem bem o conceito, traffic shaping é a degradação de um tipo específico de tráfego, com a finalidade de priorizar o tráfego geral e gerir a largura de banda disponível.

O termo entrou em voga a partir do uso de programas VoIP. Com isso, as despesas de usuário com telefonia tornaram-se bastante reduzidas.


Como o provimento de acesso aos backbones de internet é feito, no Brasil, pelas próprias empresas de telefonia, estas estão aplicando o uso de programas de gestão de dados, onde é feita uma análise do tipo de utilização, e assim uma suposta melhoria do tráfego de pacotes. Na prática, o objetivo é priorizar a navegação, e bloquear/diminuir a qualidade de programas como Skype, VoIP de telefonia via Internet, e atualmente de outros recursos que consomem bastante banda, como o P2P, comentado neste post.

O traffic shapping causa grande insatisfação entre os assinantes que usam redes P2P, já que não conseguem trocar dados na velocidade em que gostariam.

A Vuze, que usa seu cliente para explorar legalmente serviços P2P, reclama fortemente de um suposto boicote das operadoras telecom contra os serviços de BitTorrent.

A Vuze criou um plugin que, aplicado ao seu cliente, promete realizar a difícil tarefa de medir se as teles estão prejudicando o tráfego de pacotes no formato BitTorrent.

Segue abaixo o anúncio oficial:
Network Status MonitorHelp Azureus (Vuze) gather data on Internet traffic throttling.

This plug-in works with your Azureus (Vuze) application to gather information regarding interference with your Internet access and send it to Azureus (Vuze).
Specifically, this small piece of software monitors your network connections and every ten minutes measures the number of interrupted connections (called reset tcp connections) and then displays the results to you. By selecting the share results check-box you can also share these results with our central server, which enables us to then aggregate the results and compare them with customers of other ISPs. We strongly encourage you to mark the share results setting.

Sharing this data with us does not involve disclosure of any of your personally identifiable information. Azureus (Vuze) may aggregate the data collected and talk about it or disclose it publicly, but no data about any specific user will be disclosed. Use of this plug-in has a negligible impact on your network usage.

Right now the plug-in only works on PCs, not Macs, but we are actively working on future versions. Users from all countries are welcome to participate. Alternatively, if you rather install the plug-in using the plug-in wizard built into our application, go to our Wiki to learn how to do that.

Thank you for your cooperation in this research. We hope that contributing more complete factual data to the debate over appropriate network management will lead to better regulatory solutions.

O plugin está disponível no site da Vuze e mede toda a vez que o sinal de troca de dados sofre interrupções. A Vuze pede às pessoas que aderirem ao plugin que selecionem a opção “compartilhar resultados” com a Vuze.

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Python e Firewire: Burlando o Login do Windows

terça-feira, 25 de março de 2008, 09:41 Eduardo Rolim 2 Comentários

Um dos princípios básicos de segurança em TI nos diz que "Segurança de software não significa nada se a segurança física é quebrada". Como você deve ter ouvido falar nos últimos dias, recentemente foi demonstrado que é possível (e viável) quebrar a segurança de um sistema inteiramente criptografado, usando informações contidas na memória RAM, que apesar de volátil, pode durar tempo suficiente para ter seu conteúdo copiado e consequentemente estudado. Há inclusive uma galeria com os computadores sendo hackeados por um dos autores do artigo).

O hack leva um tempo para executar, assim como exige acesso físico ao computador para que outro sistema possa efetuar a ação. No entanto, um jeito mais eficiente foi descoberto ...


Um analista de segurança chamado Adam Boileau demonstrou a eficácia da linguagem Python para passar pela segurança da tela de logon do Windows via firewire usando qualquer coisa desde um sistema completo até um dispositivo em miniatura. Tudo o que é necessário é uma porta Firewire. Este estudo é baseado num artigo feito por outro analista, Maximillian Dornseif, que demonstrou que é possível fazer a mesma coisa contra o sistema operacional da Apple.

Desenvolvido pela Apple, a tecnologia Firewire é bastante popular lá pelos Estados Unidos. Apesar de ter uma fraca presença no Brasil, vários novos computadores já estão vindo com a interface disponível, em placas mãe com o dispositivo embarcado. A grande vantagem do Firewire é sua alta performance em transferência de dados, sendo usado por vezes para comunicação entre computadores, e até como interface de rápido acesso para dispositivos personalizados. Boileau e Dornseif demonstraram que, configurando o dispositivo para mentir sobre suas configurações, ele pode fazer com que o windows (ou outros sistemas operacionais) dê acesso ao módulo de DMA da memória RAM (e até de outros dispositivos), permitindo que o script atue em cima da memória.

Algumas pessoas me perguntaram porque esse problema existe há tanto tempo, e ninguém ainda parece ter resolvido? Porque o acesso aos módulos de DMA pela interface Firewire é o que realmente dá à mesma a velocidade que ela alcança, permitindo que ela acesse partes do sistema diretamente, sem a intervenção direta do processador, diminuindo o uso do mesmo.

Para aqueles que estão interessados, o código pode ser encontrado no próprio site do Boileau, completo. Em seu site ele também tem várias informações sobre como extrair, via mesma técnica, uma imagem completa da RAM da máquina alvo, o que para quem mexe com informática forense, é bastante útil.

O link direto é: http://www.storm.net.nz/static/files/winlockpwn

Fica aí minha colaboração com este tema. Apesar de extremamente instigante, não pretendo fazer nada em cima desse material. Portas Firewire estão, atualmente, fora do meu alcance, e mesmo que tivessem mais acessíveis, não me interessam tanto quanto outros projetos. Caso algum de vocês desenvolva algo e se sentirem agradecidos, me mandem um comentário que eu posto por aqui.

Até um próximo post.

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Como Instalar manualmente o Firefox 3

domingo, 23 de março de 2008, 14:33 Eduardo Rolim 0 Comentários

Já tenho usado o Firefox 3 desde o beta 1 e não tenho tido problemas. Para mim, já tem sido estável o suficiente para utiliza-lo no lugar do Firefox 2. As vantagens são muitas e não vou perder tempo falando de cada uma delas, as mais vantajosas são : menor consumo de memória e velocidade mais rápida para carregar páginas.

Eu ainda não achei um repositório confiável para baixar uma versão empacotada do Firefox3, de modo que a instalação será manual mesmo. Como de praxe, eis o passo-a-passo :

1) Baixe a ultima versão do Firefox3 beta disponível, visite a página :

http://www.mozilla.com/en-US/firefox/all-beta.html

No link acima você pode escolher a versão para linux e idioma português. Salve o download numa pasta bem acessivel, pois voce precisará acessa-la do terminal, por exemplo, /tmp.

2) No ambiente gnome dê um ALT+F2 e execute “gksu gnome-terminal”, em outros ambientes basta abrir o terminal e executar o comando “su -”.

3) Estando agora no terminal, siga a seqüência de comandos :

cd /tmp

tar jxvf firefox-3.0b4.tar.bz

mv firefox firefox3

mv firefox3 /usr/share

A pasta /tmp é a suposta pasta onde voce salvou o download do Firefox3.

4) Seguindo os passos acima voce terá criado /usr/share/firefox3 com toda a instalação necessária. No entanto, os plugins do Firefox2 instalados podem [e devem] ser reaproveitados :

cd /usr/share/firefox3

mv plugins plugins.old

ln -s /usr/lib/firefox/plugins

5) Após os plugins estarem sendo reaproveitados é hora de criar um atalho para o Firefox 3, ainda no terminal execute “gedit /usr/share/applications/firefox3.desktop” (ou outro editor de sua preferencia) e em seguida você deverá colar o seguinte texto :

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Firefox 3 Web Browser
Comment=Browse the World Wide Web
GenericName=Web Browser
Exec=/usr/share/firefox3/firefox %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=firefox.png
Categories=Application;Network;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png
StartupWMClass=Firefox-bin
StartupNotify=true

Salve o arquivo e saia do editor.

6) Pronto ! A instalação do Firefox está completa. Com alguns cuidados você pode seguir o passo-a-passo acima e instalar o Firefox em sua pasta pessoal (no seu $HOME), a vantagem desse procedimento é poder contar com as atualizações automáticas do Firefox.

Incrementando a instalação do Firefox :

Recomendo a instalação das seguintes extensões para o Firefox 3 :

Fission - Uma barra de progresso unificada com a barra de URL. Imita o funcionamento da barra de progresso do Web Browser Safari.

Flashblock - O único método que eu conheço para bloquear as animações em flash que flutuam na página atrapalhando a leitura.

ScreenGrab - Basicamente o que ele faz é salvar a página inteira num único arquivo no formato jpeg ou png. Ele é um belo facilitador quando a página de internet não está normatizada para impressão. Essa extensão já me salvou várias vezes. Infelizmente, a versão atual do ScreenGrab só é compátivel com o Firefox3 até o beta3, mas isso é temporario.

Hide Menubar - As vezes, falta espaço na tela para tanto conteúdo HTML. Com essa extensão a barra de menu inteira do FF ficará oculta e só será vista quando teclar ALT. A primeira vista você pode achar essa extensão inútil, mas para quem é “harduser” em FF é um alívio poder contar um espacinho a mais na navegação vertical ou simplesmente esconder a “montoeira” de extensões e atalhos que você pôs na barra de menu.

FlashGot - O download manager do FF3 até que é bom, infinitas vezes melhor do que o download manager do FF2, porém ainda carece de confiança da minha parte. Por isso, vou continuar usando o flashgot. Com o flashgot instalado voce poderá escolher que download-manager voce gostaria de usar para fazer seus downloads, eu por exemplo gosto muito do gwget. O único problema com essa situação é que não consigo realizar downloads que são feitos por POST_DATA, daqueles que vem por streamming e é usado em sítios como o RapidShare, mas não se preocupe, o flashgot sempre pergunta se quer usar o download dele ou do próprio FF.

Instalando o dicionário Português-Brasileiro :

pt_BR-dicionario-dellalibera.xpi - Este é o mesmo dicionário para o BrOffice portado em forma de extensão para o Firefox, veja que se você visitar a página do dicionário português-brasil no sítio de extensões do Firefox encontrará dois idiomas português-brasil :

Dicionário português-brasil para o FF3

Mas reparem no tamanho, pois bem, o maior é o mesmo dicionário usado no BrOffice e que não é o padrão instalado, é considerado não-oficional, embora esteja listado alí. Um outro local alternativo para baixar este download ou procurar por novas atualizações é o sítio direto do autor :

http://dellalibera.sourceforge.net/

Recomendo que todos instalem o dicionário português-brasileiro.

Conclusão :

Não tive problemas com o FF3, alguns relataram problemas ao usar o GMail com a visualização “padrão com bate-papo”, como eu não utilizo o gtalk pelo gmail então não posso confirmar. Outros relataram problemas de renderização, também não posso afirmar esse problema, pois como podem ver nos screenshots o FF3 foi perfeito na exibição. O meu principal problema com o FF3 tem sido as extensões, a compatibilidade delas não tem sido boas, mas isso é temporário e provavelmente será resolvido até o lançamento.

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Páscoa - Tempo de Passagem

sábado, 15 de março de 2008, 08:08 Eduardo Rolim 1 Comentários

Pessoal, essa semana não estarei por aí para postar, então deixo um post sobre a páscoa para a semana toda. Espero que gostem.

Páscoa - Tempo de Passagem

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Antiguidade e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam a deusa Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa...


Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.

Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.

Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.

Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia após o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.

A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.

O significado da Páscoa

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Os símbolos da Páscoa

Nas últimas cinco décadas a humanidade se transformou. O capitalismo tomou conta do mundo e transformou tudo (ou quase tudo) em fonte de capital, de lucro, de consumo. Assim as festas - grande parte de caráter religioso - se tornaram ocasião de um consumo maior. Entre elas temos o Natal, Páscoa, dia das mães, dia dos pais e até o dia das crianças.

Com a profanização, esses eventos perderam seus sentidos originais, humanos, familiares e religiosos. E hoje a riqueza simbólica das celebrações muitas vezes não passa de coisas engraçadas, incomuns e sem sentido. Por isso, o propósito deste artigo é tentar resgatar um pouco o sentido das coisas, das festas e celebrações e, simultaneamente, refletir sobre o sentido da vida humana.

Não pretendemos estudar profundamente todos os símbolos da Páscoa cristã, mas mostrar o sentido cristão de alguns deles.

Os ovos de páscoa

Na antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.

Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.

Antigamente, me lembro, há mais de 20 anos, o costume era enfeitar e pintar ovos de galinha, sem gema e clara, e recheá-los com amendoim revestido com açúcar e chocolate. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.

De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.

O chocolate

Essa história tem seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.

Na Europa aparece a partir do século XVI, tornando-se popular rapidamente. Era uma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. O chocolate, na história, foi consumido como bebida. Era considerado como alimento afrodisíaco e dava vigor. Por isso, era reservado, em muitos lugares, aos governantes e soldados. Os bombons e ovos, como conhecemos, surgem no século XX.

Os coelhos

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século 18. O coelho visitava as crianças e escondiam os ovinhos para que elas os procurassem.

No antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento, a vida. Em outros pontos da terra era símbolo da fertilidade, pelo grande número de filhotes que nasciam.

Eles também têm a ver com a vida, mas à abundância da vida, inesgotável, de se multiplicar sem se esgotar. Qual a relação disso com os coelhos?

Cristo, para o cristianismo, é Vida Nova, inesgotável e abundante.

A liturgia do Sábado e do Domingo da Páscoa está repleta de símbolos. Vejamos alguns deles:

O fogo

No Sábado Santo a celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo". Os agricultores, desprovidos de tecnologia e de conhecimento, utilizam o fogo, uma técnica milenar e primitiva, para limpar o terreno que será destinado ao plantio. Nesse caso o fogo limpa aquele espaço do mato das ervas daninhas e de tudo aquilo que prejudica ou é obstáculo para o plantio. Em grandes incêndios florestais o fogo aparece como uma força destruidora e às vezes incontrolável e invencível, como aconteceu recentemente nos Estados Unidos e Grécia.

A Sua ressurreição mostra que Ele destruiu até a morte, o grande medo humano. O pecado foi vencido pela graça de sermos filhos de Deus, templos de Deus (Gl 4.7; Rm 8.14). O ser "imagem e semelhança de Deus" descrito na criação, conforme o livro do Gênesis (Gn 1.26), foi restaurado por Ele. A esperança por um mundo novo, justo e solidário foi reacendida.

A Água

Em nossa vida diária, utilizamos esse bem precioso para matar nossa sede, para limpar de nosso corpo a sujeira e suor, para fazermos comida e para limpeza doméstica. A água é também alimento principal das plantas e meio de vida dos animais aquáticos. Ela também pode ser sinônimo de destruição, como acontece nas grandes enchentes.

Para o cristianismo: Cristo é a verdadeira Água (Jo 4,9-15); a Água da vida que livra para sempre o homem do egoísmo e da maldade, desde que ele queira beber dessa Água; a morte e ressurreição de Jesus destruiu para sempre a incerteza do futuro e própria morte trazendo à humanidade o verdadeiro sentido da vida.

O batismo é a resposta do ser humano à proposta de Deus. Por isso após a bênção da água se realiza a renovação das promessas batismais (Rm 6.1-11).

A aspersão do povo com água benta simboliza a nossa disposição em nos limpar de tudo aquilo que fere e prejudica o outro.

O Cordeiro

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Óleos Santos

Na antigüidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.

Pão e vinho

O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

O porquê da Páscoa não ser no mesmo dia todo ano

A origem é a Páscoa dos judeus, comemorada sempre no domingo da primeira lua cheia da primavera (outono para nós do hemisfério sul). Isso ocorre entre 22 de março e 24 de abril.

Conclusão

Para nós, os cristãos, o centro de nossa fé será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para nos mostrar que o Reino de Deus pregado por Ele está presente e vivo entre nós. A utopia de um mundo irmão, de paz e solidariedade é possível e é esse Reino. A vida, a morte e a ressurreição de Jesus são a concretização dessa utopia (Lc 17.21; Lc 21.28-33).

A partir desses pressupostos todos os símbolos são fáceis de serem entendidos.

A Páscoa judaica

A Páscoa judaica é marcada sobretudo pela refeição (Seder) pascal, que é feita em família. Além do jantar em família, eram celebrados ritos no templo, incluindo o sacrifício do cordeiro, hoje não se celebram mais esses ritos, mas há leituras nas sinagogas.

No jantar da Páscoa há alguns elementos importantes como o cordeiro assado, pães ázimos, ervas amargas, ervas doces e o molho doce com cor de tijolo. Na época do templo o cordeiro pascal era sacrificado no próprio templo, porém com sua destruição isso não foi mais possível, mas ficou a lembrança. Pois, na bandeja da páscoa sobre a mesa do Seder, deve ter um osso grelhado, para lembrar do cordeiro e um ovo, "para lembrar as oferendas festivas que acompanhavam os sacrifícios" (Mansonneuve, Festas Judaicas, p. 31). Talvez venha daí nossa tradição do "ovo da Páscoa", tão condenado por muitos hoje.

O jantar da Páscoa tem um caráter eminentemente didático, ele ensina às gerações mais novas a torah oral, pois o filho mais novo pergunta o sentido de cada elemento e o pai ou oficiante responde com base nos textos da torah, conforme ensinou Hillel e Gamaliel. O rabino Gamaliel dizia: Quem não explicou os três elementos que acompanham a Páscoa não cumpriu com sua obrigação. Essa explicação se dá no Seder como resposta às perguntas do filho menor.

O Cordeiro Pascal (pesah) "é o sacrifício da páscoa de Jahwé, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou nossas casas" (Ex 12.27).

O Pão Ázimo (matsah) simboliza a falta de tempo de fermentar a massa do pão na saída do Egito. "E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida." (Ex 12.39).

As Ervas Amargas (maror) têm seu lugar porque os egípcios tornaram a vida dos israelitas amarga com o sofrimento da escravidão. "Assim lhes amargurava a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza (Ex 1.14)". Hillel introduz ainda o molho doce, cor de tijolo, lembrando a produção de seu trabalho, no qual é embebida a erva amarga para comer, pois a amargura da servidão se tornou em doçura, graças à salvação. Esse também será o sentido das ervas doces.

O aspecto didático da Páscoa é prescrito em Ex 12.25-26. Há no Midrasch a apresentação de quatro filhos, que representam quatro posturas diante da cerimônia.

1. O sensato, que quer aprender o sentido da Páscoa, por compreender ser ordenança de Jahwe;

2. O insensato, que não se compreende como parte da comunidade pascal, se excluindo de sua própria origem;

3. O ingênuo, que desconhece o sentido e é esclarecido;

4. O que não sebe fazer pergunta, a este é explicado por iniciativa do pai.

A Páscoa judaica é assim, rica em sentidos pois representa uma atualização da libertação de Deus da escravidão egípcia, com uma oportunidade de ensino doméstico da torah, mantendo as gerações participantes da ação libertadora de Jahwe na história.

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Ano novo, linguagem nova

quinta-feira, 13 de março de 2008, 08:13 Eduardo Rolim 1 Comentários

Não que seja algum tipo de tradição pessoal de ano novo, está mais para coincidência. Mas ano passado, mais ou menos no meio do ano, comecei a estudar Python. Minha experiência anterior sempre tinha sido com linguagens compiladas e eu estava me interessando bastante pelo lado dinâmico e interpretado da vida. Aconteceu de Python estar bastante comentada na época e acabou sendo a escolha mais óbvia. Depois de um ano, a linguagem está bem mais na moda e o projeto que comecei para estudar está começando a tomar corpo.


A mente é uma fera faminta por novidades e, se você alimentá-la periodicamente, ela pode acabar gerando algumas maravilhas próprias. Uma linguagem nova é um ótima opção para essa dieta. Uma linguagem não é só uma ferramenta, é toda uma escola de pensamento nova e vem acompanhada de um mundo de idéias fresquinhas. Estar em contato com outros mundos é uma boa forma de expandir os horizontes e facilitar o surgimento das boas idéias. Python tem feito exatamente isto por mim. Mesmo que eu não esteja trabalhando com a linguagem para resolver um determinado problema, o que ela me ensinou já faz bem porque está enraizado na cabeça. Com certeza isso não é exclusividade de Python. Se você está trabalhando exclusivamente do lado compilado ou interpretado, aconselho conhecer o outro. E se você não sabe de que lado está, procure saber. O aprendizado é garantido.

Um ano não foi suficiente para que eu possa dizer que conheço profundamente Python e acho que vou continuar estudando por muito tempo ainda. Mas acho que já chegou o tempo de apresentar a mim mesmo novos paradigmas. Ultimamente tenho pesquisado sobre linguagens de programação baseadas em protótipos. O que posso dizer com meu limitado conhecimento é que programação baseada em protótipos é um tipo de orientação a objetos.

Só que sem classes!

Numa linguagem orientada a objetos baseada em protótipos o comportamento é inserido diretamente nos objetos. Para criar um método novo, você pega um objeto antigo e adiciona o método diretamente a ele. Não é preciso criar um classe previamente para isso. Se você olhar bem, classes são apenas objetos com instruções especiais sobre como criar outros objetos. Em orientação a objetos puramente baseada em classes, elas são o único meio de criar novos objetos. Com protótipos, objetos podem ser criados a partir de qualquer outro objeto pelo processo de clonagem. O objeto original é chamado de protótipo e daí vem o termo “baseada em protótipos”.

Só de conhecer essa idéia de protótipos, minha cabeça já passou por uma pequena remodelagem. Mas uma coisa é estar a par do conceito, outra é aprender uma linguagem construída sobre ele. Novamente posso estar falando besteira, mas um exemplo de linguagem bastante popular construída sobre a mesma idéia é Javascript. Mas não foi ela que eu escolhi. Se você pesquisar sobre linguagens baseadas em prótipos, vai acabar chegando a Self, que seria minha linguagem escolhida para este ano. Ela já está no pedaço desde os anos 80 e parece ser bastante madura. Uma pequena coisa que impediu de ir em frente foi o fato de não haver um compilador/interpretador disponível. Pelo menos não para quem não possui uma máquina Mac OSX ou SPARC com Solaris. Não por enquanto.

Depois de uma pequena saga em busca de uma linguagem baseada em protótipos que eu pudesse realmente usar, acabei chegando a Io, uma linguagem bem simples nascida em Abril de 2002 pelas mãos de um californiano (não sei se o cara realmente nasceu lá, mas é onde ele diz que mora). Já baixei e compilei meu interpretador e tudo parece estar funcionando corretamente por aqui. Até já fiz meu primeiro programa:

"Hello, World!" println

Io não tem classes, nem operadores aritméticos e nem atribuição. Tudo isso é implementado a partir de passagem de mensagens. Bem simples e uniforme. Além disso, Io não tem palavras-chave.

Mesmo assim funciona.

Existe outra linguagem que aparentemente parece boa, chamada Lisaac. Talvez em breve ...

Isso com certeza é surpreendente.

1 Comentário:

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Partholon, Nemed, Fir Bolgs & Tuatha Dé Danann

quarta-feira, 12 de março de 2008, 22:15 Eduardo Rolim 0 Comentários

Bom, vamos falar um pouco sobre "conhecimento retórico". Vamos falar de Deuses e Panteões ...

Os Partholon
Parte I

O Êxodo Partholiano e a descoberta do Paraíso

Liderados pelo legendário Partholon a partir do ´´Outro Mundo´´, subterrâneo e escondido nas mais profundas cavernas, vinha um grupo de 24 homens e 24 mulheres que depois de muito vagarem em terras estranhas alcançaram finalmente em um distante Primeiro de Maio o litoral de uma ilha tida como a derradeira fronteira do qual nenhuma pessoa ousava ir além por temer enfrentar a travessia impossível de um oceano infinito ou pior chegar aos limites deste mundo para depois caírem em um abismo sem-fim !


Aos olhos dos Partholon não havia como avançarem em busca de novas terras e nem maneira de recuarem voltando derrotados para seu lar ancestral, porém, o cenário que encontraram era mais que desolador !! Sim, porque a ´´ilha´´ ( Irlanda ) não passava na época de um pedaço de rocha arenosa, um deserto sem árvores ou até grama que vivia escondida sob névoas e chuvas constantes apenas interrompidas pela ação de um vento frio inclemente oriundo do alto-mar que junto com fortes ondas faziam dali um lugar nada convidativo.
Aliás, tão hostil quanto o local eram os antigos habitantes daquela ilha, os Fomorianos, que muito tempo antes tinham lá chegado vindos também do continente como os Partholon .
Contudo, ao contrário dos Partholon eram descritos como tendo aspecto ´´sub-humano´´ que beirava o grotesco, tendo a pele mais escura , uma altura acima do normal ao ponto de serem vistos como ´´gigantes´´ e cultivando hábitos tão nojentos quanto cruéis no cotidiano .

Os Partholon
Parte II

Da guerra à paz: A contrução da civilização partholiana

Desde que chegaram os Partholon àquelas terras os Fomorianos lutavam sem dar um momento de trégua contra eles no desejo de expulsa-los da ilha ( ou faze-los de seus escravos , conforme contam outras versões ) até que finalmente os líderes de cada tribo travaram um duelo de morte ( ´´Partholon´´ de um lado e ´´ Cichol Sem - Pé ´´ do outro ) onde saíram vitoriosos finalmente os Partholonianos que garantiram uma paz por 300 anos naquelas terras agora consideradas como seu lar e forçaram os Fomorianos voltarem para o continente.

A magnificência da Civilização Partholoniana construída ao longo de 03 séculos era tamanha que eles como povo eram considerados coletivamente como divindades, contando as lendas que à medida que a tribo crescia em número as terras se ampliavam sob seus pés com novos rios e lagos surgindo do nada junto com o crescimento milagroso da fauna e flora na região.

Assim ao longo de trezentos anos dos quarenta e oito do séqüito de Partholon eles chegaram a atingir o patamar de cinco mil pessoas, sendo narrado que o tamanho da ilha aumentou tanto que de uma planície ao final deste tempo já contava com quatro bem como também dos três lagos encontrados pelos primeiros partholonianos foram acrescidos sete para gerações vindouras, com outros tantos rios, árvores, animais e etc que no final transformaram aquele pedaço de pedra largado no meio do mar em um lugar próspero nunca visto.

Os mitos atribuem estes acontecimentos a ação da magia dos partholonianos, porém, mais modernamente alguns consideram que os Partholon foram mais um exemplo histórico de como a engenhosidade humana pode ser bem aplicada ao ponto de transformar um deserto estéril em um maná de abundancia.

Outros, sem negar o mérito dos Partholon possam ter tido, afirmam que a explicação talvez se encontre nas mudanças do clima do planeta ocorridas no final do último período de glaciação que por sua influência não só causaram movimentos migratórios como também alteraram o ecossistema e até a geografia em vários pontos do globo. - tornando lugares hostis a vida humana em locais aprazíveis (e vice-versa), mesma situação que pode ter contribuído para o surgimento de epidemias devastadoras pelo mundo afora.

Os Partholon
Parte III

A Peste

Em um fatídico Primeiro de Maio, na mesma data onde há mais de trezentos anos atrás tinha marcado a chegada dos Parthalon na Irlanda, teve inicio de uma epidemia de proporções apocalípticas que ao longo de apenas uma semana foi capaz de levar a extinção toda a Civilização Partholoniana.

Curiosamente conforme narram as lendas os Partholon intuíram seu trágico fim e foram todos para ´´Sen Mag / Velha Planície´´ , mesmo local onde 03 séculos antes os primeiros partholonianos desembarcaram para desbravar aquelas terras, cavando covas coletivas enquanto ainda tinham forças para faze-lo e dando a incumbência ao último derradeiro sobrevivente da tribo para que antes de morrer tacasse fogo na pilha de cadáveres que ali estaria formada.

Contudo, não pensem que os Partholon esperavam com angústia pela morte que iria atingi-los não só individualmente como também marcaria o fim de sua civilização, pelo contrário eles vislumbravam tal catástrofe como uma benção disfarçada que oferecia misticamente a oportunidade de irem mais além de onde tinha conseguido alcançar seus ancestrais. - Finalmente eles tinham cruzado o intrasponível oceano e atingido sãos e salvos ao Porto Seguro do Além-Vida ! A eterna jornada dos Parthalon era chegada ao fim.

Os Nemed

Depois da peste que colocou um fim da civilização partholiana surgiram na Irlanda os Nemed como sucessores nos costumes e tradições dos Partholon que levaram à frente como fossem um mesmo povo.

Se na época dos Partholon houve um crescimento das terras e o surgimento de novos rios e lagos na Irlanda , o mesmo ocorreu no tempo dos Nemed que foram abençoados por 12 novas planícies e mais quatro lagos . Até parecia que os Partholon continuavam a viver suas vidas do além do túmulo através dos Nemed !!

Ocorre que os Nemed também foram amaldiçoados pela triste sina que afligiu os Parthalon, pois tiveram de enfrentar os Fomorianos no combate !! Felizmente saíram vitoriosos nas quatro batalhas consecutivas contra os Fomorianos que logo travaram quando chegaram naquelas terras !!
Tudo indicava que em breve os Nemed estariam livres de seus inimigos e poderiam finalmente viver em paz no seu novo lar, porém, quis o destino que a peste atingisse aquele povo como outrora tinha ocorrido com os Partholon ! A peste não chegou a levar a extinção os Nemed, só que infelizmente entre os mais de dois mil mortos estavam o Rei e muitos valorosos guerreiros.

Fracos e abatidos pela peste e a morte de seus entes queridos, sem ter mais um Rei para lidera-los e nem guerreiros em número suficiente, estavam os Nemed praticamente indefesos para enfrentarem com sucesso os Fomorianos em outras batalhas. Para evitar o pior as parcas lideranças que restavam foram até os Fomorianos negociar a rendição, o que aceitaram de pronto impondo uma série obrigações aos Nemed que na prática os transformavam em escravos.

Como sinal da autoridade fomoriana sobre os Nemed foi construída uma torre de vidro na ilha de Tory que estando em posição privilegiada geograficamente servia tanto como posto de vigia quanto também de ´´quartel´´ improvisado para uma pequena guarnição de guerreiros que ficava preparada para atacar os Nemed.

Para o desespero dos Nemed seus novos ´´senhores´´ instituíram um tributo cruel em sangue onde era exigido que dois terços dos nascidos durante o ano deveriam vir à luz durante o Samhain . Todos os demais nascimentos havidos fora desta data deveriam se objeto de sacrifico humano a ser realizado junto a torre de vidro dos Fomorianos.

É óbvio que a intenção dos Fomorianos mais do que humilhar e aterrorizar com este ´´tributo´´ era também de levar a extinção os Nemed que ano após ano teriam reduzida sua população até só sobrarem uns poucos idosos que seriam facilmente aniquilados pelos guerreiros. Cientes disto o Nemed , em um último esforço desesperado para libertar-se do cativeiro e salvar seus filhos de um destino cruel, partiram para atacar a famigerada Torre de Vidro na esperança que em um ataque surpresa tivessem alguma chance. Infelizmente foram derrotados e aqueles que não foram mortos em combate trataram de fugir para todo sempre da Irlanda, dando um fim trágico a história dos Nemed como civilização .

Os Fir Bolgs

Com fim da civilização nemediana vieram suceder em seu lugar três tribos assim chamadas respectivamente de Fir Domnann / Homens de Dommu , Fir Gaillion / Homens de Gaillion e Fir Bolgs / Homens de Bolg que trataram em repartir a Irlanda entre si com expressa benção dos seu aliados Fomorianos para os quais em retribuição prestavam tributos anualmente em condições iguais só vistas bem mais tarde em algumas regiões da Europa sob o feudalismo.

Curiosamente apesar dos Fir Domnann de longe serem os mais ricos e poderosos entre as três tribos , ocupando a maior parte da Irlanda e as regiões mais férteis, o fato é que para posteridade eram reconhecidos coletivamente de maneira indistinta pelo nome de ´´ Fir Bolgs´´ sem que se saiba bem a razão.

Nestas condições criaram cinco reinos com os Fir Domnann ocupando o North Munster, South Munster e Connaught, Fir Gaillion tomando aos seus cuidados de Leinster e os Fir Bolgs ficando no controle de Ulster. Estes cinco reinos apesar de governados de forma independente por seus próprios soberanos possuíam uma espécie de ´´rei supremo´´ para todas as tribos que assim organizavam uma espécie de ´´federação´´ para tanto manter o controle sobre toda a Irlanda quanto evitar conflito de interesse entre eles que levasse a uma guerra.

Para marcar de maneira simbólica justamente a sua importância estes ´´Reis Supremos´´ governavam a partir do que era considerado o ponto central exato do território irlandês, outrora conhecido como ´´ monte Balor´´ e posteriormente ´´ Colina de Uisnech (situada nas cercanias do Condado de West Meath no dias de hoje)

Ao total foram nove ´´Reis Supremos ´´ que desde da época da queda dos Nemed com justiça e sabedoria mantiveram a paz entre os cinco reinos e expulsaram toda sorte de invasores daquelas terras, garantindo prosperidade para todos. Nestas condições tudo ia muito bem por gerações para os ´´ Fir Bolgs´´ até que num fatídico dia Primeiro de Maio chegaram a Irlanda os Tuatha Dé Dannan / Tribo da Deusa Dana

Os relatos dão conta que graças o poder da magia os Tuatha Dé Dannan chegaram desapercebidos as praias de Leinster conseguindo avançar em direção ao interior da Irlanda sem encontrar maior resistência e nem fazendo alarde até alcançar um local chamado ´´ Planasse do Mar´´ onde finalmente houve o primeiro encontro com os ´´ Fir Bolgs´´.

Antes de qualquer confronto foi tentado pela parte dos Tuatha Dé Dannan celebrar um acordo de paz com os ´´Fir Bolgs´´, onde eles pediam em troca a divisão do país em duas partes iguais com o sul ficando em seu domínio. - o que o então Rei Supremo dos Cinco Reinos da época, conhecido pelo de nome de ´´Eochaid, o Orgulhoso´´ , rejeitou sob a alegação de que os Tuatha Dé Dannan iriam não se dar por satisfeitos e no final iam querer tudo para eles.

Diante da recusa dos Fir Bolgs, os Tuatha Dé Dannan não esperaram pelo ataque e partiram rapidamente em direção mais ao oeste indo para Connaught na planície de Moytura Meridional bem diante de um desfiladeiro onde encontram uma estreita passagem que face ao avanço inimigo servia para uma retirada estratégica das suas tropas e reagrupa-las em segurança para um novo ataque enquanto os Fir Bolgs em seu encalço ficariam encurralados.

Contudo, antes que fosse iniciado a batalha fizeram uma trégua que afinal perdurou 105 dias onde ficou acertado que as tropas de cada lado teria o tempo para se preparar , consertando suas armaduras,afiando suas espadas ,polindo seus capacetes e mesmo trocando armas entre si de modo a garantir um combate justo.

Finalmente no dia 24 de Junho a ´´guerra´´ entre os Fir Bolgs e os Tuatha Dé Dannan teve inicio, sendo travado uma série de lutas individuais ( ou em grupo desde que garantida a igualdade numérica ) entre os melhores guerreiros de cada lado durante todo dia, onde em primeiro lugar havia uma demonstração prévia das habilidades e força de cada um sob os olhares dos dois exércitos . Depois a noite retornavam cada parte ao seu acampamento para curar de seus ferimentos, enterrar seus mortos e velar por eles se fosse o caso, comer um pouco para recuperar as forças e descansar para no dia seguinte voltar ao combate, sendo tudo feito com a garantia de que não haveria ataque a estes lugares.

Nestas condições a ´´guerra´´ durou quatro dias até que sofrendo de uma sede horrível o rei Eochaid abandonou o campo de batalha em busca de água com um enorme número de guerreiros Fir Bolgs indo acompanha-lo, o que foi visto pelos Tuatha Dé Dannan como uma quebra de acordo e não por menos saíram todos a seu encalço o que fez aquele conflito ´´cavalheiresco´´ descambar para um combate brutal sem regras.

Tudo parecia encaminhar para um extermínio dos Fir Bolgs , mas antes que tal coisa acontecesse ficou ao final acertado por iniciativa dos Tuatha Dé Dannan que dariam a eles a quinta parte da Irlanda à sua escolha em troca da paz. Derrotados os Fir Bolgs aceitaram a proposta e escolheram Connaught para morar e deixando o resto do território para os Tuatha Dé Dannan.

Os Tuatha Dé Danann

Ao buscar as origens dos Tuatha Dé Danann surge no meio do caminho um monte de relatos desencontrados que dão conta desde que eles vieram do céu, passando por situar sua morada em algum lugar ao ´´norte´´ até mencionam sua terra-natal como sendo nas ´´ilhas meridionais do mundo´´.A despeito de sua misteriosa origem o fato era que eles carregavam a fama de possuírem poderes mágicos, força descomunal e habilidades sobre-humanas que os equiparava a condição de divindades ao olhos das demais tribos, mesmo que ao final levassem um cotidiano tão comum como de qualquer outro ´´mortal´´.

Eram um povo que vagava sem rumo em busca de um novo lar capaz de reerguer em propriedade a gloria perdida de sua civilização ( destruída não se sabe bem como ) e capaz de resgatar em tal condição a honra de seus antepassados. Neste espírito os Tuatha Dé Danann chegaram ao que era conhecido como ´´fronteira do mundo´´ , talvez impulsionados para descobrir a derradeira morada do Sol e da Lua, aportando em um distante 01º de Maio nos litorais de Erin ( Irlanda ).

Quando mal a busca pelo paraíso parecia terminada os Tuatha Dé Danann perceberam que aquelas terras tão benditas por eles eram ao final povoadas por uma outra tribo - os Fir Bolgs - e sem outra opção tiveram que pegar em armas para lutar pelo direito de ficarem ali. De fato depois de um batalha sangrenta ( conhecida como Batalha de Moytura Meridional ) os Tuatha Dé Danann sairam vitoriosos frente aos Fir Bolgs , porém, encontraram pela frente aqueles que iam se revelar seus piores inimigos : os Fomorianos.

Sim , por que apesar das terras serem ocupadas pelos Fir Bolgs os reais senhores senhores daqueles dominios era os Fomorianos e não tardaram em chegar ali cheios de disposição para tanto vingarem o mal sofrido por seus aliados quanto prontos para expulsar os invasores dananianos de Erin.
Ao mesmo tempo que o perigo de uma guerra se avizinhava no horizonte também os Tuatha Dé Danann passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada , amputado em sua mão direita por conta de ferimentos sofridos em combate contra o guerreiro Sreng dos Fir Bolgs e segundo as tradições impossibilitado em continuar o monarca daquele povo. Deste modo havia um grande risco dos Tuatha Dé Danann ficarem envolvidos numa disputa tola pelo poder, divididos por conta de discussões pela sucessão e pior sem nenhuma liderança de porte capaz de prepara-los a tempo para enfrentar um inimigo feroz que estava para chegar !!

Reunidos em um conselho tribal logo de cara os dananianos constataram a gravidade da situação bem como também verificaram que não era possível superar rapidamente as divergencias a respeito da sucessão do Rei Nuada, sendo o impasse só quebrado graças a sábia sugestão de Dagma ( regente por tantos anos daquele povo antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada ) onde o velho rei esboçou como sendo melhor solução o seguinte plano:

- Seria enviado um emissário dananiano até ao encontro dos inimigos da tribo com a proposta de ofertar a mão em casamento de Brigith ( filha de Dagma ) para o fomoriano Bress ( filho do Rei Elethan ) , onde como dote figuraria o direito dele ser o mais novo dos Tuatha Dé Danann !!
Com isso não só foi conseguido selar a paz entre os Fomorianos e Tuatha Dé Danann e fazendo prováveis inimigos virarem grandes aliados como também rendeu um ponto final nas disputas entre dananianos para ser o sucessor do Rei Nuada

Os Tuatha Dé Danann
Parte II

Da paz até a guerra

Tudo corria bem nos primeiros tempos de regência de Bress como rei dos Tuatha Dé Danann , demonstrando também ser ele um bom esposo para Brigith ao ponto de faze-la declamar exaltando em prosa e verso seu amor pelo marido em intermináveis canções. Não tardou tamanha paixão demonstrada entre Brigith e Bress gerar ao final um esperado filho como fruto de uma união que apesar de nascida às sombras de uma acordo político terminou com tempo em constituir em um verdadeira história de amor.

Infelizmente, sem negar suas origens, o rei fomoriano acabou com o passar do tempo se revelando um tirano que apenas estava interessado em retirar toda riqueza de seus súditos a partir da cobrança de altos tributos e pesadas exigências que faziam seu povo trabalhar sem cessar, o que gerou bem rapidamente o descontentamento entre os Tuatha Dé Danann e ao mesmo tempo alimentou a expectativa de que ele iria em breve honrar a solene promessa de abdicar ao trono pelo fato que o acordo dizia só ser possível manter Bress no poder caso houvesse consentimento expresso por parte dos dananianos.

Não demorou para os Tuatha Dé Danann se rebelarem e retirarem sem maiores problemas Bress do trono, recolocando Nuada em seu lugar que agora tinha condições pela tradição a voltar a ser rei dos dananianos em virtude de seu membro amputado ter sido milagrosamente recuperado na função graças a arte de cura e inventividade de Diancecht que construiu para ele uma prótese em prata que fazia as vezes de uma mão com perfeição.

Derrotado não restou alternativa a Bress do retornar sozinho a Lochlann ( terra-natal dos fomorianos ) e falar com seu pai , o Rei Elethan, a respeito do acontecido e pedir ajuda para reconquistar seu trono das mãos dos Tuatha Dé Danann. Prontamente o Rei Elethan reuniu todos os guerreiros e chefes fomorianos para formar um grande exército para atacar os dananianos , destruir o Reino de Tara ,fazendo quem sobrevivesse de escravo e por fim retornar ao controle de Erin ( Irlanda ).

Enquanto os Fomorianos se preparavam oara guerra os Tuatha Dé Danann estavam em festa comemorando a abdicação de Bress e a volta ao trono de Nuada como rei dos dananianos até que as celebrações foram interrompidas pela chegada de um forastreiro que vinha trajado com roupas suntuosas e anunciou para todos que quisessem e pudessem entender a desgraça que estava por vir.

Este forasteiro era Lugh, um entre tantos que tinha em seu corpo tanto sangue fomoriano quanto dananiano. Aliás, a grande batalha que estava para ser travada foi marcada por difíceis escolhas para aqueles que como logo eram fruto carnal da união de casais dos dois povos já que tinham de optar por qual dos lados iriam se aliar para pegar em armas contra o outro. Como efeito ao final ironicamente a guerra entre Fomorianos e Tuatha Dé Danann acabou sendo uma carnificina entre parentes !!

Os Tuatha Dé Danann
Parte III

Preparando-se para a guerra

A guerra apesar de esperada não veio de imediato, mesmo até ao final daquele ano em que Bress tinha sido deposto os Fomorianos enviaram seus emissários a Tara para cobrar o pagamento de tributos aos dananianos. Ocorre que os Tuatha Dé Danann encararam este fato como um gesto de grande ofensa o que resultou na morte quase imediata dos coletores de impostos por parte da população mal quando chegaram , deixando propositalmente apenas um vivo a título de poder retornar a Lochlann para contar o acontecido e dar o recado que eram os dananianos um povo livre onde dali em diante a ilha de Erin seria para eles a base de seus domínios.

Muito provavelmente tudo não passou de um ardil bem arquitetado pelo rei Elethan - pai de Bress - para assim conseguir o argumento definitivo que faltava para convencer os reis Tethra, Indech e outros tantas lideranças fomorianas no sentido de darem apoio para realizarem um ataque devastador contra os Tuatha Dé Danann e recuperarem para si o controle da ilha de Erin.

Declarada formalmente a guerra houve o envio de emissários de cada parte para acertarem os detalhes das batalhas que iriam ocorrer , definindo o local onde se desenvolveriam os combates e entrando mesmo em acordo de quanto tempo seria necessário para serem feitos os preparativos de forma que uma uma ´´guerra justa´´ sucedesse entre os Fomorianos e Tuatha Dé Danann. Tudo no melhor estilo de embate cavaleiresco em que mais do que vencer era de suma importancia fazer tal coisa com honra e dignidade, onde cada lado demonstraria seu valor tanto como guerreiro quanto de homem.

Ao final , como veremos, ´´as boas maneiras´´ foram deixadas de lado tanto por Fomorianos quanto os Tuatha Dé Danann e no lugar o que se viu foi o equivalente céltico na sua mitologia de um ´´Armagedon ´´ em que poucos restaram de pé e quase tudo foi destruído. De toda maneira entre este cenário apocalíptico e a declaração de guerra se passou praticamente um ano , o tempo de ´´espera´´que foi celebrado entre as lideranças dos dois povos, finalizando o prazo derradeiro justamente num dia de Samhain ( 31 de Outubro )

Os Tuatha Dé Danann
Parte IV

Batalha de Moytura Setentrional

Quando os primeiros raios do sol de uma manhã de céu nublado despontavam no horizonte bem mais do que o anuncio da chegada de um novo dia era revelado, podendo ser visto ao longe entre as brumas o mar coberto de navios até onde a visão podia alcançar.

Em pouco tempo, tal como uma gigantesca onda que quebra na praia, sucedeu um tão silencioso quanto rápido desembarque das tropas vindas destes navios que com igual prontidão seguiram sem deter o passo em direção a Tara, a capital do reino dos Tuatha Dé Danann na ilha de Erin . Eram os Fomorianos que estavam chegando cerca de 03 dias antes do prazo celebrado para ocorrerem as batalhas.

Bress seguia à frente deste gigantesco exército , montado em um corcel negro e ostentando uma armadura de ossos onde se via um crânio servir-lhe de elmo e uma enorme espada sendo erguida em punho pela mão esquerda.. Atrás dele guerreiros armados até os dentes com feições furiosas com os rosto todo coberto de breu, seguiam bem de perto à pé , marchando em um só ritmo compassado.
Contam as lendas que se seguiram a esta batalha que a marca dos fomorianos levantou tamanha poeira que chegou ao ponto do sol ficar ocultado com o dia virando noite, vindo o chão a ceder em rachaduras como ocorresse um terremoto. Ao longe parecia que uma enorme serpente negra tinha saído do mar e se arrastava em direção a Tara para varre-la do mapa.

Os primeiros combates, porém, se darem umas poucas léguas dos portões de Tara. Ironicamente bem próximo onde tempos antes tinham os dananianos lutado contra os Fir Bolgs e tomado Erin de seus domínios, a saber em Connaught só que na planície de Moytura Setentrional. - Fazendo mesmo esta guerra ser reconhecida como ´´Batalha de Moytura Setentrional´´

Logo no primeiro combate os Fomorianos foram vitoriosos, face sua superioridade numérica a um grupo de meros batedores que ali estava para fazer vigilância e guarda nas cercanias de Tara para justamente evitar um ataque surpresa ao coração do reino dananianos. Apesar de vencidos, o som dos combates foi suficiente para alertar os Tuatha Dé Danann e desperta-los de sono em tempo suficiente para ficarem preparados para chegada das tropas fomorianas.

O que se viu a seguir foi uma violência nunca vista, com lanças, espadas e escudos batendo com tanta força que pareciam soar como o estrondo de trovões que podiam ser ouvidos bem ao longe, reluzindo o aço à luz do Sol com tamanha força que gerava uma aparência espectral assustadora aos guerreiros, sem falar que as lutas eram travadas com tamanho contato físico que as mãos , cabeças e pés daqueles de cada lado estavam tocando as as mãos , cabeças e pés daqueles do outro lado formando uma massa quase homogênea de carne.

Contam que o chão ficou encharcado de sangue ao ponto de ficar difícil de manter-se em pé, com os corpos mutilados e mortos dos guerreiros amontoado em pequenas pilhas grandes o suficiente para bloquear o curso dos rios mais próximos ao campo de batalha e trazendo um cheiro horrível que atraia toda sorte de animal carniceiro, ratos e corvos com que os feridos tinham de lutar para evitar mesmo de serem devorados vivos.

Com o custo de muitas vida ao final de tudo saem vitoriosos os Tuatha Dé Danann , expulsando de vez os Fomorianos para nunca mais voltares e com uma cena épica espetacular de Morrigan proclamando vitória gritando do cume das montanhas mais altas da Irlanda. Entretanto,a alegria que se fez durou pouco, pois ela teve uma visão profética na qual previa o fim iminente da era divina dos Tuatha Dé Danann e o inicio de um tempo de miséria sem fim com mulheres sem pudor, homens sem força, velhos sem a sabedoria da idade e jovens sem respeito pelas tradições. Um era de injustiça, líderes cruéis, traição e sem nenhuma virtude! Esta era a chegada da Era dos Homens, do nosso mundo.

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MS quer transformar bug em standard

segunda-feira, 10 de março de 2008, 17:17 Eduardo Rolim 0 Comentários

Quando surgiu o Excel, vinha com um bug na função DATE(), e considerava 1900 como um ano bissexto. As regras dos anos bissextos são algo curiosas; de quatro em quatro anos Fevereiro tem mais um dia. Exceptuam-se os anos múltiplos de 100. E a esta excepção exceptuam-se os anos múltiplos de 400. Segundo a Microsoft o dia 29 de Fevereiro de 1900 existiu. E na proposta de standard do novo formato do MS Office 2007 à ECMA, também deverá "existir", por questões de "compatibilidade" ...


As piadas são velhas mas ainda valem:

P - Quantos engenheiros da Microsoft são necessários para se trocar uma lâmpada?
R - Nenhum. Simplesmente se define Escuro™ como o novo padrão.

Uma "feature" é um "bug" que não pode ser resolvido

Infelizmente, a proposta aprovada pela ECMA para o Open XML faz com que essas piadas pareçam muito verdadeiras.

Além de criar um formato praticamente impossível de ser implementado na íntegra por qualquer concorrente, a Microsoft resolveu incluir no "padrão", bugs que vêm sendo carregados desde a criação do seu pacote de automação de escritórios.

O bug "padronizado" é relativo ao tratamento de dias da semana pelo Excel. Um bug que já é velho conhecido da própria Microsoft como pode ser visto no próprio sítio de suporte da empresa.

O calendário gregoriano resolveu um problema do padrão anterior, o calendário juliano, ao criar uma regra para anos bissextos que fossem divisíveis por 100: somente são bissextos os anos que além de divisíveis por 100 também o sejam por 400. Esta simples correção permitiu que pudéssemos finalmente mapear as estações do ano ao calendário. Afinal, ninguém quer passas as férias de verão fora de época.

O bug a que me refiro acontece porque a Microsoft, no desenvolvimento do Excel, resolveu usar uma forma diferente para lidar com datas, adotando um valor serial para as datas tendo como início o dia 1 de janeiro de 1900. O problema com esta forma de cálculo de datas é que, para funcionar, o ano de 1900 teria que ser bissexto. E 1900 é considerado pelo Excel, e pelas demais fórmulas de data, como sendo um ano bissexto, apesar de não atender à regra de divisão por 100 e 400.

Mas o que isso tem a ver com o Open XML? A seção section 3.17.4.1, página 2522 do volume 4 da especificação publicada pela ECMA diz:
For legacy reasons, an implementation using the 1900 date base system shall treat 1900 as though it was a leap year. [Note: That is, serial value 59 corresponds to February 28, and serial value 61 corresponds to March 1, the next day, allowing the (nonexistent) date February 29 to have the serial value 60. end note] A consequence of this is that for dates between January 1 and February 28, WEEKDAY shall return a value for the day immediately prior to the correct day, so that the (nonexistent) date February 29 has a day-of-the-week that immediately follows that of February 28, and immediately precedes that of March 1.


Ou seja, apesar de haver um padrão de datas reconhecido e utilizado internacionalmente, a Microsoft optou por padronizar o Escuro™ ao invés de trocar a lâmpada.

A intenção de padronizar o Escuro™ não para aí. A Apple também adotou um formato de data serial, só que, para fugir do problema do ano de 1900, iniciou a contagem em 1 de janeiro de 1904. O resultado é que o Excel no Mac, teve que ser adaptado para contornar este pequeno problema. O resultado também está na especificação do Open XML, na seção 3.2.28:
date1904 (Date 1904)
Specifies a boolean value that indicates whether the date systems used in the workbook starts in 1904.
A value of on, 1, or true indicates the date system starts in 1904.
A value of off, 0, or false indicates the workbook uses the 1900 date system, where 1/1/1900 is the first day in the system.
The default value for this attribute is false.


Uma das razões para usarmos padrões abertos é justamente separar o padrão da implementação. Estes são apenas dois exemplos de padronização do Escuro™ pela Microsoft no Open XML.

A ISO tomou uma posição e terá que se manifestar novamente quando da chegada do Open XML às suas portas.

A nós cabe decidir se queremos pensar no futuro ou nos mantermos firmemente ancorados aos erros do passado.

Referências:
NoOOXML
Blog Trocando Lâmpadas

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Tradição Druida - Os Celtas e a Música

sexta-feira, 7 de março de 2008, 10:13 Eduardo Rolim 0 Comentários

Os celtas sempre estiveram muito ligados à religião, e assim como quase toda as expressões de sua cultura, a música também estava intimamente relacionada a temas de cunho religioso. Tanto que os músicos eram – em sua maioria – ligados a classe sacerdotal dos Druidas.

A música ou, mais precisamente, o tocar dos instrumentos era considerado uma manifestação do mundo dos espíritos. Sendo assim, o músico era um ser privilegiado, pois suas faculdades lhe permitiam captar pequenas manifestações do Outro Mundo, e desta forma, ele traduzia aquilo que absorveu para a música.


Exatamente por este motivo, é comum a temática musical celta estar ligada aquilo que eles mais respeitavam: a Natureza. Um bosque, a brisa, a alvorada, o outono – ou qualquer outra estação – enfim, cada pequeno movimento da Natureza carrega um som, e era função do músico senti-lo e traduzi-lo em música.

Com o advento da cristandade no mundo céltico, toda esta conotação entre religião e música, de certa forma, se perdeu. No entanto, os “motivos ligados a Natureza” mantiveram-se vivos, e até hoje estão presentes no trabalho de cantores e instrumentistas contemporâneos.

Instrumentos

Os instrumentos celtas são todos bem característicos, isso porque a música folclórica irlandesa conservou fortes traços da música celta. E através desta herança rica e ímpar, a Irlanda lega ao mundo esplendorosas sonoridades, todas com um estilo único e incomparável.

Pois bem, mais um exercício mental. Pense na Irlanda, pense na música irlandesa. Que instrumentos lhe vêm a mente? Acho que muitos responderão a harpa ou a flauta. Agora, pense na música escocesa. Qual o primeiro instrumento que você imagina um escocês tocando? A maioria, certamente, dirá a Gaita de Foles.

As características da musicalidade celta foram absorvidas pela cultura mundial, portanto, a grande maioria das pessoas tem, ainda que vaga, uma idéia sobre o que foi – ou melhor – o que é a música e os instrumentos que estavam presentes no folclore ancestral.

Além da flauta, harpa e gaita de foles, que já foram citados, ainda resta um importante instrumento – de percussão – chamado Bodhran. Feita as devidas apresentações, vamos conhecer um pouco mais sobre estes instrumentos.

Flauta – A flauta é um instrumento que ao longo da história conheceu inúmeras variações, inclusive uma das variações é conhecida como flauta celta ou Feadan. Este tipo de flauta, pertence à classe das flautas de bico (em oposição às flautas transversais).

Em composições musicais provenientes ou inspiradas no folclore celta é fácil perceber a importância da flauta, sendo um instrumento que proporciona identidade à música por meio de um ritmo encontrado somente neste estilo de composição musical.

Harpa – A presença da harpa na cultura celta é inegável, tanto que a Irlanda fez deste instrumento um de seus símbolos nacionais. Este instrumento de cordas é bastante antigo, surgiu na África por volta do ano 2000 a.C., no entanto, o modelo mais conhecido – chamado modelo triangular – surgiu no século IX na Europa. Com o passar dos anos surgiram duas variações deste mesmo modelo, e uma delas ficou conhecida como harpa irlandesa ou celta. Este tipo particular de harpa, cujo nome em gaélico é Clasrsach, difere-se pela sua coluna curva e seus sete ditals ou alavancas que são pressionadas com os dedos para mudar a afinação das cordas.

Na sociedade celta, os harpistas eram considerados pessoas privilegiadas por ter o dom de tocar este instrumento.

Gaita de Foles – A origem deste instrumento é discutível. Crê-se que se surgiu na Ásia e os romanos a levaram para a Escócia, onde criou raízes e tornou-se um símbolo nacional.

Neste instrumento de sopro, o ar é retido em uma bolsa – chamada odre – e, posteriormente, ele é dirigido aos tubos de saída providos de palhetas.


Bodhran – O bodhran é um instrumento bastante peculiar na música celta. É uma espécie de tambor, onde o couro de algum animal é esticado sobre um arco de madeira. Tradicionalmente, a matéria-prima do arco é o tronco de freixo (árvore de madeira amarelada e dura, comum na Europa) e o revestimento é feito com pele curtida de cabra, cervo ou bezerro.

Este instrumento, conhecido também como tambor irlandês, pode ser tocado com as mãos ou baquetas.

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Curso Básico de Astrologia

quarta-feira, 5 de março de 2008, 15:27 Eduardo Rolim 1 Comentários

Bom dia pessoal. Muitas pessoas me perguntam no MSN ou mesmo por e-mail, como podem fazer para interpretar da maneira correta os seus signos solares, lunares, ou mesmo outras informações à respeito da astrologia pessoal destas. E pensando nisso, eu resolvi postar hoje um material, retirado da Biblioteca Mística (link nos favoritos), que trata justamente da interpretação de cada informação presente em um mapa astral natal. Espero que essa informação seja útil para vocês.

Interpretação de Mapas Astrais

Os signos são doze sinais no céu, nos quais a alma se abastece. Você tem os doze signos em seu mapa astrológico, independente do dia em que você nasceu. Cada um deles fornece um conceito para a sua vida prática (simbolizados pelas casas) e para os planos da sua psique, representados pelos planetas. Confira o significado dos signos e entenda o recado que cada um deles envia para a sua vida...

Leia mais sobre signos em "Tudo sobre os Signos"

Os Doze Signos

Áries - Aventura e Agilidade - entradas e bandeiras
Touro - Produção e Travessia - caminhar sem se deter
Gêmeos - Complementação e Amizade - a união dos opostos
Câncer - Memória e Interiorização - voltar às origens
Leão - Valor e Centralização - extrair o brilho
Virgem - Pureza e Simplicidade - ordem e progresso
Libra - Lei e Equilíbrio - vale quanto pesa.
Escorpião - Mistério e Transformação - da lagarta à borboleta
Sagitário - Elevação e Transcendência - a seta e o alvo
Capricórnio - Totalidade e Sedimentação - o todo está em tudo.
Aquário - Liberdade e Fraternidade - o ser é igual ao universo
Peixes - Fé e Unificação - a gota do mar

ÁRIES

Áries representa a AGILIDADE e a AVENTURA e é regido pelo elemento Fogo, que simboliza entusiasmo e vibração. É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como podemos agir com heroísmo e coragem em nossa vida. Os planetas que estiverem em Áries se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Áries estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

TOURO

Touro representa o conceito da PRODUÇÃO e da TRAVESSIA, sendo regido pelo elemento Terra (praticidade e coerência). É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como podemos agir com perseverança e obstinação em nossa vida. Os planetas que estiverem em Touro se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Touro estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

GÊMEOS

Gêmeos representa o conceito da COMPLEMENTAÇÃO e da AMIZADE, sendo regido pelo elemento Ar (pensamento). É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como podemos unir os opostos que existem dentro de nós mesmos e no mundo em que vivemos. Os planetas que estiverem em Gêmeos se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Gêmeos estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

CÂNCER

Câncer representa o conceito da MEMÓRIA e da INTERIORIZAÇÃO, sendo regido pelo elemento Água (emoção). É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como podemos recolher os "pedaços" do nosso passado e recompor a nossa história. Os planetas que estiverem em Câncer se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Câncer estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

LEÃO

Leão representa o conceito do VALOR e da CENTRALIZAÇÃO, sendo regido pelo elemento Fogo (entusiasmo e vibração). É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como podemos extrair o nosso verdadeiro brilho, vencendo os "monstros" do ego. Os planetas que estiverem em Leão se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Leão estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

VIRGEM

Virgem representa o conceito da PUREZA e da PAZ, sendo regido pelo elemento Terra (praticidade e coerência). É através deste signo que temos a possibilidade de compreender a ordem e a simplicidade da vida, não nos deixando contaminar pelas impurezas próprias do mundo. Os planetas que estiverem em Virgem se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Virgem estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

LIBRA

Libra representa o conceito da LEI e do EQUILÍBRIO, sendo regido pelo elemento Ar (pensamento). É através dele que temos a possibilidade de compreender a noção de justiça e proporção em nossa vida emocional e cotidiana. Os planetas que estiverem em Libra se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Libra estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

ESCORPIÃO

Escorpião representa o conceito da TRANSFORMAÇÃO e do MISTÉRIO, sendo regido pelo elemento Água (emoção). É através dele que temos a possibilidade de compreender onde e como devemos sofrer as "metamorfoses" necessárias para que possamos enxergar além das aparências e da realidade superficial. Os planetas que estiverem em Escorpião se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Escorpião estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

SAGITÁRIO

Sagitário representa o conceito da ELEVAÇÃO e da TRANSCENDÊNCIA, sendo regido pelo elemento Fogo (entusiasmo e vibração). É através dele que temos a possibilidade de compreender como direcionar nossa energia para um alvo preciso, estimulando metas elevadas para a nossa vida. Os planetas que estiverem em Sagitário se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Sagitário estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

CAPRICÓRNIO

Capricórnio representa o conceito da SEDIMENTAÇÃO e do TODO, sendo regido pelo elemento Terra (praticidade e coerência). É através deste signo que temos a possibilidade de compreender o quanto devemos buscar alcançar a plenitude, o "cume" de nós mesmos. Os planetas que estiverem em Capricórnio se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Capricórnio estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

AQUÁRIO

Aquário representa o conceito da LIBERDADE e da FRATERNIDADE, sendo regido pelo elemento Ar (pensamento). É através dele que temos a possibilidade de compreender que somos feitos à imagem e semelhança do Princípio e que devemos imitar esta perfeição. Os planetas que estiverem em Aquário se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Aquário estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

PEIXES

Peixes representa o conceito da e da UNIFICAÇÃO, sendo regido pelo elemento Água (emoção). É através dele que temos a possibilidade de compreender o desapego e a serenidade, numa entrega e confiança completa ao Sagrado. Os planetas que estiverem em Peixes se abastecem nestes conceitos para se expressarem. A casa (ou casas) na qual Peixes estiver, indica em que setor prático da sua vida você tende a agir através da tônica deste signo.

Planetas

SOL

O Sol indica a consciência, o foco da personalidade. A posição do Sol no mapa indica onde você pode brilhar, exteriorizando a sua individualidade e verdadeira essência. O signo sob o qual o Sol estiver, mostra onde a sua consciência se abastece; já a casa, diz qual o setor prático da sua vida em que a consciência atua com mais clareza.

LUA

A Lua indica os seus modelos e necessidades emocionais mais profundos, a sua receptividade e capacidade de reflexão. Ela está associada à capacidade de sonhar e imaginar. No Mapa do Céu, o signo sob o qual a Lua estiver, indica onde a sua capacidade de sonhar e criar se abastece. Já a casa, mostra o setor prático da sua vida onde este plano da sua personalidade atua com mais intensidade.

MERCÚRIO

O planeta Mercúrio representa a inteligência, a capacidade de comunicação e expressão. O signo sob o qual ele estiver, indica onde a sua capacidade de informar-se ou expressar-se busca nutrir-se; já a casa, fala sobre o setor prático da sua vida no qual você tende a utilizar a sua inteligência da melhor forma.

VÊNUS

Vênus representa a sua sensibilidade, o sentido de belo e o afeto com que você lida com as pessoas e situações. A Casa do Mapa onde estiver Vênus é onde você precisa agir com delicadeza e suavidade. O signo em que o planeta estiver, indica o conceito em que sua sensibilidade se abastece.

MARTE

Representa a energia que você coloca em tudo e a força que usa para abrir os seus próprios caminhos. No Mapa, o signo sob o qual estiver, indica o conceito no qual a sua capacidade de enfrentar os desafios se abastece. Já a casa, mostra onde esta força e coragem atuam com maior concentração.

JÚPITER

Júpiter representa o poder, a autoridade, a sabedoria e a razão. É conhecido como o planeta da sorte no Mapa, indicando o ponto de expansão da sua psique. O signo sob o qual ele estiver, mostra em que conceito a sua capacidade de sabedoria se abastece. Já a casa, determina em que setor prático da sua vida você tende a agir com maestria.

SATURNO

Saturno representa o limite e a responsabilidade. É a "cruz do mapa", um ponto de restrição que deve ser tratado com seriedade, para que a maturidade e estrutura possam ser uma realidade concreta em sua vida. A casa em que estiver, indicará em qual o setor prático da sua vida esta "cruz" está localizada e o signo, em qual conceito sua noção de limites e capacidade de realização se alimenta.

URANO

Urano representa o próprio Céu, aquilo que não tem limites dentro de você. São a criatividade e as idéias. No mapa, indica o seu lado criativo, inventor, original e excêntrico. A casa em que ele estiver, mostra o setor prático da sua vida em que estas características atuarão com maior intensidade. Já o signo, diz em que conceito elas se abastecem.

NETUNO

Netuno representa a inspiração criadora, a crença, o êxtase e a intuição. É o amor universal que faz você sentir-se como parte do Todo. A casa em que ele está localizado indica em que setor prático da vida você tem maior possibilidade de serenar, extasiar-se e, numa má utilização, iludir-se. O signo sob o qual ele está, mostra o conceito em que estas possibilidades se abastecem.

PLUTÃO

Plutão representa os "infernos", o invisível e o misterioso. Este planeta indica a sua capacidade de transformação, de "matar" alguma coisa para criar algo mais belo. O signo sob o qual Plutão está fornece os conceitos para que você compreenda as transformações que precisa sofrer; já a casa, mostra o setor prático da sua vida em que sua capacidade de regeneração será mais presente.

Casas Zodiacais

CASA 1

Este é o primeiro setor prático da sua vida analisado pela astrologia, onde está simbolizado o seu
TEMPERAMENTO e COMPORTAMENTO. O primeiro espaço do seu mapa fala do seu EU, do que é SER alguém neste mundo para você. Os planetas que estiverem nesta casa (se houver algum planeta) vão simbolizar quais os aspectos emocionais que atuam na sua personalidade; o signo ou os signos que passarem por ela indicam em qual conceito o seu temperamento se abastece, sendo o primeiro dos signos o mais marcante.

CASA 2

Neste setor prático está simbolizada a forma como você lida com os bens materiais. É a casa do
TER e do FAZER. É nela que se podem analisar quais as formas, trunfos e dificuldades que você possui para adquirir dinheiro, segurança material e também como você costuma aproveitar os bens que conquistou. Os planetas que estiverem na casa 2 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo) , falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 3

O terceiro setor prático do seu mapa fala do que você primeiro precisa
APRENDER para seguir o seu percurso pela vida: como você troca informações, aprende com os que estão próximos de você... É nesta casa que dá também para avaliar a sua relação com seus irmãos, vizinhos e colegas. Os planetas que estiverem na casa 3 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos

CASA 4

Este é o setor que simboliza o
SENTIR e o SONHAR. É aqui que podemos ver a sua relação com a sua família, com o seu lar. Além das suas raízes emocionais, que estão em sua infância, na casa quatro você pode analisar onde e de que natureza é os "fantasmas" que foram gerados em seu passado. Os planetas que estiverem na casa 4 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 5

Na casa cinco, a Astrologia analisa o que você precisa para viver alegre e com prazer. É aqui também que estão simbolizados os namoros e as diversões. Mas todo prazer deve produzir bons frutos: os filhos - tanto os de sangue quanto aqueles que nascem de suas idéias, como um livro ou um projeto - também são departamento da 5.
Os planetas que estiverem nesta casa mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 6

É nesta área do mapa que a Astrologia analisa o seu
TRABALHO e sua saúde física. É o ponto de "limpeza" da sua vida, onde você precisa liberar todas as toxinas que contaminam a sua psique. Na casa seis está simbolizado o seu trabalho cotidiano, aquele que, com suor, você precisa realizar para limpar-se. Os planetas que estiverem na 6 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 7

Este é o espaço onde a Astrologia analisa o "outro" em sua vida. O que você espera das outras pessoas, o que existe nelas que falta em você, o que os outros trazem para complementar a sua personalidade? É esta a área onde estão simbolizados os
CASAMENTOS, tanto os afetivos quanto os profissionais. Os planetas que estiverem na 7 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida e o que você precisa que o "outro" lhe ensine; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 8

A casa oito é a mais misteriosa do mapa, pois é nela que estão todas as coisas mais escondidas da sua personalidade, esperando por serem reveladas. É o "casulo" onde você precisa
TRANSFORMAR, depositar suas "lagartas", a fim de que se transformem em borboletas. Todas as perdas e heranças da sua vida também estão simbolizadas aqui. Os planetas que estiverem na 8 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 9

Aqui, a Astrologia analisa qual é a sua
FILOSOFIA de vida e do que você precisa para lançar-se em viagens mais elevadas, em termos de conhecimento e sabedoria. Esta casa está muito ligada ao ato de "romper fronteiras", ir mais longe. É onde estão simbolizados a sua RELIGIÃO, as longas viagens e os cursos superiores. Os planetas que estiverem na 9 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 10

Este é o ponto máximo de um mapa, que começa com a linha do Meio do Céu: é o setor da
REALIZAÇÃO, da PROFISSÃO, daquilo que uma pessoa faz de melhor. Nele, estão simbolizados com quais elementos uma pessoa vai trabalhar para atender ao seu "chamado", que é a sua vocação. Os planetas que estiverem na Casa 10 mostram quais são os planos emocionais envolvidos na profissão e uma pessoa; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 11

Este é o seu ponto de
LIBERTAÇÃO no mapa astrológico. É aqui que acontecem as possibilidades de livrar-se de todos os condicionamentos e soltar os seus POTENCIAIS, em prol de ideais e projetos que favoreçam não só a você, mas a toda humanidade. Os planetas que estiverem na Casa 11 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece

CASA 12

Todos têm um "trabalho sagrado" a fazer durante a vida. Este é o setor do seu mapa que analisa o
SACRIFÍCIO (ofício sagrado) pelos outros, aquilo que você precisa DOAR, sem olhar a quem e nem esperar nada em troca. Na Casa 12 também está simbolizada a sua saúde emocional, já que quando nos negamos a doar este dom que possuímos, acabamos por ficar deprimidos e vazios. Os planetas que estiverem na 12 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece

Os Aspectos astrológicos

Tecnicamente, os aspectos são determinados pela distância em graus entre dois planetas, que representam os planos emocionais da alma. Os aspectos são possibilidades de se encarar as questões emocionais por outra perspectiva. Simbolicamente, eles representam como você irá agir em uma determinada situação e o grau de dificuldade ou facilidade com que enfrentará os desafios que a vida lhe impuser. De uma maneira geral, eles detalham o Mapa a ponto de mostrar as nossas limitações, com a grande vantagem de nos indicar as possibilidades de superarmos aquilo que nos limita.
Os aspectos servem como estimulantes e, como tal, permitem que se vejam outras combinações e saídas, difíceis de serem percebidas quando se vive uma situação de desorientação, tão comum no mundo moderno. Essa é a grande promessa: que sempre existe uma saída, uma possibilidade de se chegar ao equilíbrio.

A Conjunção

A conjunção é uma conjugação de forças entre dois planos da alma, um "unidos venceremos" que nos habilita a lançar mão de algumas capacidades que se somam para nos ajudar a vencer. É um aspecto de muita estimulação, que vai exigir uma ação. Por exemplo, se uma pessoa tem Marte em Conjunção com Saturno, ela terá uma força estruturadora ou uma capacidade de batalhar disciplinadamente por aquilo que quer. Se isso se apresenta na Casa II, esta pessoa apoiasse na própria força de vontade, direcionada com rigor e seriedade, para estabelecer seus valores, seus ganhos e sentir-se segura. Será uma pessoa com a iniciativa para conquistar seus objetivos (Marte), mas agirá sempre com cautela e com senso de responsabilidade (Saturno).

Distância angular entre os planetas para que haja uma conjunção: de 0º a 5º.

A Oposição

Uma separação de 180º que deve nos levar a um "reajuntamento", a uma união de opostos, pois tudo aquilo que está separado existe para que possamos compreender que, originalmente, as coisas são unidas. O mundo é fragmentado, dividido, mas esta divisão é só aparente para que, por contraste, possamos nos emprenhar em juntar essas coisas dentro de nós. Marte, em oposição a Saturno em um Mapa do Céu, por exemplo, pode se apresentar com uma vontade limitada, em que a pessoa sente-se tolhida (Saturno) em sua iniciativa de lutar e estabelecer o seu espaço (Marte). Já uma oposição entre a Lua e Plutão pode acarretar um certo desânimo (Lua) provocado pelo medo (Plutão), mas esta situação deve ser superada pelo aprofundamento e regeneração das emoções.

Distância angular entre os planetas para que haja uma oposição: de 175º a 185º.

A Quadratura

A quadratura, uma angulação de 90º, representa o obstáculo vivo por excelência, são dois planos da psique que nos testam e ao mesmo tempo nos apuram. Ela é o aspecto que nos leva para as provas mais difíceis e provocam crises que, sem dúvida, nos levam ao crescimento. Uma pessoa que tem Mercúrio em quadratura com Netuno, por exemplo, vai enfrentar situações em que a sua forma de falar abala a serenidade e bloqueia a intuição, mas é esta crise que fará com que a inspiração apure o entendimento das questões mais elevadas. A quadratura, portanto, nos impulsiona através das crises, o que demonstra que nem sempre um aspecto "vermelho" deve ser visto como negativo, afinal, aspectos desarmônicos podem causar contratempos, mas não necessariamente o fracasso.

Distância angular entre os planetas para que haja uma quadratura: de 85º a 95º.

O Trígono

O Trígono (120º) é conhecido como um aspecto nobre; é a relação entre dois planetas que se sintetizam, um refinando o outro. É um aspecto ativo e vigoroso, já que provoca um engrandecimento dos planos emocionais envolvidos, sendo também um aspecto de entusiasmo e vitalidade, pois proporciona fortalecimento. Netuno em trígono com Mercúrio, por exemplo, proporciona uma tranqüilidade (Netuno) que refina o raciocínio (Mercúrio), uma serenidade que inspira a compreensão daquilo que nem sempre é possível expressar através de palavras, fortalecendo e vivificando a fé.

Distância angular entre os planetas para que haja um trígono: de 85º a 95º.

O Sextil

Esse aspecto (60º) é mais ideal, metal e envolve planos que expandem-se, afinam-se, que criam possibilidades. Mercúrio em Sextil com Netuno, por exemplo, nos apresenta uma afinidade entre expressão e fé; através da intuição netuniana o pensamento mercuriano pode tornar-se mais sutil e mais abrangente. Já Saturno em Sextil com Vênus faz com que uma pessoa seja disciplinada e rigorosa, mas sem deixar de lado a sensibilidade e a noção do que é belo e agradável.

Distância angular entre os planetas para que haja um Sextil: de 55º a 65º.

Os Quatro Elementos

Os quatro elementos (Terra, Ar, Água e Fogo) são divididos em dois grupos. O Fogo e o Ar são considerados ativos e a Água e a Terra são passivos. Essa divisão se assemelha aos dois grupos da filosofia chinesa: yin representa Água e Terra e yang o Fogo e o Ar.
Os signos da Água e da Terra são mais introspectivos, cautelosos e ponderados. Já os signos do Fogo e do Ar não têm tantas reservas e se expressa socialmente com menor precaução.
Os elementos também foram divididos nas qualidades quente, seco, úmido e frio, a incorporação de uma teoria grega muito antiga, que posteriormente deu origem aos quatro temperamentos da medicina antiga: colérico (quente e seco), sanguíneo (quente e úmido), melancólico (frio e seco) e fleumático (frio e úmido).
Quente e Frio dizem respeito à quantidade de energia: alta ou baixa, respectivamente.
Seco e Úmido falam da capacidade, talento ou interesse maior ou menor em criar ou desfazer conexões.

O Elemento FOGO

Qualidades: Quente e Seca
Energia alta, rápida e grande talento para desfazer conexões.
Não há quem não saiba o quanto o Fogo é de extrema necessidade para o homem. Aquece seu alimento, sua casa e oferece conforto. Porém é também um elemento perigoso se estiver fora do nosso controle, podendo causar danos irreparáveis. Em outras palavras, o elemento Fogo na astrologia representa a força do espírito. É o desejo da vida, à vontade de ser. Para os signos de Áries, Leão e Sagitário isto significa pressa, impaciência, ação individual, esperança, confiança em si próprio, paixões, desejo de vencer e honestidade. Os signos de Ar abanam as chamas do Fogo, fornecendo-lhes novas idéias, o que torna esses dois elementos compatíveis.

O Elemento TERRA

Qualidades: Fria e Seca
Energia concentrada, lenta e grande talento para desfazer conexões.
Touro, Virgem e Capricórnio compõem o elemento Terra. São signos providos de muita paciência e autodisciplina, capazes de alcançar seus ideais com muita persistência. Esses signos tendem a confiar mais no raciocínio prático do que nas inspirações. Os signos deste elemento podem ser bastante cautelosos e convencionais, fazendo-os duvidar das pessoas com mente ágil. Suas principais características são: aplicação, concentração mental, esforço e espírito conservador. Acima de tudo, esses signos devem se preocupar mais em observar o mundo invisível, o mundo que não possui a forma concreta da Terra.

O Elemento AR

Qualidades: Quente e Úmida
Energia alta, rápida e grande talento para estabelecer conexões.
Todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiramos o mesmo ar. Isso faz com que esse elemento se torne coletivo. Pessoas com o signo de Gêmeos, Libra e Aquário compõem o elemento da mente, geralmente se adaptam com facilidade e são muito curiosos. Enquanto os signos de Fogo desejam algo, os de Ar idealizam as coisas imateriais. Possui uma maneira impulsiva de agir, sentimentos artísticos, preferência pelas mudanças objetivas e tendem à distração. Esse indivíduo pode caminhar na neblina, sem saber como aplicar suas energias, ou pode ter sua mente tão clara como o ar antártico.

O Elemento ÁGUA

Qualidades: Fria e Úmida
Energia concentrada, lenta e grande talento para estabelecer conexões.
Assim como a Terra, o corpo humano é composto 70% de Água, o que nos leva a crer na importância vital deste elemento. Também é conhecida como solvente universal, ou seja, é capaz de dissolver mais substâncias que qualquer outro líquido conhecido pôr nós. Na astrologia, a Água pode ser simbolizada pela alma ou a emoção. Câncer, Escorpião e Peixes levam consigo as características deste elemento, o que significa sua sensibilidade e vulnerabilidade tão marcantes. Pôr isso, se não controlam suas reações emocionais acabam passando pôr freqüentes instabilidades interiores.

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