Blog Day 2008

domingo, 31 de agosto de 2008, 00:00 Eduardo Rolim 4 Comentários

"Blogar" é um verbo…
… cada vez menos transitivo!

Vindemiatrix Almuredin

Blog Day 2008 chegou! Ness dia especial vamos homenagear as pessoas que se sacrificam para escrever posts que tornam a web cada vez mais interessante.

É engraçado, de uns anos para cá a coisa mudou bastante. Primeiro foi a febre do Geocities, que permitiu pela primeira vez pessoas sem recursos para montar um servidor web a montarem páginas com conteúdo próprio. Acredito que muitos sites surgiram e cresceram a partir do Geocities, tanto que várias outras iniciativas (kit.net, HpG e hoje o Google Sites) foram criadas para atender essa necessidade da época. Logo veio o IRC, o ICQ e depois o MSN, que vieram dar início a um movimento em direção à formação de comunidades, culminando com a formação de sites de comunidades como Orkut, MySpace, Facebook e outros. Há também os wikis, que surgiram da necessidade de se descentralizar a geração de conteúdo de uma única pessoa ou equipe para várias pessoas, por vezes até não relacionadas com a área de desenvolvimento web. Mas, nenhum desses exemplos se igualam ao movimento que se desenvolveu a partir do simples ato de publicar textos e hoje até tem um verbo próprio, o verbo "blogar".

Blogar: Verbo Intransitivo; Eu Blogo, Tu blogas, Ele Bloga ...


O engraçado é que hoje, grande parte do conteúdo que nós procuramos surfando na internet pode ser encontrado em blogs. Cada um escreve sobre o que gosta, comenta os assuntos de que gosta e, por incrível que possa parecer, isso é o que na minha opinião o blog têm de melhor em relação às outras formas de disseminar informação pena rede. No blog eu não preciso ter referências do assunto que eu quero falar. Se eu quiser, por exemplo, falar que o homem não foi à lua, eu posso. Claro que não vai ser uma coisa muito coerente, mas o que está em pauta não é se o assunto do post é ou não relevante, mas que o escritor acredita naquilo que ele escreveu. Essa é a minha crença nos blogs.

Eu vejo por aí muitos blogs que funcionam de maneiras deveras diversas mas, em qualquer nível, é perceptível essa crença. Alguns blogam porque têm fé na utilidade que o blog têm para divulgar idéias e opiniões; outros porque é uma excelente forma de tirar uma renda extra, mesmo que não seja muita; para outros ainda é uma excelente forma de ter seu material intelectual publicado e comentado por aqueles que se interessam; e para alguns, é uma ferramenta de descontração.

Classificar blogs também não é uma tarefa fácil, pois blogs são únicos. Um blog nunca vai ser igual a outro, mesmo que sejam classificados na mesma categoria mas podemos tentar, pelo menos. Primeiro vêm os blogs de variedades (como este blog), onde não há um tema específico a ser tratado. Temos os blogs de nicho, que costumam ser centrados em um tema ou vários, mas sempre mantendo o foco. Temos também os blogs-agenda, onde quem os escreve relata passos da sua vida ou escreve poemas, textos ou o que mais seria escrito numa agenda ou algum caderno de anotações. Há os blogs atratores do spider do Google, os blogs de SEO, os blogs de tutoriais, os blogs de ...

Concluindo, o conteúdo não é o mais importante de um blog. É a atmosfera de comunidade que se forma em torno dos blogs que os tornam tão especiais. Não fosse isso, a blogosfera não seria um movimento tão expressivo como é e nem teria um dia especial para ela.

Bom, falando em dia da Blogosfera, lembrei-me que hoje é o dia do Blog. Conforme um post anterior (que ainda não corrigi), hoje é um dia onde todos os blogueiros deveriam tirar alguns minutos de seus dias para comentar um pouco mais sobre outros blogs, relacionados ou não aos seus próprios blogs.

Para este ano, eu selecionei alguns blogs que venho lendo mais frequentemente, nesses últimos meses. O primeiro deles é o blog de um amigo que conheci no IRC há vários anos, e que há um tempo criou um blog para falar de um assunto que ele domina: Marketing Pessoal.

Blog: Abra a Mente

Primeiramente, é um blog de nicho, voltado para a área de marketing, mas seu material não é só aplicado nessa área. Como ele mesmo diz em seu blog, o marketing pessoal deveria ser presente na vida de todas as pessoas.

Excelente blog, recomendo a todos!

Em segundo lugar, venho falar sobre um blog que representa uma de minhas paixões da adolescência e que até hoje têm muita presença em minha mente, que é o Role Playing Game. E não podia deixar de comentar sobre esse blog, que trata sobre Rpg de uma maneira alternativa à minha maneira de pensar e que já me trouxe várias boas experiências de leitura.

Blog: Dados Limpos

O Dados Limpos é um blog de nicho que trata de Rpg, aventuras, posts sobre narradores e jogadores, personagens, ambientação, e tudo o que se relacione direta ou indiretamente à Rpg. Também seu autor têm um contato mais próximo com seus leitores, sempre incitando discussões interessantes e memes, fazendo-me lembrar das tavernas encontradas em praticamente todos os mundos de Rpg.

Em terceiro lugar, um blog recente, de um amigo daki de Palmas. Raramente vi em minhas andanças alguém com tamanha dedicação à uma empresa, seus trabalhos e produções. Ele é fã incondicional da empresa mais criativa dessa década, criadora de alguns conceitos bastante inovadores. A Apple.

Blog: Suco da Maçã

O blog Suco da Maçã é aquele tipo de blog onde você pode ficar antenado com as novidades relacionadas à Apple e seus produtos, especificações e curiosidades que o autor descobriu em suas idas e mexidas com Mac OSs, iPods, Firewires e iMacs da vida. Otimo em conteúdo e bastante centrado em suas descrições. Realmente recomendado!

Temos, em seguida, o blog de uma pessoa que, assim como eu, está descobrindo dia-a-dia a vida de morar sozinho. Tudo bem que eu só tenho um mês só e ele já têm um longo tempo, mas praticamente tudo o que ele colocou em seu blog me foi útil em algum momento, morando sozinho ou não.

Blog: Morando Sozinho

Esse blog é um misto de diário de bordo e de dicas como se virar bem morando sozinho. É um blog bastante útil na minha opinião. Não raro, quando tenho algum tipo de problema em casa eu vou lá procurar e ver se ele já passou pelo problema e quase sempre sim, ele já terá passado pelo problema e resolvido tudo de uma forma bastante criativa. Altamente recomendado!

E por fim, não menos importante, um blog que defende a bandeira dos blogueiros que usam a plataforma do Google de blogs: O Blogger. Grande defensor dessa plataforma que e simples e ao mesmo tempo robusta. Tudo bem que as vezes ele é meio compulsivo, mas faz parte da sua personalidade como blogueiro e como blog.

Blog: Usuário Compulsivo

Excelente blog com dicas e tutoriais sobre como incrementar blogs hospedados no blogger, dicas de recursos novos e as vezes ocultos e soluções geniais para alguns recursos que, segundo algumas pessoas, somente as ferramentas de blog "boas" têm. Recomendo a todos a leitura de seus artigos, mais ainda para aqueles que, como eu e ele, têm um blog no Blogger.

Bem, é isso. Deixo aqui minha marca no Blog Day 2008 e espero que todos vocês estejam comigo no ano que vêm. Não só lendo e comentando, mas blogando também, porque não?

Para aqueles que se interessarem mais sobre o Blog Day, acessem o site em português deles.

Tags:

Abração! Que so bons ventos os guiem em suas sendas e que a luz das estrelas se faça sempre presente em suas vidas!

Fui-me!!

4 Comentários:

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Usando a API de Busca do Google no Python

quinta-feira, 28 de agosto de 2008, 08:05 Eduardo Rolim 1 Comentários

Por razões que desconheço, não existem na internet muitos exemplos de uso da nova API de busca do Google usando a interface Ajax. Quase todos são em Soap ou interpretações do html da página de busca do Google.

Por esse motivo, posto aqui para você um simples código em Python que resolve esse problema. Espero que lhe seja útil.

#!/usr/bin/python
import urllib
import simplejson

query = urllib.urlencode({'q' : 'toca do elfo'})
url = 'http://ajax.googleapis.com/ajax/services/search/web?v=1.0&%s' % (query)
search_results = urllib.urlopen(url)
json = simplejson.loads(search_results.read())
results = json['responseData']['results']
for i in results:
print i['title'] + “: ” + i['url']

Mais simples, impossível.

Jimmy, olha aí e usa no seu bot. Pode ser útil heheheh

Flws pessoal !!

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Nova versão do Pidgin

terça-feira, 26 de agosto de 2008, 07:38 Eduardo Rolim 0 Comentários

Post número 300 do blog! Vamos festejar !! Eu esperava que esse post coincidiria com o Blog Day mas como não deu, vamos então continuar !! Como homenagem a esse post, vamos falar também de um programa que muito nos ajuda no dia-a-dia de ter que usar vários programas de batepapo diferentes. Vamos falar do Pidgin.

Foi lançada dia 18/08, a versão 2.5.0 do Pidgin, que traz vários recursos novos e algumas correções.

Entre eles, está o suporte à última versão do protocolo do MSN, que inclui mensagens pessoais (de status), mensagens off-line e a possibilidade de enviar emoticons customizados. Para ver as outras modificações, basta acessar o changelog do Pidgin.

A grande novidade do Pidgin 2.5.0 é a implementação do MSNP15, o protocolo 15 do Windows Live Messenger. Sei que isso pode soar meio “WTF!?”, mas traduzindo em features, quer dizer que, agora, o Pidgin suporta novos recursos importados diretamente do client oficial, como mensagens pessoais e bate-papo off line. Além disso, agora é possível criar emoticons personalizados, além de conter correções em outros protocolos, como o IRC, foram feitas. Download (open source, 10,8 MB)..

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Criando objetos KML para o Google Maps/Earth

domingo, 24 de agosto de 2008, 09:46 Eduardo Rolim 0 Comentários

Recentemente postei um tutorial sobre como colocar em seu site/blog um mapa do Google Maps. Isso por si só já foi de grande utilidade, não é mesmo? Mas, e se você estiver interessado em desenhar círculos, polígonos ou mesmo linhas, exemplificando o que está dito em seu site/blog? Simples, use um arquivo KML

Tá, e como criar esse dito arquivo KML? Com uma ferramenta de criação de arquivos KML online!

Há alguns dias, procurando sobre ferramentas de criação de arquivos KML, eu me deparei com uma página simples, que se propunha exatamente a isso: criar arquivos KML e mostrá-los diretamente em um frame do Google Maps. Na hora eu favoritei mas depois esqueci, e na hora de escrever o outro post não me lembrei onde eu tinha favoritado. Agora que achei, tou postando pra vocês.O site é o seguinte: My Google Maps Tool...


O melhor dessa ferramenta é a possibilidade de se criar buracos nas formas, coisa que não é possível fazer diretamente no editor KML do Google.

A forma de usar essa ferramenta é bem intuitiva:

* Por exemplo, escolha o modo "Polygon";

* Selecione o estilo da forma (cor, preenchimento, borda) na opção “Style options” button, então desenhe a forma no mapa. Confirme o fechamento da forma clicando em “Close Polyshape”.

* Para desenhar um buraco na forma, selecione a opção “Hole”; a linha da forma principal se transformará em uma polyline, e o modo de desenho será alterado para “Polyline”.

* Desenhe a forma do buraco no mapa, usando a opção “Close Polyshape” para terminar o desenho do buraco.

* Clique no modo de desenho “Polygon”, e você verá sua forma original com um buraco dentro dele.



Depois que você terminar, clique na opção “Select and copy text”, então cole o código em seu editor de textos preferido e salve com extensão .KML

Bom, é isso. Espero ter ajudado mais uma vez ...

No mais, até logo !!

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Blog Day 2008 - Prepare-se

sexta-feira, 22 de agosto de 2008, 08:20 Eduardo Rolim 2 Comentários

Blog Day 2008

E isso ai pessoal, o Blog Day 2008 esta chegando e já estou com meu post pronto.

Mas, que dia é esse?

Pra quem não percebeu na logo, o Blog Day é dia 31 de Agosto. Essa data, em caracteres l00t significa Blog, então nada mais justo que comemorar nesse dia, não é mesmo ??

Para comemorar esta data, você deve fazer o seguinte ...


1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
2. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2008.
3. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2008.
4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
5. Junte a tag do BlogDay usando este link: http://technorati.com/tag/blogday2008 e um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org

Espero vocês lá !!

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A evolução do ensino da Matemática no Brasil, por Álvaro Perez

quarta-feira, 20 de agosto de 2008, 07:31 Eduardo Rolim 0 Comentários

Adorei essa corrente. Passo ela para vocês.

A evolução do ensino da Matemática no Brasil, por Álvaro Perez

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1) Ensino de matemática em 1950: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2) Ensino de matemática em 1970: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3) Ensino de matemática em 1980: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4) Ensino de matemática em 1990: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$80,00 ( ) R$100,00

5) Ensino de matemática em 2000: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?

( ) Sim ( ) Não

6) Ensino de matemática em 2007: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

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Meme: Falhas Críticas (do mestre) em Campanha

segunda-feira, 18 de agosto de 2008, 10:40 Eduardo Rolim 2 Comentários

Conforme eu prometi para um amigo (hehe, tá mais para um pedido), estou respondendo o meme Falhas Críticas (do mestre) em Campanha, porque somos todos seres humanos e merecemos errar de vez em quando (mas, se possível, que saia certo da primeira vez, sempre). No meu caso, vou narrar duas falhas que eu até hoje não esqueço.

Assim tão fácil?

Bom, acreditem se quizer, em uma das minhas primeiras campanhas - e ainda por cima em D&D, eu estava empolgado ... Havia folheado o livro dos monstros e ficado maravilhado com cada descrição das bestas que havia lá no livro. Como já dá pra imaginar, só deu jabá essa campanha.

Laucian cria um elfo ranger, se não me engano. Quatty e Panda criaram seus personagens de sempre e foram desbravar uma dungeon. Eh, assim, sem narrativa, sem descrições de cenário, nada. Simplesmente eles fizeram como Trinity em Matrix, surgiram lá ... Os três estavam com personagens nível um e logo vêm o primeiro encontro deles.

Eu coloquei um cubo gelatinoso (!!!) para os enfrentar. Daí, você pensa. "No escuro, vocês vêem uma forma gelatinosa com um esqueleto dentro vindo na direção de vocês." Laucian, então, saca seu sabre e ataca o cubo, tirando um acerto decisivo (!!!) em cima do cubo. O cubo se desfez na frente deles e o esqueleto começou a enfrentá-los. Nessa hora, Panda saca seu martelo grande de arremesso (!!!) e acerta o esqueleto, desfazendo o mesmo.

Outras coisas aconteceram na campanha, depois que vi o desastre que foi colocar um cubo sem saber usá-lo. Mas, serviu de lição para aprender a ler as estatísticas ...


Final da sessão, fomos olhar o somatório de xp para os personagens. Só o cubo daria xp suficiente pra subir uns 5 níveis para cada personagem.

A mão que bate ... É a que invoca Curar Ferimentos Moderados

Minha segunda experiência com D&D (e com fantasia medieval, consequentemente) foi menos desastrosa, mas não menos traumática. Havia feito uma campanha que até o momento estava indo legal, sem problemas.

Mais ou menos na terceira sessão eu resolvi colocar um personagem "enigmático", mas não podia ter sido mais infeliz em minha contenda. Coloquei uma clégira de Pelor que não queria deixar os aventureiros entrarem em uma determinada sala. Ela era nervosa, quase sempre, e na hora que eles quizeram entrar, ela atacou o grupo (!!!) depois curou eles.

Nunca fui tão infeliz quanto nessa campanha, tanto que depois eu desisti de mestrar campanhas de fantasia medieval clássicas e voltei para meus mundos, e principalmente, para minhas campanhas no mundo atual e futuro, onde eu me dava melhor mestrando longas campanhas de investigação e de segredos governamentais.

Meme: Acertos Críticos (dos Jogadores) em Campanha

Bem, é isso. Eu passaria o meme para frente mas vejo que todo mundo já respondeu ele. Então, faço um novo meme. Como as falhas críticas, os acertos críticos também são legais. Então, me diz aí, Quais foram as maiores façanhas que já fizeram, que um sistema já permitiu vocês fazer.

Não no sentido de personagens overpowers ou algo assim. Mas no sentido de você nunca esperar do seu personagem fraco, uma coisa como aquela.

Eu já vou me adiantando. Eu criei uma vez, para uma das campanhas do Laucian (ele é excelente mestre em D&D), um Halfling Ladino, que só carregava quinquilharias. Para deixar esse personagem mais descontraído, ele não usava armas convencionais. Ele usava pedras como arma. Com o dinheiro inicial para a construção do personagem, ele comprou uma sacolinha com pedras de ricochete (não me recordo quantas, mas acredito que 6, pois duraram muitas sessões). No mais, eram fósforos, pedras-trovão, ácido, fogo grego, bolsa de cola, "tudo o que um aventureiro como eu precisa para enfrentar um feroz dragão!", segundo as palavras do próprio.

Bem, vamos à primeira aventura, dentro de uma antiga mina de anões. Lá nos deparamos com uma grande quantidade de Mantas caindo do teto. Esperto como sempre, Quatty lançou um relâmpago que saltou entre todas as Mantas e derrubou a maioria, mas isso não vem ao caso. Foi só uma introdução para o que viria a seguir.

Entramos em uma sala e nos deparamos com duas aranhas gigantes. Tiramos a iniciativa para ver quem atacaria primeiro e eu sai, antes das aranhas. Peguei uma das pedras de ricochete e arremessei na primeira. Sucesso Decisivo. Como o pv das aranhas não é muito alto, o primeiro ataque matou a mesma, até que, na hora de passar a ação para o próximo (Panda), eu notei que as aranhas estavam a menos de 3m uma da outra, e falei pro narrador que a pedra era de ricochete. O segundo ataque tirou o dano máximo da pedra, e matou a segunda aranha.

Daí, todo mundo ficou lá, me olhando com cara de bobo. Até aí tudo bem. Sessões mais tarde, e níveis também, estávamos em uma floresta fechada. Laucian novamente colocou vários desafios de nível mais baixo, mas que no total ficavam acima de nosso nível de grupo. O clérigo havia encantado minhas pedras, para aumentarem o dano e o raio de alcançe das pedras. Nesse ataque, o hobbit derrubou duas águias gigantes e num segundo ataque, um grupo de licantropos (2 tigres, 1 urso e vários ratos) sucumbiu à uma única pedra, que ricocheteou em todos.

A partir daí, por decisão do grupo de aventureiros (e de jogadores), meu hobbit abandonou a vida de pedras e passou a usar adagas de arremesso pois, tirando estes dois momentos, em todos os outros, as pedras normalmente acertavam os personagens, que ficavam enfurecidos com o pequeno.

Pelo menos, entre a sociedade hobbit, ele ficou bastante famoso.

Taí. Eu faço esse meme para meu amigo do Dados Limpos, e para quem mais quizer fazer, pois tirando ele (você), não me recordo de outros amigos blogueiros que falam de Rpg hehehe. Se eu me lembrar, eu atualizo o post.

Abração !!

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Vocês sabem fazer uma curva de moto?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008, 07:33 Eduardo Rolim 55 Comentários

Há alguns dias eu vi uma cena que seria cômica, se não fosse trágica. Eu acompanhei de perto um acidente de moto de um motoqueiro que, na opinião dele, sabia "pilotar" sua supermoto, no caso, uma Honda CB 600F Hornet.

O acidente foi aki em Palmas mesmo. O infeliz estava subindo em uma série de curvas sinuosas e, por algum motivo desconhecido, perdeu levemente a traseira e literalmente saiu de tangente, batendo direto no barranco do lado oposto da curva ( acentuada à direita). Ele teve muita sorte de não ter sofrido nada mais grave do que arranhões (nele e na moto) e, mais importante ainda, não ter batido em ninguém que vinha no sentido contrário, já que aquela subida é de uma visibilidade péssima do sentido contrário.

Se ele tivesse aplicado um simples contra-esterço, era bem provável que ele conseguiria fazer a moto se equilibrar de novo.

Com base nisso, eu faço uma pergunta a vocês: Vocês sabem fazer uma curva de moto?


Engraçado é que mesmo eu falando assim, como se eu fosse o guru da direção motociclística, muitas coisas sobre direção de motos eu não sabia e outras coisas eu já havia me habituado a trabalhar. Entre as coisas que eu já conhecia e uso sempre é a técnica de contra-esterço.

Se você é daqueles que ao entrar em uma curva, seja no dia a dia ou mesmo em uma pilotagem mais agressiva, gira o guidão para o lado de dentro da mesma, então esqueça tudo que pratica! você não sabe nada de pilotagem!

Mas não se assuste, pois a maioria dos que andam de moto, mesmo há vários anos, ficam surpresos ao saber que a resposta correta é forçar o guidão no sentido contrário ao da curva, ou seja, para "fora". Essa manobra é chamada "contra-esterço".

Para entender melhor a manobra coloque a moto em uma estrada reta em velocidade superior a 35km/h. Force ligeiramente o guidão para a direita e você perceberá que a moto segue para a esquerda. Ao forçar o guidão para a esquerda a moto ira tomar a direção da direita. Ou seja, tudo ao contrario do que você imaginava!

Isto é o contra-esterço. É girar o guidão para o lado 'errado' para que a moto vá para o lado 'certo'.

A maioria faz esta manobra de modo inconsciente, pois esta é uma reação natural ao efeito giroscópico das rodas. O efeito giroscóspico surge em velocidades superiores a 35 km/h (até menos, em motos trail e bigtrail) e se torna mais intenso quanto maior for a velocidade, dependendo do tipo de moto e do tamanho de suas rodas, já que quanto maior for esse diâmetro também maior será o efeito giroscópico. É um fenômeno físico criado pelo movimento giratório das rodas da moto. Sua tendência é mantê-la em pé e rodando em linha reta enquanto existir movimento e velocidade. Em velocidade inferiores, a moto reage como uma bicicleta.

A curvatura externa que existe nos pneus de motos, também ajuda quando o piloto realiza o contra-esterço, eliminando a tendência de a moto em se manter em linha reta, forçando-a a inclinar-se e "deitar" para o lado de "dentro" da curva.

Ao forçar levemente o guidão para o lado contrário ao da curva, o piloto facilita o controle da moto, equilibrando as forças que atuam sobre ela. Parece contraditório, mas o "contra-esterço" serve para ajustar a moto à velocidade e ao raio da curva, podendo fazê-la "deitar" mais ou menos, conforme a necessidade.

Quanto mais força de contra-esterço o piloto aplicar sobre o guidão, mais a moto deitará e fechará a curva. A manobra é importantíssima para quem pilota em alta velocidade, mas também é extremamente útil em situações normais.

É na hora de fazer a curva que se conhece o bom piloto, já que nas retas exige-se pouca habilidade. E cada estilo e tamanho de moto apresenta um limite diferente quando o assunto é curva.

Fazer um curva também envolve física, pois duas forças básicas atuam na moto. A da gravidade (peso da moto e a do piloto) que com a moto inclinada, a comprime contra o chão. E a força centrífuga que, devido a velocidade, "empurra" a moto para fora da curva. Essas duas forças agem sobre a suspensão e os pneus. É do equilíbrio entre estas forças e da aderência dos pneus à superfície que depende uma curva bem feita.

Outra coisa: quanto maior e mais pesada a moto, mais ela sofrerá com a força centrífuga. O mesmo ocorre com a velocidade: quanto mais rápido mais se sente o efeito da força centrífuga. Tem mais: quanto mais fechada a curva, maior será a ação da força centrífuga.

A arte de fazer a curva



O segredo de uma curva bem feita é reduzir a velocidade antes de "entrar", se for necessário frear, use os freios dianteiro e traseiro ao mesmo tempo, antes da curva, inclinar a moto e corpo de acordo com necessidade, manter aceleração constante e só aumentar a aceleração depois de terminada a curva.

Ou seja, quem se inclina na curva é o conjunto moto-piloto com a exploração ao máximo do efeito contra-esterço. Se você é daqueles que fica jogando o corpo para os lados sobre a moto nas curvas, lembre-se que provavelmente estará comprometendo sua segurança durante a viagem. Tente praticar as técnicas que eu citei aqui e comentem suas experiências nos comentários.

Em tempo, outras aplicações do contra-esterço são: ultrapassar de forma mais rápida e segura; corrigir a entrada na curva; desviar de objetos em plena curva; corrigir a trajetória na curva; mudar a trajetória em reta sem deslocar o corpo; retornar a moto para a posição menos inclinada após a curva o mais rápido possível e, claro, facilitar a entrada na curva sem fazer muita força.

Ah sim, o kra que fez a proeza do começo do post se considera "um motoqueiro de primeira" e "não entendeu como a moto dele fez aquilo". Bom, pelo menos está vivo pra aprender que moto não é como carro. No carro, você precisa lutar contra ele para manobrar. Na moto, você precisa estar em sintonia com ela para manobrar. Esse é o segredo da deliciosa sensação de se pilotar uma moto.

P.S.: Em respeito a alguns amigos, eu queria me retratar ao chamá-los de motoqueiros. Eles são ótimos pilotos e sem saber o significado correto, eu os chamava de motoqueiros. Espero que não se sintam ofendidos mas, eu não sabia. ficaí minhas sinceras desculpas.

P.P.S.: Pra quem não sabe: Motoqueiros x Motociclistas

Fontes:
» Contra-esterço no blog moto-pilotagem
» Contra-esterço: A arte de fazer curvas no site Mototour

Até um próximo post.

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Antena Colinear de Elementos Variáveis

quarta-feira, 13 de agosto de 2008, 07:59 Eduardo Rolim 4 Comentários

Bom, há algum tempo eu não falo de construção de antenas wireless, não é mesmo? Então, com a grande quantidade de redes sem fio que há na minha quadra, eu muitas vezes preciso ficar procurando com uma antena direcional um sinal no qual eu quero me conectar. E como a última colinear que eu postei não alcançava as redes que eu realmente queria, eu resolvi então construir uma colinear mais poderosa, e descrevo aqui os passos para esta antena.

Antena Colinear de Elementos Variáveis

Esta construção de antena, com elementos variáveis, lhe permite fazer várias configurações diferentes de ganho do sinal (até um limite, claro).

Uma ótima antena para curta e média distância que poderá ser construída em 4 versões, de acordo com a necessidade de cada um. Com a montagem da versão maior, poderá cobrir um raio de até 10Km aproximadamente com Acess Point de 400mW. Claro que essa distância vai depender da altura em que for instalada, e de obstáculos que possam ter em seu caminho. Vamos às versões:


Neste artigo será mostrada a construção da versão de 8 elementos (6dB). Algumas fórmulas importantes, para se poder construí-la para determinada freqüência. Como exemplo vamos determinar as medidas dessa antena para o tipo 802.11 que opera entre 2.4000 GHz a 2.4835 GHz.

Primeiro determinamos a freqüência central pela fórmula:

(Fi + Fs ) / 2

Onde:

Fi = frequência inferior
Fs = frequência superior
Fica assim:

(2.4000 + 2.4835) / 2
4.8835 / 2 = 2.441 GHz


Essa é a frequência centrar coma a qual serão feitos os caçulos para as dimensões dos elementos. Dessa forma a antena funcionará perfeitamente em toda a faixa entre Fi e Fs, lógicamente a otimização será na freqüência central.

Para determinarmos a medida dos elementos, vamos primeiro descobrir o comprimento de onda usando a fórmula:
λ = V / Fc

Onde:

λ =
Comprimento de onda, em metros.
V=
Velocidade da luz (300000 Km/s)
Fc=
Frequência Central em KHz (2441000)

Então teremos o seguinte:

λ= 300000 / 2441000 KHz
λ= 0,1229 m

Até aqui descobrimos o comprimento de onda nessa frequência, que de 12,29 cm

A fórmula acima foi feita em separado, apenas para demonstrar como descobrir o comprimento de onda de uma determinada frequência.

Como essa antena trabalha em meia onda, e iremos utilizar cabo coaxial para sua construção, vamos determinar as medidas dos elementos acrescentando à fórmula o Fv (Fator de Velocidade do material), que no caso do cabo utilizado que é o RGC 213, é de 0,85.

Usamos o fator de velocidade, pois a velocidade de propagação da RF (Rádio Frequência) através de algum meio que não seja o vácuo, sofre uma redução. E para cada tipo de material, este fator será diferente. No caso do cabo coaxial RGC 213, a velocidade de propagação será de 85% em relação desta no vácuo.
Ou seja, 300000 x 0,85 = 255000Km/s.

Para a construção de antenas usamos apenas a fórmula abaixo, a qual já inclui a fórmula acima.

L= ((V / Fc) / 2) x Fv

Onde:

L =
Comprimento dos elementos
V=
Velocidade da luz
Fc=
Frequência central em KHz
Fv=
Fator de velocidade do material.

Então:

L=((300000 / 2441000) / 2) x 0,85
L= (0,1229 / 2) x 0,85
L= 0,0614 x 0,85
L= 0,0522 m


Aí está o comprimento de cada elemento para a nossa antena, que é 52,2mm.

Com essa fórmula podemos calcular a mesma antena para outras freqüências.

Agora chega de cálculos e vamos à prática.

Antes de tudo, vamos ao material necessário: Válido para esta versão de 6dB
60cm de cabo coaxial RGC 213. A capa e a malha devem ser retiradas.
40cm de tubo de cobre de 5/16” de diâmetro
10cm de tudo de cobre de 3/8” de diâmetro.
10cm de tubo de cobre de 1” de diâmetro.
Tubo de PVC
Um conector N

No desenho abaixo, vemos como devem ser as medidas de cada secção de nossa antena.




O comprimento total de cada secção de cabo coaxial é ½ onda + 15mm = 67,2mm
O condutor central deve ser 10mm exposto de cada lado da secção.
O comprimento do tubinho de cobre que envolve o segmento deve medir ½ onda – 8mm= 44,2mm
O dielétrico do cabo deve medir 1,5mm a mais que o tubinho de cobre, de cada lado.

O último elemento que vai na ponta superior da antena, tem suas medidas diferentes. Esse elemento é acrescentado em todas as versões dessa antena.
Nesta de 8 elementos, ele será o 9º elemento. Caso você monte a de 21 elementos, ele será o 22º elemento.

Aqui vão os detalhes construtivos dele.



Note que o tubinho de 5/16” que reveste o segmento de cabo mede exatamente ¼ de onda (26,1mm)
Esse segmento de cabo, deve medir ¼ de onda+ 23mm, para que após montado no interior do tubo, apenas 1,5mm do dielétrico fique exposto em cada lado do tubinho. E mais 10mm do pólo central fique exposto em cada lado.

Uma das pontas deve ser dobrada e soldada no tubinho.
Veja a foto.




Agora cortamos um pedaço de tubo de 3/8" com 36,5mm de comprimento, e fazer um rasgo na lateral, de modo que da extremidade do tubinho até a base do rasgo tenha extamente a medida de 1/4 de onda (26,1mm). Veja a foto.



Agora esse tubinho deverá ser soldado na extremidade dobrada do segmento menor.



Agora, para facilitar a montagem da antena, pode-se fazer um gabarito de madeira, de modo que os tubinhos se encaixem justos nele, e fiquem bem presos, para facilitar a soldagem.



Daí em diante, é só ir cuidadosamente soldando os elementos, de maneira que o dielétrico de um fique exatamente a 5mm de distância do dielétrico do outro.



No final dessa etapa, ficará assim:



Agora vamos à montagem da base.
Primeiro corta-se um pedaço de tubo de 1” de diâmetro, com um comprimento de ¼ de onda (26,1mm).
Numa de suas extremidades, solda-se uma arruela de 1”. No centro dessa arruela solda-se um pedaço de tubo de 3/8” de diâmetro medindo 31mm de comprimento.

Veja nas fotos:




Agora corta-se mais um pedaço de tubo 5/16, com o comprimento suficiente para que possa ser soldado ao conector, e sobre exatamente ¼ de onda – 1,5mm, ou seja 24,6mm acima do tubinho de 3/8” que está soldado na arruela.
No interior desse tubo será inserido mais um segmento de cabo coaxial, com o comprimento suficiente para ser soldado ao pólo central do conector, e sobre 1,5mm do dielétrico acima do tubinho e mais 10mm do condutor central exposto.



Essa parte é o desacoplador. Sua função é desacoplar a antena do conector e cabo de ligação, evitando que esses componentes funcionem como antena, que nesse caso causariam perdas de sinal.

Veja como fica a montagem final.



Agora é só acomodar todo o conjunto em um pedaço de tubo de PVC de 30mm de diâmetro, hermeticamente fechado, para ser instalada fora de casa.

Por enquanto é isso. Espero que aproveitem mais essa antena.

Fontes:
» Build A 9 dB, 70cm, Collinear Antenna From Coax
» A 2.4Ghz Vertical Collinear Antenna for 802.11 Applications

4 Comentários:

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Fazendo Download de Sites com wget

terça-feira, 12 de agosto de 2008, 07:20 Eduardo Rolim 0 Comentários

Eu estava hoje precisando de um material sobre aprendizado por reforço e me deparei com uma chata dificuldade: O referido site não tinha versão em PDF do seu conteúdo. Não que isso fosse ruim mas, para estudar todo aquele material eu precisaria ficar o tempo todo à frente do computador, o que seria uma tarefa deveras enfadonha, tendo em vista que o material é dividido em centenas de páginas com mais outras centenas de referências a materiais utilizados em cada um dos capítulos. Então me veio em mente que eu precisava de algo pra copiar o site inteiro pra mim.

Antigamente, em meu tempo newbie de Windows, eu usava o GetRight para fazer essa atividade para mim. No entanto, com o passar dos tempos, o GetRight passou a não mais conseguir baixar por causa da sua "habilidade" de não deixar alterar o User-Agent de "GetRight Turbo Downloader" para algo como, por exemplo, "Mozilla Compatible".

Então, fui atrás de outro programa, que durante vários e vários anos me atendeu bem nessa tarefa. Chama-se . Apesar de ser shareware, era só reinstalar que ele ficava novinho em folha por 30 dias. Praticamente, todas as vezes que eu o usava eu precisava reinstalar.

Agora, como eu vim precisar fazer isso no Linux, fiquei pensando em uma forma prática de fazer essa mesma tarefa, sem precisar recorrer à programas de terceiros. Como eu sou programador, logo pensei em fazer um programa que fizesse isso pra mim. Lindo e fino, começei a desenvolver um script que usava o wget para resolver o endereço e pegar o arquivo e, caso fosse html ou algo do gênero, o script resolveria os endereços e chamaria recursivamente o wget para efetuar o download. Isso até que eu descobri que o próprio wget poderia fazer essa tarefa para mim, de maneira ainda mais fácil.


Então, depois dessa epopéia toda, eu resolvi montar um tuto rápido sobre como usar o wget para fazer o download de sites para você, sem se preocupar com nada além do que o próprio console.

Fazendo Download de sites inteiros usando o wget

Bom, o wget é uma ferramenta bem simples de usar e é como um canivete suíço, daqueles bem caros. Sua função é fazer download de "coisas" da web. Sua sintaxe básica é a seguinte:
wget http://tocadoelfo.blogspot.com

No entanto, o wget(man) e o less(man) são tudo o que você precisa para navegar na internet. O poder do wget está em poder fazer o download de recursos de uma página recursivamente, o que significa que tudo o que estiver linkado em alguma página html será baixado. Para isso, basta usar o comando:
wget -r http://tocadoelfo.blogspot.com

No entanto, alguns sites poderão não permitir o download de seus conteúdos. Para prevenir esta prática, eles normalmente usam de algumas técnicas:

  • Verificação do User-Agent da requisição

  • Limitação de arquivos baixados por minutos

  • Limitação de banda



Verificação do User-Agent

Muitos sites, ao detectarem que é um gerenciador de download quem está baixando o recurso, enviam páginas em branco ou mesmo negam a conexão, principalmente baseado na detecção do User-Agent de quem está requisitando determinado recurso. Para contornar essa dificuldade, você pode usar a seguinte linha:
wget -r -p -U UserAgent http://tocadoelfo.blogspot.com

Exemplos de User-Agent:
Firefox 3: Mozilla/5.0+
IE 6.0: Mozilla/5.0 (compatible; Mozilla/4.0; MSIE 6.0; Windows NT 5.1)
IE 7.0: Mozilla/4.0 (compatible; MSIE 7.0; Windows NT 6.0)

Limitação de Banda e de Arquivos Baixados por Minuto

Para resolver este problema, você pode usar as opções --limit-rate e --wait. A sintaxe das duas é a seguinte:
wget --wait=20 --limit-rate=20K -r -p -U Mozilla http://tocadoelfo.blogspot.com

Onde, --wait=20 diz para o programa para aguardar 20s entre cada download, limitando a taxa de download a 20Kb/s.

Baixando somente o necessário

Para evitar que o wget saia baixando tudo o que vê pela frente, você pode usar o comando --no-parent, que limita o wget a baixar somente os arquivos de que ele necessita, sem baixar todos os arquivos que estiverem em determinada pasta.

Outras opções úteis

-m: Permite você fazer o download de toda a estrutura do site, de modo que o download fique da mesma forma que o original. -m é um atalho para as opções: -N -r -l inf –no-remove-listing.

-l ou --level: Permite definir a profundidade de "extração" do comando -r

-k ou --convert-links: Aponta os links para os arquivos locais, já baixados.

-p ou --page-requisites: Pega todos os arquivos necessários para a exibição de uma página.

Bom, é isso. Espero que esse tutorial também seja bastante útil para vocês.

Fonte: Geek to Live: Mastering Wget

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Escolhendo um telescópio para astronomia

domingo, 10 de agosto de 2008, 00:55 Eduardo Rolim 0 Comentários

Boa noite caro leitor. Hoje eu estava tentando observar Júpiter, que está se aproximando da constelação de Sagitário e fiquei passando raiva com um telescópio de um tio meu, visto que o mesmo está fraquinho fraquinho. Então, fuçando um pouco na internet, resolvi ir atrás de um telescópio mais robusto, mas dentro da faixa aceitável para observadores amadores, como eu. Então, nisso eu acho um excelente texto no site Astroshop, que reproduzo aqui para vocês. Só lembrando que a partir das 14h UTC do dia 11 de agosto vai começar a chuva de meteoros.

Tendo em vista a vasta variedade de telescópios disponíveis no mercado, como um entusiasta mas consumidor inexperiente pode escolher o modelo certo ? A resposta para essa questão explicará as diferenças entre tipos específicos de telescópios mas para entender de forma mais abrangente é importante primeiro entender alguns pontos básicos sobre telescópios para astronômia em geral.


Abertura é o fator mais importante
A especificação mais importante para qualquer telescópio astronômico é sua abertura. Esse termo refere ao diâmetro do elemento ótico principal seja o espelho primário ou lentes. A abertura de um telescópio esta relacionado diretamente com dois aspectos vitais da performace do equipamento: sua capacidade de absorver luz (determina o quanto luminoso os objetos serão visualizados) e sua potência máxima de resolução (o quão detalhado serão as imagens). Existem outros critérios a serem considerados durante a seleção de um telescópio, mas se você aprender apenas um aspecto que seja o a seguir: quanto maior a abertura de um telescópio (sua largura ou diâmetro) melhor pois mais luz entra no equipamento.

Não se iluda com poder de ampliação (600X, 1000X...)
Infelizmente, a primeira coisa que vem a mente quando um iniciante quer comprar um telescópio seria “qual o poder de ampliação ?”. Ao contrário como afirmamos acima deveria ser “qual o diâmetro do equipamento ?”. A verdade é que qualquer telescópio pode suprir praticamente qualquer poder de ampliação dependendo da ocular usada. O fator que limita o máximo de ampliação efetiva de qualquer telescópio como você pode ter imaginado é sua abertura. Aumentando a ampliação, a imagem no telescópio fica maior, a luz captada pelo telescópio é projetada sobre uma área maior e consequentemente a imagem fica mais escurecida. Existe um limite absoluto, determinado pelas características físicas da luz, que determina a melhor resolução de imagem para uma determinada abertura. Ao ultrapassar o limite de ampliação imagem começa a perder luminosidade e gradativamente se transforma numa bolha sem resolução.

O limite máximo de ampliação de qualquer telescópio é de 50 vezes sua abertura em polegadas ou 2 vezes sua abertura em milimetros. Isso corresponde a 100x ou 120x para pequenos telescópios o que é suficiente para visualizar os anéis de Saturno ou núvens de Jupiter. A regra de 2x para cada milímetro é mais simples e pode variar para mais ou menos dependendo da qualidade ótica do conjunto e visão do observador. Observadores experientes normalmente usam menos poder de ampliação, em torno de 0.5x a 1x por milímetro é o suficiente para a maioria dos objetos. Qualquer fabricante que afirma que um telescópio de 60mm pode visualizar bem à 450x (7.5x a abertura em milímetros) esta passando uma informação errada.

Quanto maior melhor, porém…
Enquanto a abertura é o aspecto mais importante de um telescópio, existem algumas exceções a regra que “quanto maior melhor”. A primeira é obvia: a facilidade de movimentar. Os maiores telescópios são realmente grandes e requerem uma casa ou observatório permanente ou bastante músculos, uma caminhonete e costas fortes motivadas! Existe um limite para o que seria necessário de performace e facilidade de movimentação. Esse limite existe dependendo dos seus recursos físicos e financeiros. Iniciantes devem começar com um modelo com abertura suficiente de forma de seja fácil manobra-lo. Evite cair na tentação da abertura grande. Aqueles que não conseguem estabelecer o limite compram o maior telescópio que o bolso pode suportar sem pensar em como usa-lo. Esses telescópios monstros normalmente acabam num canto da garagem acumulando poeira, exilado pelo crime de ser muito pesado e grande, enquanto os entusiástas de fim-de-semana ao invés de se transformarem em caçadores de estrelas acabam frustrados.

O céu É o limite
A segunda limitação de um telescópio é menos óbvia mas fica clara após as primeiras sessões de astronomia: A atmosfera terrestre limita o quanto você pode visualizar. Estrelas e planetas visualizados através de um telescópio parecem distorcidas tendo em vista que a luz passa através da atmosfera. Esse efeito é conhecido por astronômos como “seeing” e se torna mais aparente e incomodante na medida que a abertura aumenta. Afeta principalmente a observação da Lua e planetas onde a ampliação aplicada para revelar mais detalhes aumenta também a turbulência do ar.

A distorção devido ao “seeing” varia de acordo com as correntes de ar nas altas camadas da atmosfera e de forma menos direta pela altitude e topografia do local de observação. Numa noite normal e num local normal a turbulência limitará o limite de ampliação para algo em torno de 250x ou 300x e previne que telescópios maiores que 8” ou 10” atingam o máximo de sua performace de ampliação. Telescópios maiores que 10” normalmente são usados por observadores que preferem visualizar galaxias, nebulas e star clusters com pouca luminosidade.

Montagem de telescópios
O ultimo tópico importante a ser coberto antes de entrar no assunto de ótica são os tipos de montagem. Telescópios são oferecidos como Altitude-Azimute (altaz) que movem para cima-baixo (altitude) e esquerda-direita (azimute) ou equatorial que se alinham com eixo de rotação da Terra.

Montagens azimutais são geralmente mais simples de usar e preferidas se o telescópio é usado para observação diurnal e noturna. As melhoras montagens azimutais oferecem controles de precisão de pequenos incrementos e são mais recomendados para ampliações de até 150x. A montagem Dobsoniana é uma variação da azimutal. Utiliza materiais não convencionais para telescópios como madeira e teflon numa montagem que se movimenta facilmente, extremamente estável e pode suportar grandes telescópios por um baixo custo. Apesar de não existir motores elétricos ou engrenagens de precisão pode ser usado com grande sucesso em telescópios grandes de até 200x de ampliação ou mais !

Montagens equatoriais são mais apropriadas para observação astronômica do que terrestre. Sua vantagem esta no fato de facilitar o rastremento de objetos no céu. Esse movimento pode ser feito atrevés de um controle manual de precisão ou por um motor elétrico. A facilidade de visualização para altas potências torna a montagem equatorial a preferida para quem deseja observar a Lua e planetas. Caso queira se especializar em fotografia astronômica a montagem equatorial é a mais recomendada.

Telescópios diferentes para cada tipo de observador
Agora que temos informação sobre os princípios básicos de um telescópio, sua performace e montagem. Podemos discutir três modelos óticos básicos: o refrator, o refletor e o composto ou catadioptrico.

O modelo refrator é o modelo que a maioria dos “caçadores de estrelas” pensam quando escutam a palavra telescópio. É um tubo longo e fino montado num tripé com lentes de um lado e ocular do outro. Os refratores foram o primeiro tipo de telescópio inventado e os modelos de refratores mais modernos são os que obtém as melhores imagens para um determinada abertura. Normalmente são escolhidos por observadores que preferem a Lua e planetas por possibilitar as imagens mais nítidas e de alto contraste e alta ampliação sofrendo menor interferência por causa de aspectos atmósfericos que outros tipos de telescópios. Também requerem menor manutenção que os refletores ou catadioptricos. Consequentemente são os preferidos dos astronomos iniciantes.

Porém a qualidade e facilidade não vem com um preço baixo e os refratores são também os mais caros na relação preço x abertura. Grandes refratores podem custar dezenas de milhares de R$ e ainda assim são considerados pequenos para observação astronômica de longa distância. A grande distância focal dos refratores restringe o campo de visão tornando difícil visualizar grandes objetos como constelações e galáxias. E o fato de usar um tubo longo com ocular requer o uso de um tripé grande e alto que se não for de qualidade acaba por trazer instabilidade para o conjunto dificultando assim a observação.

O modelo refletor usa um espelho ao invés de lente para captar a luz e focaliza-la. O tipo mais comum de refletor seria o Newtoniano que usa um espelho primário côncavo no fundo do tubo do telescópio. Um espelho secundário do outro lado direciona a luz captada pelo tubo direto numa ocular. Os modelos Newtonianos oferecem as maiores aberturas possíveis e quando bem feitos podem atingir excelente qualidade de imagem.

Grandes refletores de abertura maior que 10” em montagens Dobsonianas são os mais populares entre astronomos que buscam baldes de luz no espaço profundo. Esses modelos gigantes tem melhor performace durante noites bem escutas longe de grandes cidades. A versatilidade e valor de modelos newtonianos entre 4.5” a 8” com montagens equatoriais ou dobsonianas fazem uma excelente escolha para o iniciante com interesses gerais.

O modelo reflector newtoniano requer manutenção ocasional. Ao contrário do refrator, os espelhos de um refletor precisam de alinhamento periódico ou colimação para melhor nitidez das imagens. Enquanto muitos iniciantes encaram a colimação como um procedimento complicado na verdade é bem simples e não mais que alguns minutos. O tubo do refletor também fica aberto e exposto ao ar e umidade ao contrário do refrator. Se os espelhos não estiverem protegidos pela capa do tubo com o tempo podem acumular poeira e partículas necessitando de limpeza ocasional.

O mais moderno dos três tipos comuns de telescópio para amadores seria o catadioptrico. Usando uma combinação de lentes e espelhos para captar luz e focaliza-la. O maior vantagem desse modelo seria seu tamanho compacto pois as lentes e espelhos em conjunto permitem diminuir o tamanho do tubo e da abertura do telescópio sem perder muita qualidade. Usando uma montagem equatorial um tubo menor e mais leve e mais econômico equivale a um grande Newtoniano. Os modelos catadióptricos são mais usados por quem deseja um tamanho menor sem grandes perdas de qualidade de imagem e abertura.

Os nomes Schmidt-Cassegrain e Maksutov-Cassegrain se referem a modelos específicos de telescópios catadióptricos que usam lentes de perfil diferente para resultados similares. O Maksutov é normalmente relacionado com melhor qualidade de imagem apesar de não existir muito fundamento para suportar essa opinião. Provavelmente Maksutov desenvolveu sua reputação como catadióptrico superior devido o fato de superfícies esféricas serem mais fáceis de produzir com alta precisão que os formatos Schimidt. Sendo assim, um construtor de telescópio que consegue atingir um mínimo de qualidade pode produzir um Maksutov “médio” que tem a mesma ou melhor performace que um Schimidt. Em telescópios de alta qualidade de origem reconhecida ambos os modelos atingem excelente qualidade de imagem.

Existem alguns detalhes nos modelos catadióptricos. Como em qualquer telescópio que usa espelhos, ocasionalmente é necessário fazer uma colimação para melhor nitidez. O custo de um telescópio catadióptrico é mais alto que um Newtoniano da mesma abertura apesar de ser mais barato que um refractor da mesma abertura. De forma mais significante para observação planetária, o espelho secundário no catadióptrico é maior que o secundário de um Newtoniano. Sendo que o contraste também é menor devido o caminho a ser percorrido. De uma forma geral, astronomos que desejam alta qualidade e facilidade de transporte normalmente optam pelos modelos catadióptricos.

Considerando o preço
Orçamento é um fator de decisão de compra na maioria dos casos. Mas existem três armadilhas que devem ser observadas:

1. Não compre um modelo baratinho de shopping ou supermercado com a intenção de ver como funciona e fazer um upgrade depois. Muitos desses modelos são de péssima qualidade e normalmente frustam o iniciante de forma que abandonam a atividade ou simplesmente jogam for a para comprar outro modelo de maior qualidade.

2. Por outro lado não gaste uma fortuna ao iniciar na astronomia. Existem muitos modelos a preços acessíveis de excelente qualidade que podem mostrar os Anéis de Saturno, a Lua e muito mais. Comprar um modelo de qualidade mas para iniciante é a melhor forma de decidir como investir no futuro.

3. Finalmente se você é um daqueles afortunados onde o preço não é um fator importante, pense duas vezes antes de comprar um modelo muito grande que normalmente são o sonho de consume de muitos astronômos experientes. Normalmente esses modelos são difíceis de manusear e requerem uma instalação igualmente cara para tirar o melhor proveito.

E a astrofotografia ?
Antes de chegar a qualquer conclusão eis um conselho para iniciantes que desejam pular de cabeça na astrofotografia: “NÃO !”. Pelo menos até você ter aprendido o suficiente sobre como operar seu telescópio e onde ficam os objetos no céu. Fotografia do paraíso pode ser um atividade maravilhosa de perda de tempo, mas é uma combinação de arte e ciência com uma enorma curva de aprendizagem que desencoraja iniciantes que tentam fazer tudo ao mesmo tempo. Claro que astrofotografia é o interesse número 1 não tem nada de errado ao selecionar um telescópio baseado na facilidade de adaptação de uma câmera no futuro. Enquanto a maioria dos telescópios pode usada para fotografias amadoras o aspecto mais importante para um instrumento de fotografia astronomica são a montagem equatorial e a facilidade de conectar uma câmera que pode ser focada. Por uma séria de motivos técnicos e econômicos telescópios catadióptricos de 8” de abertura são os mais usados para fotografia astronomica. E também servem como excelente equipamentos para observação em geral.

Conclusão
Qual então é o telescópio certo ? Essa decisão deve ser tomada individualmente mas existem três conselhos abaixo:

1. O melhor telescópio para você é aquele que você pode usar com maior regularidade. Um enorme e excelente telescópio com ótica impecável não tem nenhuma graça guardado na garagem ou armario.

2. Levando em conta que todos são iguais, um telescópio com abertura maior tem resultados melhores que um com abertura menor.

3. Compre de uma empresa que entende sobre telescópios e astronomia e que pode dar suporte depois da compra. Imagine se o supermercado ou shopping center pode fazer isso ?

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08/08/08 - O Fim do Mundo, pelos Físicos Teóricos

sexta-feira, 8 de agosto de 2008, 08:08 Eduardo Rolim 0 Comentários

Eh, hoje ao dia 08/08/08 às 08:08:08 do fuso horário do CERT finalmente será ligado pela primeira vez o Large Hadron Collider - LHC (em português: Grande Colisor de Hádrons). Basicamente o maior acelerador de partículas já construindo até hoje. O principal objetivo da experiência será investigar a origem das partículas elementares que compõem o universo. Sabe aquelas teorias loucas sobre fisica quantica que apenas uma pequena parcela de seres humanos tem inteligência o suficiente para entender, pois bem, é sobre isso que se trata.


A única questão é que existe uma pequena possibilidade de que o experimento destrua o planeta. Apesar de pequena a possibilidade é real, sendo inclusive admitida pelos responsáveis pelo projeto. É possivel que você ouça alguns malucos falando por ai que finalmente chegou o apocalipse, que os sinais foram claros e que a amanhã será o dia do Juízo Final, é possível também que você não ouça nada porque os nossos malucos locais vivem no país do futebol, só assistem televisão aberta, jornal nacional e novela e por isso estão mais preocupados com nossos atletas em Pequim e com quem é a assassina, do que com um experimento que pode mudar os rumos da nossa civilização.

colisão_part
Foto do LHC


Mas os malucos do exterior, mais ligados em questões científicas, afirmam que o experimento pode criar um buraco negro que viria a engolir todo o planeta.

Na verdade essa teoria do buraco negro se difundiu entre os fanáticos porque é de mais fácil compreensão. Todo mundo sabe, ou acha que sabe, o que é um buraco negro, porque viu em um daqueles filmes holywoodianos onde os EUA conquistam todo o espaço ou salvam todo o planeta de alguma catástrofe qualquer. Porem, os cientistas já deixaram provado que é impossível que o LHC gere um buraco negro com capacidade de destruir o planeta.

O que realmente pode acontecer é que, da colisão de partículas que vai ocorrer, surja uma espécie de matéria exótica(estranha) que tem, em teoria, a característica de converter a matéria ordinária(da qual eu e você somos feitos, por exemplo) em matéria estranha, ou seja, pode haver uma reação em cadeia onde toda matéria da Terra sumiria, consumando portanto o fim do mundo.

Eu, como todo bom nerd, sou a favor de qualquer experimento que prometa me permitir viajar a velocidade de dobra 6, mas sei que nem todo mundo é assim. É realmente um fato inédito que a seres humanos façam experimentos que põem em risco a sua própria existência. Até poucos séculos atrás nem se tinha conhecimento que o nosso sangue circulava pelo corpo e que a Terra girava ao redor do Sol porque, a única verdade que existia, era a dita por um bando de padres queimadores de bruxas.

Só espero que nenhum atentado terrorista destrua com tudo, inclusive com algumas das mentes mais brilhantes da humanidade que vão estar lá para acompanhar o teste.

Se o mundo acabar este pode ser o último post do blog, então eu só posso dizer: BOA NOITE E BOA SORTE

P.S.: Só pra constar ... 08 de Agosto 2008
08 / 08 / 08

08 X 3 = 24
2X4 = 08

8 X 8 X 8 = 512
5+1+2 = 08

E daí ???

P.S.2: Acabei de ficar sabendo que, devido a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim ter sido hoje, o início das atividades do LHC foi adiado para o dia 10 de Setembro de 2008, de acordo com o CERN Press Release. Acho que os pesquisadores do CERN estão querendo assistir as olimpíadas antes de começar a destruição da Terra. Vá se saber né ??

Agora, algumas pessoas me perguntaram sobre essa tal destruição que o LHC poderia causar, se não seria muita viagem para minha cabeça, que já é criativa demais. Bom, pode até ser viagem, mas então há bastante gente viajando nessa. Dêem uma olhada nessa press release, intitulada The Safety of the LHC e me digam o que vocês acham.

De novo, abração, e até um futuro próximo, se ele existir ... hehehe

Fontes: CERN - The Large Hadron Collider

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Colocando um mapa do Google Maps em seu blog/site

quarta-feira, 6 de agosto de 2008, 08:00 Eduardo Rolim 3 Comentários

Hoje faremos um tutorial bem interessante. Quantas pessoas não quizeram alguma vez colocar um mapa em seus blogs para indicar em algum post trajetos de viagem, locais visitados ou mesmo alguma referência geográfica citada em algum post.

Eu mesmo já havia pensado em fazer isso no começo do ano, quando tentei viajar de moto e minha viagem acabou me tornando uma vítima infeliz do barro da época chuvosa do começo do ano. De lá para cá, havia aprimorado a idéia até que então eu achei um tutorial sobre como usar o maps e estou colocando aqui uma tradução para o mesmo. Espero que gostem.

How to insert a map in your blog (Como colocar um mapa em seu blog)

Bom, minha tradução não será literalmente igual à do site por motivos óbvios. No entanto, grande parte do que eu postar será baseado no texto do site original. Como está dito no prólogo do tutorial, nem o Google ou o Blogger autorizam oficialmente esta implementação. Vamos então ao texto.

Seguindo estes passos básicos, você poderá publicar um mapa do Google Maps diretamente em seu blog, sem muita dificuldade. Isso pode ser feito tanto nas partes estáticas do blog quanto em posts e - acredito eu - em comentários. Não é necessário ter experiência em programação prévio, já que os passos são bem simples de serem seguidos. Se você consegue criar um link em seu blog, com cerveja certeza você conseguirá colocar um mapa em seus posts.


Primeira Parte - Prepare seu mapa

Antes de mais nada, você precisa definir alguns parâmetros relacionados à porção do mapa a ser exibido:

  • Escolher as coordenadas (latitude, longitude);

  • Configurar o zoom (0 .. 17);

  • Dimensões do mapa (largura, altura) em pixels;

  • Tipo do mapa (Mapa, Satélite, Híbrido).


Você também pode setar:

  • Botões de navegação;

  • Régua de Zoom ou os Controles Simplificados.


As coordenadas e níveis de zoom você pode encontrar no arquivosdoelfo. Os passos, depois disso, são:

  • Encontre a localidade que deseja;

  • Decida o tamanho do mapa;

  • Defina o nível de zoom;

  • Anote as coordenadas.



Segunda parte - Pegue sua Chave da API do Google Maps

Terceira parte - Abra o template de seu blog para edição

Entre na sua ferramenta de blogs e adicione no cabeçalho do modelo a seguinte linha:
<script src="http://maps.google.com/maps?file=api&v=1&key=SuaChaveDaApiDoGoogleMaps" type="text/javascript"></script>


Insira o seguinte código, no final do seu modelo:
<script type="text/javascript">
//<![CDATA[

var map = new GMap(document.getElementById("mapa"));
map.addControl(new GSmallMapControl());
map.setMapType(G_MAP_TYPE) ;
map.centerAndZoom(new GPoint(-48.3319, -10.1823), 4);

//]]>
</script>

Edite os parâmetros a seguir:

  • Altere suas coordenadas e zoom: map.centerAndZoom(new GPoint(-72.585, 42.102), 2);

  • Altere o tipo do mapa: map.setMapType(G_MAP_TYPE); - (G_MAP_TYPE), (G_SATELLITE_TYPE) ou (G_HYBRID_TYPE)

  • Opcional: Adicionar controles de zoom e de navegação: map.addControl(new GSmallMapControl());


Crie uma camada para mostrar o mapa:
<div id="mapa" style="width:300px; height:200px">
map loading...</div>


Quarta Parte - Publicando

Normalmente, tudo vai dar certo. Se você não alterar as configurações de coordenadas e zoom, você irá ter um mapa com a cidade de Palmas, onde moro atualmente. Se o mapa não aparecer para você, pode ser que seu browser não suporte o Maps ou que o Javascript não está habilitado para este endereço.

Quinta Parte - Apontando no mapa

Uma das coisas legais do Maps é você poder fazer várias coisas no mapa, como traçar rotas, apontar coisas, criar balões de informação, entre outros. O mais simples e mais útil até o momento é o apontador, e aqui vai uma solução simples para usá-lo em nosso mapa:
var Etf = new GMarker(new GPoint(-48.3116,-10.1994));
Mapa.addOverlay(Etf);

Estas coordenadas são da Escola Técnica, em Palmas.

Última Parte - Aprenda bastante

Você irá encontrar muito mais coisa sobre o uso do Google Maps e de sua API lendo a documentação oficial. Nesse caso, é necessário conhecimento de Javascript.

Abração povo, espero ter ajudado novamente.

3 Comentários:

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Dns e o Caos da Internet

segunda-feira, 4 de agosto de 2008, 17:13 Eduardo Rolim 1 Comentários

Bom dia pessoal. Pra quem não vêm acompanhando as últimas notícias sobre a internet, é bom se preocupar a partir de agora. O motivo disso têm a ver com uma falha descoberta em um serviço essencial da internet. Trata-se do serviço de tradução de nomes, converte nomes faceis de se lembrar (como tocadoelfo.blogspot.com) para números que a rede pode tratar (no caso, do blogger: 209.85.193.191).

A falha, descoberta recentemente pelo pesquisador Dan Kaminsky ainda não foi revelada em sua totalidade, pois este vêm trabalhando junto com os desenvolvedores das implementações mais usadas hoje, para resolver em definitivo a falha. Nesse interstício, várias empresas já fizeram o patch de seus DNSs para corrigir a falha, que apesar de não ter sido revelada por inteiro, é baseada no conceito de cache poisoning (Wikipédia; SecureWorks)...


Este tipo de ataque consiste em um atacante introduzir dados forjados no cache de um servidor de nomes DNS.

Um atacante que consiga realizar um ataque de envenenamento de cache com sucesso pode fazer com que clientes de um servidor DNS sejam direcionados para um host malicioso, sob controle do atacante. Qualquer tipo de serviço pode ser redirecionado com a exploração desta técnica, web e e-mail por exemplo.

Este tipo de ataque é particularmente preocupante porque explora um problema não previsto pela maioria massiva dos usuários, que naturalmente não confere se o host que responde por determinado serviço é legítimo, embora o domínio esteja correto.

Para você entender, simplificadamente, como acontece o ataque, ele ocorre das seguintes formas. Em todas as formas de ataque a seguir, as entradas para o servidor ns.wikipedia.org poderiam ser envenenadas e redirecionadas para o servidor de nomes do atacante, no ip x.y.z.w. Estes ataqques assumem que o servidor de nomes do site google.com.br é ns.google.com.br. Para ter sucesso nos ataques, o atacante precisa forçar o servidor de nomes alvo a fazer uma requisição a um servidor que esteja sob controle do atacante:

Redirecionando o servidor de nomes alvo:

Esta primeira variação do envenamento de cache envolve o redirecionamento do servidor do atacante para o servidor alvo e, então, informar para este servidor um ip especificado pelo atacante.

Requisição DNS do servidor: quais são os registros de endereço para subdominio.exemplo.com.br?
subdominio.exemplo.com.br. IN A

Resposta do atacante:
Resposta:
(sem resposta)

Seção de Autorização:
exemplo.com.br. 3600 IN NS ns.google.com.br.

Seção Adicional:
ns.google.com.br. IN x.y.z.w

Um servidor vulnerável pode armazenar em cache o registro (endereço de ip) para ns.google.com.br, permitindo o atacante a resolver consultas para o domínio google.com.br inteiro.

Redirecionando o registro NS para outro domínio alvo:

A segunda variação do ataque de envenamento de cache envolve redirecionar o servidor de nomes para outro domínio não relacionado com a requisição original para um ip especificado pelo atacante.
subdominio.exemplo.com.br. IN A

Resposta do atacante:
Resposta:
(sem resposta)

Seção de Autorização:
google.com.br. 3600 IN NS ns.exemplo.com.br.

Seção Adicional:
ns.exemplo.com.br. IN x.y.z.w

Um servidor vulnerável pode armazenar a informação não relacionada para o registro NS do endereço google.com.br, permitindo o atacante a resolver consultas para o domínio google.com.br inteiro.

Respondendo antes do servidor de nomes real:

Esta terceira variante do envenamento de cache, chamada DNS Forgery, envolve enviar uma resposta real para uma consulta recursiva de dns de volta para o próprio servidor. As requisições dns contêm um inteiro de 16 bits, usado para identificar a resposta associada com uma dada requisição. Se o atacante consegue predizer com sucesso o valor desse inteiro e retorna um resultado primeiro, o servidor aceitará a resposta do atacante como válida.

O ataque tão falado desses últimos dias é relacionado justamente a este terceiro tipo de variante e é essencialmente uma falha de projeto do protocolo DNS. Ou seja, todas as implementações estão, teoricamente, sujeitas a esta categoria de envenamento de cache.

Concluindo

Agora, saindo um pouco da questão técnica do ataque, os sites de notícias e blogs estão fazendo muito alarde em um ponto que considero menos perigoso que outro, menos visível mas que infelismente não é percebido pela maioria pois, verificar se um site é fake ou não é mais fácil que verificar se um provedor de serviço de aplicativo e ou não. Pense, por exemplo, se fazem o ataque em um serviço de atualização de software (Windows Update ou mesmo os serviços de antivírus, entre outras inúmeras possibilidades). Isso permitira a introdução de código malicioso dentro do sistema atualizado sem que possa ser percebido diretamente.

E o pior de tudo é que não adianta em nada se as correções forem aplicadas somente nos servidores replicadores se os provedores de acesso também não atualizarem seus servidores, já que a consulta de nomes parte do servidor do usuario até os servidores TLD (Top-Level Domain) e caso o primeiro esteja envenenado, ele não irá fazer uma requisição acima para buscar algo que ele já têm em cache.

Espero que isso não fique mais crítico que uma simples ameaça pois eu não conseguiria viver sem internet hehehe

P.S.: Pra quem quiser ver, aqui há uma código que explora essa última vulnerabilidade descoberta: http://www.milw0rm.com/exploits/6130

Fonte: CNet News

Flws povo !!

1 Comentário:

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Crônica - Vampiro e Lobisomem - Cap 15 - Segunda Temporada

sexta-feira, 1 de agosto de 2008, 08:00 Eduardo Rolim 0 Comentários

Hoje estou altamente deprimido, mas estou vivo.

Aqui estamos, finalizando mais um arco de histórias da crônica Vampiro e Lobisomem. A batalha foi dura e parece que o sonho de Ísis se concretizou. O que será agora dos Garou? Recém encontraram o que poderia ser a chave da luta contra a Wyrm e agora ele se encontra estirado no chão, num campo de batalha onde não houve sobreviventes. Acompanhe o desfecho dessa história.

Crônica Vampiro e Lobisomem Completa

Em algum lugar do Passado ...

Ísis e Iago não tiveram dificuldades em encontrar o casarão. Os sons de disparos de mosquetes eram claros e evidentes, fazendo com que a população da cidade fugisse na direção oposta dos mesmos. Enquanto corriam na contramão da multidão, ouviam comentários que diziam: “Oh! Meu Deus! Monstros estão destruindo a cidade!”. Era certo que não havia coincidência nos eventos. Explosões e um incêndio fizeram com que a dupla se preocupasse com a situação, era certo que encontrariam muitos mortos para onde se dirigiam. Ísis temia pela vida de Ferguson e o caos se instalava na cidade, já que naquele tempo incêndios eram motivo de pânico para os moradores. No entanto, a cena ainda estava indefinida, enquanto a grande maioria corria de medo, outros procuravam baldes de água, para tentar apagar o fogo.

Os disparos cessaram quando eles já estavam próximos do casarão. Iago corria como um humano qualquer, juntamente com Ísis. Os moradores da cidade começaram a se organizar, numa busca por água e materiais que poderiam ser utilizados para controlar o terrível fogo no casarão. Chegando ao local, viram dezenas de corpos no chão. Todos estavam em forma humana, o que demonstrava que muitos lupinos também tombaram. Mosquetes, adagas de prata e de ritual encontravam-se espalhados no chão e entre os corpos. Iago controlou-se, estava triste por ver companheiros mortos, mas procurava por sobreviventes, ao mesmo tempo que preocupava-se com a possibilidade de ser pego de surpresa.


Ísis desesperou-se, não via Ferguson entre os mortos e pressentia que ele havia sido capturado como prisioneiro. Entre os corpos estava Sebastian, encolhido no chão, com a barriga para baixo e braços contorcidos no ventre, na exata posição que estava no momento que tombou. Ísis virou-o com os olhos cheios de lágrimas. Para seu espanto, Sebastian ainda estava vivo e disse:

- Desculpe-me. Falhei contigo. – dando um último suspiro, continuou. – Por favor. Entregue esta adaga à Evan. Era de David. Repasse-a para alguém digno. – ao dizer isso, não mais resistiu e desfaleceu em seus braços. Ísis reagiu:

- Iago! Ajude-me! Sebastian está vivo!

Iago veio em seu auxílio. Estava emocionado. Sebastian sempre fora uma pessoa de difícil convivência e personalidade forte, mas também era um pilar forte em momentos de crise, alguém que certamente morreria para salvar um companheiro. Este grande lupino desfalecia em sua frente e estava determinado em não deixá-lo partir. Dizendo algumas palavras, que mais pareciam convocar por ajuda divina, Iago tocou o estômago de Sebastian, local onde havia uma hemorragia maior. De repente, o ferimento se estancou, quase que por milagre. Sebastian gemeu, com dificuldades buscou ar pela última vez. Para seu próprio espanto, conseguiu respirar. Estava vivo, quando já acreditava estar indo ao encontro dos companheiros que havia perdido. Apesar da habilidade de Iago, Sebastian ainda estava debilitado. Ele teve força apenas de levantar o braço, agarrar o lupino e trazê-lo para próximo de sua boca, dizendo:

- O que seria dos lupinos sem os Filhos de Gaia?! Iago, devo-te minha vida! Agora, lupino, fique atento! Quando tombei, Ferguson e Walter ainda lutavam. Não sei quem foi o vencedor.

Iago misturava uma alegria extrema com a tensão do momento. Sebastian sempre fora um lupino de temperamento difícil, que levaria a irritação ao mais calmo e justo Presa de Prata. No entanto, também era conhecido como um lupino de força física e experiência de batalha incomparáveis. A alegria de ter salvo a vida de um bravo soldado de Gaia lhe tomou o coração. Ao mesmo tempo, temia pelo súbito surgimento de um lacaio, vindo das sombras. Ísis, ao ouvir Sebastian dizer sobre Ferguson, ignorou os companheiros e procurou por Walter e Ferguson entre os corpos. Chamas ardentes tomavam conta do casarão e pessoas surgiam para ver o que acontecia após o fim dos disparos. Uns por curiosidade, outros para tentar controlar o fogo. Entre os corpos, Ísis encontrou Walter com um mortífero ferimento no pescoço. O vampiro estava morto e não apresentava mais perigo algum.

Ísis mostrou a Iago que Walter fora derrotado, o que indicava a vitória e sobrevivência de Ferguson. Mas onde estava o rapaz? Entre os corpos ele não jazia. Iago, aproveitando de seus sentidos aguçados, procurou por Ferguson, já que Ísis não estava obtendo êxito. Uma trilha de sangue o levou para o interior da casa. A vampira o seguiu, temendo às chamas e levando o moribundo Sebastian consigo, apoiado em seu ombro.

As chamas já haviam tomado o local por completo, apenas o amor por Ferguson possibilitou que os três prosseguissem procurando no interior da casa. Distante da entrada encontraram dois corpos, um jovem desmaiado sobre um corpo feminino ressecado e frágil. Ambos aparentavam estar mortos, Ísis correu como uma bala em direção e eles. Seu temor foi confirmado, era Ferguson e Ema. Iago chegou com Sebastian, que logo disse:

- Ela já estava morta! Ferguson veio aqui ainda vivo! Salve-o como fez a mim, Iago!

O lupino concentrou-se, restava-lhe apenas tentar o mesmo que fizera em Sebastian. Disse as mesmas palavras ainda mais efusivamente, clamando pela ajuda de Gaia. No entanto, desta vez não obteve o mesmo êxito, Ferguson não reagiu. Abaixou a cabeça e tomou-o nos braços. Era tarde demais, ele estava morto. Ísis investiu contra Iago, dizendo:

- Faça algo seu inútil! Ele não pode estar morto! Faça algo!

- Desculpe, é tarde demais! Estou exausto!

- Não desista, Iago! Se pôde salvar-me também poderá fazer o mesmo com Ferguson! Levante-se, viagem pelo Mundo Espiritual e leve-o até o Caern! Lá ele poderá ser salvo!

Iago hesitou, mas logo levantou e correu levando Ferguson nos braços. Ísis pegou o corpo de Ema e retirou-se o mais rapidamente possível, já que Sebastian ainda não podia movimentar-se com rapidez. Ísis e Sebastian saíram do casarão que ameaçava desabar enquanto a população já reagia coesamente, tentando apagar as ameaçadoras chamas a todo custo. Com isso não perceberam a vampira e Sebastian fugindo do casarão, tampouco Iago, que saíra em disparada antes deles.

O Filho de Gaia estava em apuros, sabia que o Caern poderia salvar Ferguson, mas devia chegar rapidamente, para que o jovem pudesse ter chances. No entanto, não sabia de um local onde sua imagem pudesse ser refletida, o que era essencial para poder entrar no Mundo Espiritual.

Desesperou-se, não podia fracassar. A esperança de todos os lupinos do oeste europeu estava ali, sobre seus braços. O aparecimento de Ferguson era esperado e profetizado a centenas de anos e, de repente, sua vida dependia de um jovem Filho de Gaia. Iago tinha plena consciência da importância de seus atos e não estava disposto a desonrar sua tribo. Com Ferguson nos braços invadiu várias casas ao redor, na tentativa de encontrar um espelho. Alguns moradores reagiam com espanto, outros com medo mas a maioria com violência. No entanto, Iago estava apressado e ocupado demais para reagir, tampouco sentir os golpes. Encontrou um enorme espelho de metal em uma casa nas proximidades e desapareceu diante dos moradores, ao atravessá-lo. Sua preocupação com a vida de Ferguson não o permitiu ser mais discreto.

Em instantes estava no Caern. Apareceu de surpresa, com Ferguson nos braços e gritando por socorro, pegando os lupinos em uma desagradável surpresa. As reações foram as mais variadas. Alguns correram em busca de auxílio, clamando por membros da tribo “Filhos de Gaia”, outros, desesperançados, uivavam já sentindo a dor da perda. Um lupino, claramente vestido como um Filho de Gaia ancião, aproximou-se de Ferguson, tomou-o nos braços e disse:

- Ele está morto, mas sua alma ainda reside no corpo! Gaia está nos dando uma última chance! Rápido, encontrem Evan e o antigo caldeirão!

As reações foram mais ordenadas. Em segundos um enorme caldeirão de bronze foi trazido até o centro do Caern. À Iago o ancião disse:

- Este é um antigo caldeirão celta, utilizado por membros de uma tribo de lupinos esquecida. Seu valor é inestimável e quando usado corretamente, pode trazer de volta à vida aqueles que ainda não merecem morrer. O ritual não é ensinado ou comentado, pois pode ser usado apenas com este caldeirão. Ele esteve enterrado a centenas de anos, juntamente com a última linhagem da tribo que o confeccionou. Não posso fazer o ritual sozinho, preciso de Evan para realizá-lo! Encontrem-no! Não podemos perder esta última chance que Gaia nos está concedendo!

Os lupinos mobilizaram-se, rapidamente cada um deles correu em uma direção. Pareciam que estavam dispostos a vasculhar os sete cantos de ambos mundos, Mundo Espiritual e Terra. Iago estava exausto, contando ao ancião o que ocorrera.

- Nós o encontramos desacordado sobre o corpo de Ema. Ambos estavam mortos. Eu havia salvo Sebastian, o que me custou muita energia. Não pude salvar Ferguson.

- Pelo contrário, Iago! Você é o responsável por ainda mantê-lo vivo! Seu grito por Gaia foi tão forte que pude ouvir daqui! É possível que ela esteja pessoalmente interferindo para que possamos salvá-lo. E isso tudo graças a você! Vejo que você é um lupino valoroso, poucos já fizeram o seu feito.

Iago estava emocionado, não tinha noção de que seu feito havia sido tão grandioso. O ancião continuou:

- Mesmo que falhemos, você deverá ser honrado por seu esforço. Quero pessoalmente parabenizá-lo nos rituais de celebração. Acompanhe-me, pois irei precisar de sua inspiração. Mas acima de tudo, preciso de Evan! Irmãos, encontrem-no! A vida de Ferguson está por um fio!

Foi então que Evan surgiu, aparecendo a poucos metros do corpo de Ferguson, juntamente com um jovem lupino que estava feliz por tê-lo encontrado.

- Por Gaia, não sei ao certo se estamos prontos para usar o caldeirão, Hartt. – disse Evan ao ancião que acompanhava Iago.

- É nossa única chance. Gaia respondeu ao chamado de Iago, como a muito eu não via. Ferguson está morto, mas de alguma forma sei que ainda pode voltar.

- Pois que assim seja! Não temos tempo a perder com debates!

Levaram Ferguson e o caldeirão à beira do poço de água e começaram o ritual imediatamente. Iago, Hartt e Evan comandavam o bizarro ritual, enquanto os demais lupinos apenas observavam atônicos e apreensivos. O jovem Filho de Gaia, fazia o que pediam, e pouco entendia o que acontecia. Mesmo assim, sua presença parecia ser essencial, pois a todo momento era solicitado a dizer uma frase ou duas, que não compreendia. Pela expressão dos anciões, Iago presumiu que o ritual seria longo e complicado.

Ísis logo chegou com Sebastian, que estava ferido, mas ansioso por saber de notícias de Ferguson. Não ficou feliz por saber do ritual, de fato, Sebastian é daqueles lupinos que não acredita fortemente na eficiência de rituais de ressurreição. A chegada de Sebastian alegrou aos lupinos, que vieram parabenizá-lo e saber sobre a batalha.

A vampira também estava desconfiada com eficiência do ritual e lembrou-se do desconforto que passou, quando foi submetida a um ritual, centenas de anos atrás. A noite se arrastava e o ritual não dava sinais de que iria terminar. Outros rituais se iniciaram, eram preces solicitando a Gaia que o trio fosse bem sucedido em salvar Ferguson. A manhã não tardava e Ísis teve de deitar-se, sem saber se voltaria a ver Ferguson.

A noite renascia, Ísis acordou vagarosa. Teve um sonho estranho, aparentemente uma retrospectiva do que ocorrera nos últimos dias. Em seu sonho, tudo terminara bem, em uma festa muito alegre entre os lupinos. Acordou como que ainda ouvindo a música e vozes da animada festa. A esperança corria em suas veias no seu lento despertar. Estranhamente ainda ouvia o som da festa, como se ainda estivesse dormindo. Pôs-se de pé, ainda ouvindo a música, o que era estranho, já que já sentia-se mais desperta. De repente, entraram pela porta, Iago e Sebastian, visivelmente embriagados.

- Olá bela vampira! Levante nesta noite, pois a festa ainda está longe para acabar! – disse Sebastian.

- Que festa!? Como está Ferguson!?

- Ferguson está ótimo minha cara! Tudo graças a Gaia! – respondeu Iago.

- Gaia!? Não seja modesto, Iago! Graças à você também, caro amigo!

Ísis abraçou-os em alegria, beijou-os alegremente e foi em direção ao local onde havia ocorrido o ritual, procurando por Ferguson. Armado próximo ao caldeirão estava uma imensa fogueira, onde os lupinos festejavam em sua volta. Alguns tocavam instrumentos estranhos; outros, mais humanos. Rodeado e abraçado por vários ela viu Ferguson e correu até ele. Abraçaram-se e disseram promessas e agradecimentos. Um alívio tomou conta de Ísis e ela pôde sentir a humanidade voltar a seu coração, sentiu-se viva e jovem como quando tinha seus 19 anos. Ferguson estava enfeitado, mas não conseguia esconder a tristeza pela morte de Ema.

A vampira conversava com Ferguson, quando Evan e alguns outros anciões vieram falar com ela.

- Ísis. – disse Evan respeitosamente. - Antes de mais nada, gostaríamos de agradece-la por tudo que fez. A noite anterior justificou qualquer receio que tínhamos por tê-la trazido para o nosso meio. Graças a sua bondade, Ferguson sobreviveu e pôde chegar até os seus. No entanto, creio que nossa ilha não é mais um local seguro para você. Os seus parentes e nossos inimigos já sabem que está em Oxford e mesmo com Ferguson não podemos garantir sua segurança. Ele ainda está jovem e perdemos importantes membros nas últimas batalhas.

- Compreendo. Creio que realmente sou um risco aqueles que amo.

- Ficamos felizes em saber que concorda com nosso ponto de vista. No entanto, não iremos deixá-la à mercê de sua sorte. Creio que há um local onde você pode ir e que será muito mais seguro.

- Seus feitos e identidade já foram informados aos principais Caerns de todo o mundo. Você será sempre bem vinda, em qualquer mata ou cidade que se embrenhar. – disse Hartt.

- Agradeço pela ajuda amigos. Creio que desta vez não farei o mesmo erro. Não irei me ausentar por séculos. Saibam que estarei sempre em contato com vocês. Agora, digam-me, qual é o local que vocês sugerem que deva ser meu próximo refúgio?

- O Novo Mundo é a opção. A América Latina o local mais aconselhável. Lá os homens ainda não se instalaram plenamente e por isso os lacaios da Wyrm ainda não são tão fortes, principalmente os seus parentes vampiros. O que pensa deste local?

- Se vocês aconselham-me isso, então assim será. Terei dificuldades com a língua, mas me adaptarei. Quando devo partir?

- Está tudo arrumado. Nossos parentes irão levá-la de barco para o país que desejar na próxima noite. Sua ida deve ser urgente, já que sua presença é um risco para nosso Caern. Espero que compreenda.

- Não me agrada esta pressa, mas entendo seu ponto de vista. Apenas preciso que venda meus pertences, para que assim eu possa me instalar melhor no novo país.

- Isso não será problema. – disse Evan, chamando por dois jovens lupinos. Eles ficarão responsáveis por fazer a venda dos bens, levando consigo uma autorização assinada por você. Evan continuou:

- Esta é sua última noite entre nós. Esta também será sua festa! Que suas vontades sejam saciadas assim como as de Ferguson! Pois para nós, você é uma lupina agora!

A festa seguiu noite a dentro. Ísis foi presenteada e honrada por toda a festa e ficou sempre ao lado de Ferguson conversando e despedindo-se dele. O jovem lupino, Sebastian e Iago, prometeram visitá-la sempre que possível. No entanto, ela ainda não havia decidido sobre que colônia se instalar, preferiu deixar esta decisão para o dia seguinte. Um longo mar novamente a aguardava.

FIM!

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