Tudo sobre o Signo de Aquário

sexta-feira, 31 de julho de 2009, 12:00 Eduardo Rolim 146 Comentários


À partir de hoje, todos os posts da série Tudo Sobre Signos estarão disponíveis no link O Livro dos Signos, no blog Inum Coeli. O texto desse post está agora no post O Livro do Signo de Aquário. Aproveitem.

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O Ceticismo e os Limites da Dúvida

quarta-feira, 29 de julho de 2009, 21:57 Eduardo Rolim 0 Comentários

Pode parecer que esse texto esteja deslocado, sem contexto ou mesmo em desacordo com a minha forma de pensamento, mas não está. Eu penso que ao mesmo tempo que devemos ser céticos e procurar a verdade por trás do véu, também devemos ser crédulos em coisas que nos sustentem e nos dêem forças para continuarmos caminhando.

"E por não saber que era impossível, ele foi e conseguiu".

Por isso, posto esse excelente texto do site Ateusdobrasil, com o título "O Ceticismo e os Limites da Dúvida". Espero que gostem da leitura.

O pensamento cético é caracterizado pela aceitação racional da dúvida, sempre que as respostas disponíveis para um dilema não estão fundamentadas por evidências satisfatoriamente consistentes.

A expressão “satisfatoriamente consistente” é necessária à definição para que não caiamos na armadilha que os Céticos da Grécia clássica montaram para si próprios ao entenderem que a prova de uma proposição também tinha de ser provada, criando assim uma sequência ad infinitum da necessidade de provar a prova da prova da prova… terminando por concluir que nenhuma certeza, sobre o que quer que seja, poderia ser possível.



Os Céticos gregos refutavam a idéia de que determinadas verdades são auto-evidentes e portanto não precisavam ser provadas. Tal opção condenou seus adeptos a estabelecerem um ramo estéril da Filosofia, pois sendo esta aplicação do pensamento humano focada na busca da Verdade, considerar tal objetivo como inalcançável é o mesmo que jogar a toalha antes do início da luta.

Hoje em dia, dificilmente encontraremos entre as pessoas autodenominadas Céticas, a mesma postura xiita de apologia da dúvida dos seguidores de Pirro. Orientados pelo paradigma do Método Científico, os céticos modernos em geral aceitam que evidências objetivamente demonstradas e comprovadas por várias e diferentes fontes imparciais são suficientes para dar credibilidade à uma proposição. Credibilidade entretanto não significa fé, podendo ser derrubada caso novas evidências se sobreponham as antigas.

Livres dos radicalismo de seus antecessores clássicos, os céticos atuais ainda estão sujeitos a pelo menos uma armadilha na qual muitos caem sem perceber: Aceitação racional da dúvida não deve significar conformismo diante da dúvida.

Num entendimento produtivo do ceticismo, a dúvida deve ser visto como uma ferramenta e nunca como um objetivo.

Mesmo que aceitemos que determinadas questões não podem ser respondidas no nosso nível de conhecimento atual ou mesmo que esteja claro que o nível de conhecimento que traria a resposta não será alcançado no período de nossas vidas, não há porque concluir que devam existir questões que jamais terão resposta ou que a certeza definitiva quanto a elas não será estabelecida em alguma época futura.

O moderno Ceticismo, portanto, não deve ser entendido como a apologia da dúvida. Pelo contrário, o cético preza tanto a certeza que está disposto a esperar o tempo que for necessário por ela.

Postado Originalmente em: Ateus do Brasil

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Conspiração P.A.L.M.A.S. 4 - O Destino de Palmas - Parte 2

sábado, 25 de julho de 2009, 19:25 Eduardo Rolim 2 Comentários

Hoje o dia amanheceu sereno. Resolvi fazer caminhada pela cidade e ir até o posto para pegar gasolina para minha moto. Ontem esqueci de abastecê-la e agora tenho de ir à pé até lá. Aproveito também para ver se ainda há algo na loja de conveniência para comer, já que também esqueci de renovar meus mantimentos.

Chegando ao posto, pego a bomba manual, recolho mais ou menos 3 litros de gasolina e deixo o galão ali mesmo para me dirijir à loja de conveniência. Infelizmente, tirando os produtos enlatados, o resto está com um insuportável cheiro de podridão. Pego então uma lata de salsichas e dois pacotes de batata e volto pra fora, pego o galão de gasolina em seguida e volto para casa, antes que o sol se ponha e os animais noturnos saiam à caça.

Conspiração Palmas 4 ...



4 de janeiro de 2013. Não, o planeta não foi destruído por um meteoro ou mesmo por algum evento místico relacionado ao fim do calendário Maia. Até onde meu conhecimento alcança, por volta do ano de 2009 uma sequência de eventos culminou no extermínio da raça humana da face da Terra.

Talvez eu esteja sendo um pouco dramático mas, ninguém, a não ser eu - e o personagem do Will Smith no filme "Eu sou a Lenda", pode ter idéia de como é ser a única pessoa ainda viva na cidade de Palmas.

Fazem vários meses que eu vi a última pessoa ainda viva em Palmas. Por um acaso do destino, eu conheci essa pessoa durante minhas investigações sobre o evento que varreu da face da Terra 99,97% da população mundial. Tudo por causa de um minúsculo vírus, considerado inofensivo e com baixa fatalidade apesar de sua alta taxa de propagação entre humanos. Essa pessoa tinha informações muito importantes sobre os eventos que vou narrar aqui e praticamente participou da maioria deles, apesar de nunca o ter encontrado antes que eu tivesse conseguido acesso à base militar da Serra do Carmo. Quem é essa pessoa? Alguém muito importante para mim...


Fiquem tranquilos, vou explicar tudo com bastante calma. Vamos ver primeiro os fatos que levaram à extinção da Raça Humana da Terra.

Primeiramente, em meados de 2007 surgiu uma cepa de gripe, intitulada H1N1. Ela se propagava livremente por entre animais como porcos e outros suínos, por isso recebeu o nome carinhoso de "Gripe Suína", da mesma forma como aconteceu com o H5N1, chamado de "Gripe Aviária". As diferenças entre a gripe suína e a aviária eram muitas, já que as duas tinham genealogias bastante distintas. Essa era bastante letal, mas nunca teve uma propagação rápida já que, para se propagar entre humanos, era necessário o contato direto com aves infectadas. Não havia ainda o contágio de humanos para humanos. Já a primeira tinha um percentual de mortalidade mais baixo, no entanto ela se espalhava com grande facilidade, sendo somente impedida pelo fator temperatura, já que ela não sobrevivia bem nas baixas temperaturas do corpo humano, quando comparado com a temperatura dos suínos.

Até aí nada de novo. A gripe aviária saiu de cena, a gripe suína entrou em cena e matava em torno de 20 a 30 pessoas por mês ao redor do globo. Isso até meados de 2010. No entanto, por volta dessa época, vários cientistas no mundo passaram a cultivar estas cepas da gripe. Alguns especulavam que os cientistas estavam a desenvolver armas biológicas com a gripe, e apesar de serem taxados como loucos, eles estavam certos. Mas, onde entra Palmas nessa história? Difícil entender né? O ponto chave é que em Palmas, mais especificamente no Complexo subterrâneo que fica embaixo da cidade, os militares estavam fazendo experimentos com as gripes. Isso fica mais evidente quando, no começo de 2009 um americano chega à Palmas com sintomas de Gripe, é diagnosticado com a H1N1 e depois de alguns meses, desaparece por completo da Cidade.

Nas pesquisas que estavam sendo feitas no complexo, segundo a pessoa que conheci, os militares estavam experimentando variações da H1N1 em conjunto com a H5N1. E dentre essas pesquisas, eles conseguiram criar o que foi chamada de "A Gripe do Apocalipse", pois ela tinha o mesmo grau de mortalidade da H5N1 e se propagava com a mesma velocidade da H1N1. No entanto, eles não satisfeitos com a "descoberta", passaram a experimentar variações e alterações no código da doença e a tornaram uma doença ainda mais fatal, eliminando o problema da temperatura corporal. Mas, até então eles acharam que ela era só uma gripe atenuada, pois seus sintomas demoravam meses para aparecer.

Entre os sintomas dessa nova gripe estavam um resfriado leve durante as primeiras semanas de contágio, alguns com febre durante no máximo uma semana e então a doença desaparecia. No entanto, conforme descoberto depois (o que foi um tremendo erro), a doença simplesmente se incubava no corpo da vítima por até 10 meses e nos meses em que a umidade se acentuava e a temperatura diminuía, a doença surgia com força total, matando seu hospedeiro em questão de dias. Mas o ponto mais marcante dessa gripe "atenuada" é que a mesma se propagava de pessoa em pessoa, mesmo estando em estágio de incubação.

A gripe "atenuada" foi aplicada como vacina com bastante sucesso em vários países e conseguiu algo inédito em termos de gripe, que foi tornar o corpo humano imune à maioria das cepas de influenza da série H, incluindo entre estas a gripe comum, que todo ano surgia com força nova. Durante os meses seguintes, nada aconteceu, até que com a chegada do inverno no hemisfério norte, começaram a surgir em vários pontos do globo casos de uma nova gripe, mais fatal que qualquer outra doença já vista antes. E os casos não eram isolados. Os focos dessa nova gripe surgiam em pontos completamente desconectados uns dos outros e até em regiões onde não havia sido feita a vacinação.

No começo, ninguém entendeu nada. Ninguém sabia como lidar com essa nova gripe, e pior do que tudo, não sabiam como identificar quando as pessoas estavam infectadas enquanto ela estava em estágio de incubação. Isso gerou uma comoção mundial em busca de uma solução para o problema. Vários países se uniram para tentar parar o avanço dessa doença que dizimava mais pessoas do que era possível enterrar.

Aparte todos os esforços mundiais, no dia 21 de dezembro de 2012, 60% da população mundial já havia morrido pela doença. Algumas pessoas sobreviviam à doença por motivos ainda não esclarecidos. No entanto, na virada do ano, mais de 95% da população já havia sido dizimada. A partir daí, os últimos vestígios da sociedade moderna já não mais existiam. A internet foi a primeira a deixar de funcionar. Em seguida às emissoras de televisão e depois as de rádio. Poucos dias depois, a energia acabou e aqueles que ainda estavam vivos estavam à mercê das intempéries, como os últimos sobreviventes da Gripe que Extinguiu a Raça Humana.

A Gripe do Apocalipse



Como eu disse, depois de vários meses como um dos únicos sobreviventes em Palmas e um dos poucos seres humanos ainda vivos na Terra, eu parei de me esconder e lamentar o fato e coloquei minha cabeça novamente para trabalhar. Eu queria saber como essa gripe chegou à tais proporções, como ela se tornou tão letal e se espalhou tão rápida, já que a mortandade de uma doença e seu fator de espalhamento são duas grandezas inversamente proporcionais.

Alguns dos dados que eu citei no começo dessa narrativa, eu só descobri algum tempo depois, com minhas descobertas em Palmas. Inicialmente eu comecei invadindo o Palácio Araguaia, sabidamente uma das entradas principais para os níveis inferiores. Certamente, não haveriam guardas vigiando as entradas, mas internamente ao complexo era difícil dizer. No entanto, sem medo, eu parti em direção à entrada leste do palácio. Realmente não havia ninguém, e um cheiro de podridão tomava conta do ar. Sem me preocupar muito com a presença de guardas eu fui entrando, para logo em seguida ser surpreendido por algo que eu havia me esquecido: os cães não morriam pela gripe. Eu fui atacado por um cão que mais parecia um lobo, de tão ensandecido havia sido seu ataque. A minha sorte foi que em sua loucura em me atacar (certamente em busca de comida), ele errou seu ataque e eu pude sem muita dificuldade me livrar do cão. Não gostei de tê-lo matado, mas era eu ou ele, já que agora as leis de Darwin valiam muito mais que antes.

Continuando minha jornada dentro do prédio, tomando cuidado para não ser novamente surpreendido, comecei a estudar a estrutura do prédio em busca das entradas para o nível inferior. Como não haviam pessoas, minha busca foi rápida e logo havia identificado a maior parte dos acessos e sistemas de segurança que asseguravam que as pessoas erradas nunca entrariam nas portas certas. Nesse meio termo em que eu procurava pelos acessos, consegui muita informação do governo que eu sempre quis ter acesso. Mas, que diferença isso faria, agora que todos estão mortos e a sociedade não mais existe? Como nunca se sabe o que o futuro nos guarda, armazenei tudo em meu pda, como de costume.

Finalmente, depois de muito andar pelas dependências do palácio do governo, consegui habilitar o acesso na ordem certa para conseguir descer ao próximo nível. Nada muda muito. A decoração é um pouco mais sombria e com mais detalhes computacionais à vista. Talvez se ali foi um tipo de nível social ou algo do gênero, nunca saberei.

Continuando a descida à níveis inferiores, um enorme tempo eu dispendi na tarefa de descobrir os segredos de cada um dos níveis. Nessa tarefa estafante, gastei nada menos do que seis meses, estando agora próximo do mês de julho do ano de 2013. Em vista da enorme quantidade de informação coletada, eu me mudei para um lugar onde ainda poderia utilizar meus aparatos eletrônicos: o Hospital Geral de Palmas. Fica num ponto bastante estratégico, entre os extintos governos estadual e municipal. Pela minha contagem, ainda haviam centenas de milhares de litros de óleo combustível nos vários postos de abastecimento na região, e com um pouco mais de tempo, era possível conseguir mais, nas cidades ao redor, então energia não seria o problema.

Finalmente, depois de muita dificuldade, eu consegui chegar ao nível intitulado Delta 0, que supostamente seria o núcleo estratégico daquela base militar. Em seu interior, pude notar que ali os militares investiram bastante na construção de um super-complexo tecnológico. Todos os equipamentos encontravam-se funcionando, apesar de não haver nenhum sistema de alerta ativo, o que me deixou preocupado desde que adentrei na estrutura.

Chegando ao comutador central, comecei a procurar indícios do que seriam as pesquisas militares desenvolvidas ali na base. Entre elas, várias pesquisas sobre dispositivos que criavam singularidades, que alteravam o espaço, criando sistemas de repulsão, e o mais incrível de todos, um sistema que permitia viagens no tempo. Apesar de não acreditar nessa coisa de viagens no tempo, salvei todos os protótipos e teorias para um estudo mais aprofundado destas teorias.

Foi durante minhas incursões à base de Palmas que eu vi pela primeira vez uma outra pessoa viva. No momento em que eu saía da entrada do palácio, eu o vi andando ao longe, próximo do que outrora foi a Econômica Federal. Acho que ela também me viu e saiu fugindo por dentro da quadra do banco. A diferença é que eu estava de moto e ele à pé. Em pouco mais que 40 segundos, eu já estava chegando às portas do banco, e logo o vi desviando na esquina, e segui seu rastro até um pequeno prédio de 5 andares que havia ali. Subindo no mesmo, fui verificando andar por andar, para ter certeza de que ele não escaparia. No entanto, depois de um tempo, eu ouvi um barulho de motor e quando fui para fora olhar, ele estava saindo com minha moto. Fui enganado direitinho. Até parecia que ele conseguia prever o que eu iria fazer.

Em vista disso, passei a procurar pela cidade por aquela pessoa, mas parecia que novamente ela havia sumido do mapa. Deixei vários sensores, que peguei na base militar, e espalhei em lugares que provavelmente ele visitaria. No entanto, de acordo com o passar dos dias, nenhum sinal dele era visto, e em via disso, voltei à minha pesquisa.

Com um supercomputador montado onde um dia existiu um aparelho de tomografia computadorizada, no hospital geral, comecei a processar os dados que colhi no último ano, já beirando o mês de novembro. Logo faria um ano que a catástrofe se abateu em nossa cidade e até o momento, nada tinha descoberto de útil.

As vezes penso que a loucura estava tomando conta da minha cabeça, já que aquelas descobertas dos militares que eu havia feito estavam me tomando a mente, em especial a que supostamente permitia uma viagem ao tempo, mas em suas próprias pesquisas, vários fatores pareciam não terem sido solucionadas. Entre elas, para que algo fosse enviado para outro lugar no tempo, considerando que o tempo é uma dimensão, seria necessário “arrancar” aquele pedaço de espaço e substituir no outro ponto para onde ele fosse enviado, e da mesma forma, o ponto que foi substituído seria trazido para o presente. Dessa forma, eliminaríamos um dos problemas da teoria einsteniana, que nos diz que para fazer uma viagem desse tipo, seria necessário que o viajante se separasse do universo atual, para que seu próprio mini-universo fosse movido. Outro problema era como gerar a energia necessária para que o equipamento funcionasse. Tudo bem que eles conseguiram fazer algo que usava menos energia que um pequeno país, mas nem todos os geradores de energia do estado conseguiriam gerar tal energia.

Voltando à realidade, passei a me preocupar com o problema do vírus da gripe, algo que era mais plausível de ser resolvido. Pelo que podia perceber, os militares avançaram bastante nas pesquisas para a vacina mas os dados adicionais estavam guardados no centro de pesquisas da serra do carmo, e por algum motivo que eu não sabia dizer qual, não havia nenhum túnel ou ligação direta entre as duas bases. Será que os militares queriam manter uma como base de apoio da outra, e evitar que ao se descobrir uma, tornasse a outra vulnerável? Como saber agora, nessa altura do campeonato?

A Cura



Como os dados que eu precisava para continuar os estudos da vacina estavam lá na outra base, eu decidi ir para lá. A minha sorte é que eu não precisaria carregar montes de pendrives ou discos externos comigo, já que no meio de tudo o que eu revistei na base militar de Palmas, encontrei muitos aparatos tecnológicos extremamente avançados. Entre eles, um tipo de computador de mão que tinha incríveis 2,5 petabytes de espaço de armazenamento. Isso, em 2008, era o equivalente à toda a informação que existia na Internet. Entre outros aparatos, um geo-localizador, que não dependia de satélites para funcionar. Ele utilizava a variação magnética do lugar para calcular latitude, longitude, velocidade, e mais um monte de informações que a antiga rede de gps não poderia dar, como condições climáticas ou percentual de variação magnética, num nível que nem meu velho notebook de antigamente poderia captar. Outro item que talvez pudesse ser útil era um aparato denominado multi-atordoador. Era uma arma sonora, mas que produzia um pequeno pulso de ar que, quando acertava o seu alvo, o nocauteava como um belo soco. A vantagem é que aquilo não chegava a quebrar nenhum osso, já que se tratava de uma lufada de vento extremamente forte, mas podia derrubar, e isso já era algo bastante útil. Peguei também um rifle de assalto à laser, para caso a situação ficasse por demasiado perigoso.

Saindo dali, fui até a Yamaha e peguei uma moto pequena que eles tinham lá. Ela podia ser pequena em tamanho mas tinha um ótimo motor, e tinha a vantagem de ser leve, o que facilitava o trabalho de escondê-la de olhos curiosos. Não que devesse me preocupar com isso, já que todos estavam mortos, mas agora havia outro, e muito provavelmente deveria ter um treinamento tão bom quanto o meu.

Chegando nas proximidades da base da serra, por intuição eu decidi que não iria entrar pela minha entrada habitual, decisão que depois se mostrou ter sido a melhor, já que a pessoa com quem eu estava lidando parecia me conhecer muito bem.

Entrando no interior da base, vasculhei o pátio e o saguão principal e então entendi o porque do sumisso da pessoa: ela estava vivendo ali. Talvez fosse algum militar ou mesmo vários, que haviam sobrevivido à devastação da gripe. Tomando mais cuidado, fui adentrando as dependências superiores da base. Um ruído metálico me separou de meus pensamentos, e vários minutos mais tarde e com uma terrível dor de cabeça, eu acordei deitado em uma maca com uma insuportável luz incidindo diretamente em meu rosto. Eu sabia que havia alguém ali do meu lado, pois apesar de não poder ver sua silhueta, eu sentia sua presença. A pessoa falou comigo e me perguntou o que eu queria ali naquela base. Como não havia mais nada que eu pudesse fazer, eu revelei logo meus planos, na esperança de que eles pudessem estar na mesma busca que eu estava. A minha sorte foi essa. A pessoa pareceu relaxar de algum dilema interno e me disse o que ela estava fazendo ali: ela havia encontrado a cura para a doença. No entanto ela precisava encontrar uma forma de enviá-la para o passado e evitar que a doença se espalhasse pelo planeta.

Cético como eu sou, rebati logo as idéias dele, dizendo que apesar da pesquisa desenvolvida ali, ele acreditava ser impossível a viagem no tempo, por uma série de questões, que ele não enumerou mas deixou bem claro que existiam: “Não era possível viagens no tempo”. Logo após essa declaração, a pessoa desligou aquele refletor que me cegava e ligou a luz natural da sala e pude perceber então que estávamos numa sala de operações. Quando me virei para ver quem era meu carcereiro, ele estava de costas e falou comigo ...

- Se fosse possível voltar no tempo, você voltaria e tentaria salvar a raça humana, mesmo que às custas de sua vida?

Eu respondi que sim, porque eu não conhecia sofrimento maior que aquele pelo qual eu estava passando. Estava tão acostumado com a vida em sociedade que viver sem ela era como não existir. Logo que falei o que eu pensava, ele se virou e minha surpresa só não foi maior porque no começo eu acreditei que se tratava de uma ilusão, ou de que eu realmente já estava beirando a loucura, enchergando pessoas que nem mesmo existiam.

Aquilo foi um baque pra mim, e me fez pensar muito … Muitas coisas que eu acreditava ser imutáveis, quase dogmas, cariam por terra com aquela presença bem ali. Era eu mesmo, vindo do futuro. Eu fiquei com medo no início, mas depois de passado o susto inicial, eu fui ter com ele e tentar entender o que estava acontecendo.

Ele me contou com detalhes sobre como havia me encontrado no passado, durante uma operação onde ele tentava parar uma tentativa de tornar a cidade um caos. Aquilo me confundia muito, pois eu compartilhava as lembranças dele e nunca havia associado aqueles eventos e aquele rosto com os eventos de hoje. Agora as coisas daquela época começavam a fazer sentido.

Ele me contou que havia viajado para o passado para tentar frear o avanço da doença mas pelo jeito não tinha tido sucesso na empreitada. Ele então me contou que nas suas pesquisas, descobriu que a realidade não era única. Não existia somente um único universo. Vários físicos da época já haviam percebido isso, e denominavam o mesmo como multiverso, ou universo de universos. E as viagens no tempo nada mais eram do que a passagem de um desses mundos para outro. No entanto, não era possível controlar a forma como essas viagens eram feitas, ou seja, se fôssemos, não tinhamos como ter certeza de que chegaríamos, e se tentássemos voltar, não voltaríamos para o ponto de partida.

Esse era o grande ponto controverso. E era a esperança dele. Ele acreditava que era possível ao menos salvar a realidade onde ele vivia. Ele havia tentado por várias vezes a viagem no tempo e em nenhuma delas havia tido sucesso. Foi então que ele disse que havia parado nessa realidade e tentaria descobrir a cura para a doença, para depois fazer o que, segundo ele disse, seria sua última viagem. No entanto, ele disse que muito provavelmente não viajaria. Eu fiquei intrigado e perguntei para ele, mas ele não respondeu minhas frequentes perguntas.

Em vez de investir em perguntas que não levariam à lugar nenhum, nós dois juntamos esforços para concluir tudo o que era necessário para fazer a próxima viagem, já que, segundo meu eu alternativo, nesse mundo as coisas estavam piores que nos outros. Nesse as pesquisas estavam bastante atrasadas e muitas das tecnologias da viagem ainda não estavam criadas. Os dois começaram a pesquisar e estudar tudo o que havia sido produzido até o momento.

Da mesma forma que eu, ele possuía um PDA com bastante informação útil, talvez coletado durante suas inúmeras viagens temporais. A informação era tanta, e tão vasta, que qualquer conhecimento que precisássemos poderia ser encontrado ali.

Em pouco mais de dois anos, nós dois conseguimos criar um protótipo de máquina do tempo que poderia funcionar. Ao contrário das máquinas nas quais meu eu alternativo viajou, essa usava conceitos até simplórios para permitir uma viagem segura. A tegnologia que criava os escudos foi utilizada para fazer a separação do espaço que seria enviado à outra realidade. Era só acrescentar mais energia e chegaria um ponto que a força de repulsão seria tão forte que criaria um ponto de tangência no espaço, onde nenhuma matéria poderia existir. Uma singularidade. Ela era criada em volta do veículo que faria a viagem.

Quando estávamos próximos de fazer o primeiro teste com a máquina, o meu eu começou a apresentar sintomas de uma forte gripe, ou assim parecia, e isso acabou nos atrasando um pouco. Ele não me contava nada do que estava acontecendo e estava só preocupado em me enviar para o passado com a cura. Intrigado como eu sempre fiquei, passei a vasculhar nos registros do laboratório de pesquisas biológicas e entendi finalmente o porque de ele estar escondendo de mim essas informações.

Ele havia testado incessantemente várias cepas da doença em animais de teste, tentando descobrir o porque de aquela gripe não o afetar. Como nada estava dando certo, ele passou a fazer seus testes em si mesmo, e depois de um longo tempo, ele havia conseguido descobrir os fatores que levavam a doença a ser tão letal.

Nesse dia, ele veio à cidade em busca de material para fazer a coleta e estocagem do que seria a nova vacina para a doença, e foi nesse dia que nós nos vimos pela primeira vez. Ou segunda vez, se contar que nós nos encontramos há muitos anos atrás, nos idos de 2009.

Eu não contei a ele que havia feito a descoberta, ele deveria ter seus motivos para não me contar. Em vez disso, tomei grande parte da sua tarefa de terminar a máquina do tempo e logo mais, no dia 18 de dezembro de 2015, a máquina estava terminada.

Ele alegou que seria necessário que um dos dois ficasse para enviar o outro para a próxima realidade, já que era necessário operar os equipamentos daqui. Não era como antes, onde um sistema automatizado fazia todo o trabalho. Essa era sua desculpa. Além do mais, ele estava doente e dizia que essa viagem seria seu fim.

No dia 20 de dezembro, havíamos terminado todos os preparativos para a viagem de volta ao passado, e nos despedimos. Acho que foi um dos poucos momentos em que nós dois choramos. Quer dizer, que eu chorei, em dois momentos distintos. Eu sabia o porque dele estar ficando, e que nunca poderia vislumbrar o futuro para o qual ele lutou tanto. Da mesma forma, ele chorava por saber que aquele futuro não seria para ele, e que toda a sua luta foi para que aquilo não acontecesse, mas infelizmente acabou acontecendo.

É difícil se imaginar numa situação dessas, onde você encara você mesmo à beira da morte, sem saber se no futuro será a mesma coisa, ou se na verdade o futuro que eu viverei é na verdade o mesmo futuro que ele viveu. Isso nunca poderemos saber de verdade.

Sem mais demoras, ele ligou a máquina que criava o campo de repulsão e logo que mais energia ia sendo alimentada no equipamento, a realidade na qual eu vivi por todos os meus anos ia se diluindo em padrões brilhantes e metálicos. Minha última visão do meu mundo foi um adeus dado por meu eu alternativo.

Nesse momento, a despeito do que diziam as teorias sobre a viagem no tempo, eu podia sentir dentro de mim um desligamento da matéria á minha volta, como se tudo estivesse se desintegrando e tornando-se padrões luminosos. Acredito que do outro lado ele via a mesma coisa, aquela bola brilhante devido à separação do espaço, ir diminuindo e sumindo, como uma estrela que implode sobre si mesma e torna-se uma singularidade, um buraco negro. Era dessa forma que acontecia. Depois, a bola voltava novamente a crescer e no lugar onde antes estava o viajante e seu equipamento, encontrava-se o correspondente dele do lugar para onde ele havia sido enviado.

Nesse momento, a profusão de cores foi diminuindo e a realidade foi tomando forma novamente. Eu estava voltando à realidade, mas qual seria essa realidade? Eu vi que estava em outro lugar, não mais no centro de física da base militar da serra do carmo, mas próximo. Como havia trazido o geo-localizador, esperei o campo se desfazer e então finalmente o mesmo deu um local preciso: 805 Sul...

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Tudo sobre o Signo de Capricórnio

sexta-feira, 24 de julho de 2009, 12:00 Eduardo Rolim 90 Comentários


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Eclipse mais longo do século, hoje!

terça-feira, 21 de julho de 2009, 10:57 Eduardo Rolim 0 Comentários

Eh meus amigos, uma dessa vocês não vão ver tão cedo. Esse eclipse de hoje será o mais longo do século. É uma pena que não poderemos vê-lo, a não ser que alguém esteja de viagem marcada para a Ásia (Eh só assistir a Globo, daí vc se sente na Índia e consegue ver o eclipse ahuahauah (mode piadainfame off).

Mas, vamos ao que interessa ...

A partir das 06h23 na Índia (21h55 de terça-feira no horário de Brasília), a noite voltará a cair um pouco depois do amanhecer no estado de Gujarat (oeste).

Depois, a escuridão se irradiará por um corredor de 15 mil km de extensão e 200 km de largura, atravessando a Índia, o Nepal, o Butão, Bangladesh, Mianmar e China, e alcançando também as ilhas meridionais japonesas de Ryukyu. Ele durará até 6 minutos e 43 segundos.

Eu acho que só veremos outro assim só daki uns 123 anos ... Bom, muito provavelmente o elfo aki só será história. Com certeza já terá partido para as terras imortais. Então, nõ deixem de aproveitar. Larguem a novela Caminho das Índias da Globo e vão pra internet ver o que realmente estará acontecendo lá na Índia: O Maior Eclipse do Século...



Nesta madrugada haverá o mais longo eclipse solar do século, com duração de seis minutos e meio. Pena que não será visível daqui do Brasil, somente na Índia, Butão, Nepal, Bangladesh, China e Japão. Só que um evento desses só irá se repetir em 2132, e claro, nós não mais estaremos aqui para ver. Só que o Mundo Tecno vai dar uma mãozinha para evitar que você perca esse fenômeno.

A NASA criou um hotsite para o eclipse, que inclui informações detalhadas e informações para quem quer brincar de astrônomo. No entanto, estou com problemas para abrir este site.

Se preferir acompanhar ao vivo, a Universidade de Dakota irá transmitir ao vivo da China, a partir das 21:14:54 de hoje, horário de Brasília. Também você pode acompanhar via UStream, através deste link. A comunidade de astrofísica de Madrid, Astrocam, também transmitirá ao vivo o eclipse. Ainda há o Observatório de Griffith, que também vai transmitir online.

Além disso, na Wikipedia você também pode encontrar mais informações sobre o Eclipse. Fora o Twitter, onde você pode acompanhar as pessoas do mundo inteiro falando sobre o Eclipse.

Pronto para passar a noite acordado? :)


Fonte: Blog Mundo Techno

Outra coisa que não tinha notado: Ontem o aniversário de 40 anos da Missão Apollo 11. Excelente presente dos Deuses Astronautas do livro 2001, uma Odisséia no Espaço, não ?? Agora, quando é que os monolitos vão aparecer? Será que sobreviveremos à 21 de dezembro de 2012?? Só nos resta mesmo admirar esse evento celeste!!

Outras fontes:
Wikipédia: Eclipse solar de 22 de julho de 2009
Blog Ambiente Brasil
Participação especial do blog Mundo Techno

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Telepatia Online - Quod erat demonstrandum

domingo, 19 de julho de 2009, 11:37 Eduardo Rolim 3 Comentários

Bom, eu disse que iria trazer para você a resolução desse problema intrigante, não disse?

Vocês vão ficar tão putos quando souberem como o problema é simples que vão querer me matar se matar.

Antes de continuar, peço para que as pessoas que ainda não decifraram o problema ou que ainda acreditam que se trata de um exemplo vívido de telepatia, que queimem um pouco dos neurônios com o problema antes de ler essa resolução. Pensem pessoas, vcs são inteligentes o bastante para isso...

Repitam consigo mesmos a frase "Quod erat demonstrandum" e vejam a resposta:



Essa brincadeira, que como várias pessoas perceberam, têm alguma relação oculta com os múltiplos de nove. Eh, realmente têm sim, e fico triste de saber que a maioria das pessoas hoje não se lembram mais da conhecida prova dos nove, que era ensinado no ensino fundamental.

Na prova dos nove, somam-se os algarismos de um número para fazer o noves fora, isto é, tirar todos os noves possíveis do número.

O que resta, na verdade é exatamente o resto da divisão do número por nove. Por exemplo, 35 dividido por 9 dá 3 e resto 8. 3 + 5 = 8!

Quando se soma os algarismos do número, está, como já disse, a obter-se o resto da divisão por 9. Depois, quando se subtrai isso do número original, está-se tirando esse resto do número original. Ora, fazendo isso, o que sobra tem que ser um número múltiplo de 9.

Por exemplo, 35 - 8 = 27. Sendo o resultado um múltiplo de 9, como já vimos, somando seus algarismos, estamos a fazer de novo noves fora e o resultado tem que ser 9.

Como eu disse, vocês iriam rancar os cabelos. Infelismente, ninguém me deu uma descrição matematicamente formal do problema, apesar de todos os comentários e e-mails que me foram enviados demonstrarem como o problema funcionava. Mas, ninguém, nem mesmo um professor de matemática percebeu a ligação com um conceito tão simples como a prova dos nove. Eh, vocês precisam estudar mais matemática meus amigos.

Como prêmio de consolação, vou postar aqui outras curiosidades relacionadas ao número nove:

Em relação ao número nove, note-se que:

Os múltiplos de 9 são sempre 9 quando somados os algarismos que os compõem. Exemplos:
2 x 9 = 18; 1 + 8 = 9
….
6 x 9 = 54; 5 + 4 = 9
…. e assim sucessivamente.

Um número é divisível por 9 se e somente se a soma dos algarismos desse número for divisível por 9;

9 é a base da conhecida ‘regra dos nove’ ou ‘noves fora’ para a verificação de uma adição;

9 ou qualquer dezena cuja soma dos dois algarismos dê o número 9, multiplicado por 12345679, dará sempre um número de algarismos repetidos:
12345679 x 9 = 111111111
12345679 x 18 = 222222222
12345679 x 27 = 333333333
12345679 x 36 = 444444444
12345679 x 45 = 555555555
12345679 x 54 = 666666666
12345679 x 63 = 777777777
12345679 x 72 = 888888888
12345679 x 81 = 999999999

Finalmente, 9 é o único quadrado que é a soma de dois cubos consecutivos.

E para concluir, dois outros problemas que envolvem o número nove:

Mágica 1: Como ganhar dinheiro simulando super-dotismo

É bem simples, mas é conveniente brincar um pouco por sua conta para entendê-la melhor.

Escolha um número de quatro dígitos, tal como 1985, 3045 ou 6660. E peça sua mãe, pai, cachorro, irmão ou parede dizer um outro número de quatro dígitos. Para cada um deles, você vai escrever um outro número embaixo, também de quatro dígitos, de tal forma que ele se complemente dígito a dígito em 9. Isso é:

1430 tem como complementar 8569. Somando os dois temos 9999.

Prefixe um número de pessoas a perguntar anteriormente. O resultado final vai ser dado por

Y + (n x 10.000)-n, onde Y é o número que você escolheu inicialmente e n o número de pessoas que você fixou.

Contando assim, escrito, parece bobagem. Mas te juro que as 3 vezes que o professor fez isso a gente ficou bem nervoso com o fato de antes ele saber o resultado final.

Mágica 2: Caligrafia algébrica

Você tem um amigo que tem número horríveis no papel? Quer que ele treine a escrita dele, como no pré-primário?

Faça o seguinte. Peça ele pra escrever os 9 algarismos que não o zero em uma folha de papel. Assim:

1 2 3 4 5 6 7 8 9

E então peça pra que ele escolha o mais feio. Supondo “5″, peça que ele multiplique o número 12345679 ( sem o 8 ) vezes 9 vezes 5. A conta vai ser 12345679*45. Te juro que no final teremos a incrível resposta de 555.555.555. Só nessa o seu amigo já escreveu 9 vezes o número 5, e agora vai possuir uma arte bem mais bonita na escrita deste distinto número. E te juro ainda que isso funciona pra qualquer um deles. Escolhendo um número n, multiplicando n x 9 e depois vezes 12345679, teremos nnn.nnn.nnn.

Fontes:
Wikipédia - prova dos nove
Blog Conversamos - brincar com o numero 9
Wimps - Mágicas Matemáticas

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Tudo sobre o Signo de Sagitário

sexta-feira, 17 de julho de 2009, 12:00 Eduardo Rolim 67 Comentários


À partir de hoje, todos os posts da série Tudo Sobre Signos estarão disponíveis no link O Livro dos Signos, no blog Inum Coeli. O texto desse post está agora no post O Livro do Signo de Sagitário. Aproveitem.

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Baixando vídeos do Youtube sem programas

quarta-feira, 15 de julho de 2009, 02:32 Eduardo Rolim 4 Comentários

Olá pessoal. Sei que muitos de vocês já tentaram várias formas diferentes de baixar vídeos no Youtube, não é mesmo?

Downtube, youtube-dl, VDownloader, vixy.net, entre outras centenas de programas para Windows, Linux, MacOS, BSDs, Android, Amiga, Solaris, PS3, Wii, Atari 2600, e mais uma centena de plataformas, variando de acordo com a criatividade do desenvolvedor.

No entanto, todas as soluções sempre exigem que instalemos algum plugin, algum complemento no browser, ou mesmo algum programa no desktop. Alguns oferecem funcionalidades como extrair somente o audio ou converter o vídeo para outros formatos. Todos têm suas utilidades, não duvido, mas as vezes nos atrapalham quando o que queremos é simplesmenet baixar um simples vídeo pq queremos guardar ele pra assistir depois.

Foi pensando nisso que eu passei a procurar uma forma de baixar os vídeos do Youtube diretamente no browser, já que o link direto para o download está ali, dentro do plugin do flash, não concordam? E foi assim que começou a minha escalada para baixar vídeos do Youtube sem programa nenhum ...

Baixando vídeos do Youtube sem programas



Na verdade, não é sem programa nenhum, eu mentí para vocês. Eu uso um browser de verdade, que suporta HTML (Vivo Owned) e que suporta Javascript (TIM Owned) para a tarefa. Nada mais é necessario.

Primeiramente, minha tarefa foi procurar no código das páginas do Youtube para entender como se dava a passagem do endereço do vídeo para o plugin.

Primeiramente vc escolhe a opção Exibir Código fonte e em seguida procura a seguinte string: "watch_fullscreen?".

Em segundo lugar, na string que se sucede, procure por "video_id=" nessa mesma linha e copie tudo até "title", tomando o cuidado de não selecionar além dessa marcação. Exemplo:

No vídeo http://www.youtube.com/watch?v=LQPESY-pndw ...

Procurando por "watch_fullscreen?", eu encontro a seguinte linha:

var fullscreenUrl = '/watch_fullscreen?fs=1&
amp;q=Powerball&fexp=903202&enablecsi=1&watermark=http%3A%2F
%2Fs.ytimg.com%2Fyt%2Fswf%2Flogo-vfl106645.swf%2Chttp%3A%2F
%2Fs.ytimg.com%2Fyt%2Fswf%2Fhdlogo-vfl100714.swf&sourceid=ys&style="font-weight: bold;">video_id=LQPESY-pndw&sw=0.05&l=129&
amp;sk=Fu1qxrtYsbEpFqawCS8wUEnCTBgs9XPNC&
amp;fmt_map=18%2F512000%2F9%2F0%2F115%2C34%2F0%2F9%2F0%2F115%2C5%2F0%2F7%2F0%2F0&
amp;vq=None&t=vjVQa1PpcFNV887vJ8ef0Z3QNlutTwvEBM59K9a3wy8%3D&hl=pt-br&
plid=AARtveSABDtSxKH9&keywords=Powerball%252CFitness%252CStrength&cr=BR&
amp;title
=Powerball - Akis Kritsinelis 20082rpm';


Uma bagunça, né ?? Mas parte que nos interessa, nesse caso, é a parte em negrito.

Agora, para baixar o vídeo, basta eu pegar essa string e juntar com o seguinte endereço: "http://www.youtube.com/get_video?", que no nosso caso ficaria assim:

http://www.youtube.com/get_video?video_id=LQPESY-pndw&
sw=0.05&l=129&sk=Fu1qxrtYsbEpFqawCS8wUEnCTBgs9XPNC&
amp;fmt_map=18%2F512000%2F9%2F0%2F115%2C34%2F0%2F9%2F0%2F115%2C5%2F0%2F7%2F0%2F0&
amp;vq=None&t=vjVQa1PpcFNV887vJ8ef0Z3QNlutTwvEBM59K9a3wy8%3D&hl=pt-br&
plid=AARtveSABDtSxKH9&keywords=Powerball%252CFitness%252CStrength&cr=BR&
amp;title


Não foi tão fácil, num primeiro momento, identificar o arquivo flv que continha o vídeo. Para a maioria das pessoas esse caminho não é intuitivo e infelismente está bastante sujeito à falhas e erros de BIOS e USB. Eu queria algo mais intuitivo. Eu tinha de fazer muito trabalho para baixar o vídeo (e eu sou muito preguiçoso, podem ter certeza disso). Então pensei novamente: "Será que não há uma forma mais formal de se passar informações de vídeos para o player? E lá fui eu de novo para o código, tentar entender o que acontece ali.

Javascript não é muito minha área, mas conheço o bastante para trabalhar com Json no Python. E na hora que estava conferindo o código da página do vídeo, achei algo interessante:

var swfArgs = {"q": "Powerball", "fexp": "903202",
"enablecsi": "1", "watermark": "http://s.ytimg.com/yt/swf/logo-vfl106645.swf,http:
//s.ytimg.com/yt/swf/hdlogo-vfl100714.swf", "sourceid": "ys", "video_id": "LQPESY-
pndw", "sw": "0.05", "l": 129, "sk": "Fu1qxrtYsbEpFqawCS8wUEnCTBgs9XPNC", "fmt_map":
"18/512000/9/0/115,34/0/9/0/115,5/0/7/0/0", "usef": 0, "vq": null, "t":
"vjVQa1PpcFNV887vJ8ef0Z3QNlutTwvEBM59K9a3wy8=", "hl": "pt-br", "plid":
"AARtveSABDtSxKH9", "keywords": "Powerball%2CFitness%2CStrength", "cr":
"BR"}


Isso nada mais é do que um dicionário de dados que com muita certeza é utilizado pelo player do youtube para obter as informações de que ele precisa para reproduzir. Então, tendo isso em mãos, foi ligeiramenet fácil escrever um script em javascript que interceptasse esse valor e montasse um link para baixar o vídeo, independente de qual vídeo estivéssemos querendo baixar. Segue aí o script:

javascript:window.location.href = "http://youtube.com/get_video?video_id=" + swfArgs["video_id"] + "&sk=" + swfArgs["sk"] + "&l=" + swfArgs["l"] + "&t=" + swfArgs["t"] + "&fmt_map" + swfArgs["fmt_map"];


Mais simples, impossível! No entanto, eu notei que para alguns vídeos esse script dava "invalid parameters". Alguma coisa nesses vídeos devia ser diferente, e impossibilitava o download dos mesmos. Descobri, por "fuçação", que alguns desses parâmetros não precisavam ser preenchidos, e podiam ficar vazios. Então, mudei o script para se adaptar à esses vídeos, da forma como colocada abaixo:

javascript:window.location.href = "http://youtube.com/get_video?video_id=" + swfArgs["video_id"] + "&sk=" + swfArgs["sk"] + "&l=" + swfArgs["l"] + "&t=" + swfArgs["t"];


Com certeza, isso facilita bastante a tarefa de baixar filmes do Youtube, não é mesmo? Tanto que uma das coisas que eu fiz foi colocar esse script na minha barra de favoritos do Firefox para facilitar ainda mais as coisas. Infelismente ele salva o vídeo com o nome de "video.flv", por isso não se esqueçam de renomear o arquivo depois de baixar ou na hora de salvar.

Por hoje é só pessoal !! Até mais !!

P.S.: Vendo agora, vi que o pessoal do Google Blog, usando o mesmo raciocínio que o meu, deu uma outra idéia interessante. Copiem e cole num vídeo do Youtube aí: Baixar Vídeo do Youtube

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Telepatia Online

sábado, 11 de julho de 2009, 11:01 Eduardo Rolim 14 Comentários

O post de hoje é um post digamos ... Místico ...

Em minhas pesquisas pela prova conclusiva de que é possível usarmos nossas capacidades psíquicas para movermos coisas, sentirmos coisas à distância e até mesmo conversar com outras pessoas, achei esse explêndido script que só vêm a nos provar que até os computadores têm esse dom ...

Deixe-me explicar melhor: O teste que vocês verão a seguir é um teste que demonstra como o computador pode ser usado para encontrar padrões de vibração mental e utilizando-se dessas vibrações, utilizando-se de uma técnica baseada em números randômicos, foi possível desenvolver um programa que determina exatamente o que você está pensando. Não acredita, leia mais ...



Bom, não vou me alongar muito, e deixar que a experiência de vocês guie o resto da experimentação. Leia atentamente as instruções e proceda exatamente como informado.
  • Pense em um número de dois dígitos (ex.: 72);
  • Subtraia desse numero seus dois dígitos (72 - 7 - 2 = 63);
  • Pegue o número resultante e olhe na tabela abaixo o símbolo correspondente à direita;
  • Concentre-se no símbolo e depois clique no quadro mágico em vermelho...




Impressionante, não ?? Num próximo post eu explicarei direitinho como isso funciona. Até lá, impressione seus amigos !! Vocês têm até sábado que vêm para descobrir!

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Tudo sobre o Signo de Escorpião

sexta-feira, 10 de julho de 2009, 12:00 Eduardo Rolim 179 Comentários


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Contos de Entalis - O Coiote Solitário das Terras Ermas

quarta-feira, 8 de julho de 2009, 08:55 Eduardo Rolim 2 Comentários

Há muito tempo atrás, em uma época em que ainda existiam florestas no norte, viveu um grande guerreiro de numerosos feitos e memoráveis honras. Mas nem sempre esse guerreiro viveu uma vida digna de seus atos, as vezes nem mesmo de suas honras.

Caeryn - O Coiote Solitário das Terras Ermas

A viagem até a cidade de Calahann era por deveras tranquila. Naqueles tempos, o imperador Tulkas havia praticamente acabado com a violência nos reinos do continente de Anfalas. Usando técnicas pouco conhecidas da população, conseguiu prender a maioria dos criminosos perigosos e colocou os menos perigosos para trabalhar na conservação das cidades. Em vista disso, quase não haviam mais ataques nas ruas e estradas.

Foi na tarde do quinto dia desde a última vila que o viajante encontrou uma carroça tombada e um homem embaixo da mesma, bastante ferido. Intrigado com o acontecimento, o viajante desceu do seu cavalo e tratou logo de ajudar aquele homem. Retirou-o dos destroços da carroça e usou seus conhecimentos de cura para ajudá-lo. Logo em seguida o homem - que aparentava ter seus cinquenta e poucos anos - foi melhorando até que foi voltando à consciência...



Depois de um tempo, ele ja estava quase plenamente acordado e curado de seus ferimentos, e foi quando o viajante havia lhe perguntado o que havia ocorrido. A expressão do velho quase que imediatamente se entristeceu e se desesperou e, com essa expressão, ele disse que havia sido roubado por um grupo de assaltantes que, provavelmente, sabiam o que ele estava transportando. Ele deu mais informações sobre os ladrões, mas não falou da carga. O assalto havia ocorrido a pouco mais de duas horas e, para o viajante, seria fácil rastreá-los naquela região.

Acomodou, então, o velho e suas coisas ao lado de uma árvore à beira da estrada e saiu em caçada ao grupo de assaltantes que roubaram os cavalos e pertences do velho carroceiro.

Vasculhando em torno da carruagem tombada o viajante encontrou o rastro dos assaltantes. Pelo que podia calcular, eram em torno de seis ou sete pessoas. Não seria difícil desde que fosse usada a estratégia certa. Partiu seguindo o rastro que saia quase perpendicular à esquerda da estrada.

Seguindo a trilha, logo ele adentrou em uma região de árvores semi-cerradas e de copas altas. Isto seria um problema se houvesse algum batedor ou vigia em alguma parte do caminho pretendido. Pensando nisso, foi andando mais devagar, escondendo-se por entre as árvores e arbustos. Com mais ou menos uma hora que havia iniciado a busca, o viajante viu ao longe alguns vigias em cabanas nas copas das árvores. Até o momento não parecia que os vigias o haviam percebido. Pensando na possibilidade de haver mais vigias em outras árvores, o viajante pegou um pouco de água do seu cantil, molhou as mãos e entoou uma canção e espalhou a água no chão à sua volta. Suas mãos brilharam discretamente e após alguns minutos um vento leve começou a entrar dentro da mata, sacolejando de leve as copas das árvores. Parecia ser um indício de que logo começaria a chover.

Logo após este gesto, o viajante subiu na árvore mais próxima e lá ficou aguardando alguma coisa acontecer. Sua capa o protegia bem da visão dos vigias, tornando-o quase invisível ali em cima. Logo algumas gotas de chuva começaram a cair, e em alguns minutos uma bela chuva de verão se forma. Pelo visto era o momento esperado pelo viajante. Com a chuva ficando mais forte, ele subiu mais um pouco na copa da árvore onde estava apoiado, ficando acima da linha das cabanas.

Depois de se acomodar em um galho mais resistente, o viajante pega seu arco, libera sua espada da bainha, saca uma de suas flechas e atira no segundo vigia, que está mais afastado, e no momento em que salta da árvore em direção ao primeiro vigia, ele guarda o arco e saca rapidamente sua espada, caindo exatamente em cima do primeiro. Dois golpes, um movimento.

No entanto, no momento em que o viajante retirava a espada do peito do vigia morto, em uma árvore mais ao fundo um batedor vê a cena e dá o sinal de alerta, poucos segundos antes que uma flecha certeira atravessasse a garganta dele. No entanto o sinal foi dado. Correndo pelas passarelas nas árvores, o viajante saca duas pequenas adagas curvas e vai em direção de dois homens que correm no chão. Em um salto ele cai exatamente em cima do primeiro, cravando as adagas nos ombros deste. Em um movimento de corpo ele arremessa o primeiro homem no segundo e já parte para atacar o segundo. Este lhe tenta atacar e erra, acertando em sua roupa; somente para mostrar uma proteção rígida embaixo. No entanto não têm tempo de desferir outro golpe pois, neste momento, já havia levado dois golpes de adaga: o primeiro por baixo de uma falha da armadura, logo abaixo da axila, e o segundo na altura do ombro.

Segundo movimento terminado. Nenhum ferimento. Depois de revisar mentalmente a batalha, ele avança novamente oculto entre as sombras das árvores e da chuva, que agora está forte e impossibilitando que possam enchergá-lo a uma distância de mais do que alguns metros.

Alguns homens passam por ele em direção ao campo de batalha anterior. Ele conta três. Três a menos para lhe atrapalhar. Ele avança então para uma região entre às árvores, mais aberta e limpa. Há uma casa grande com várias cercas e divisões, ao que parece ser uma fazenda de criação de gado. Mas, olhando atentamente, não se vê nenhum tipo de rebanho por ali, o que o leva a crer que pode ter sido abandonado em algum momento do passado e aproveitado pelos assaltantes, por sua proximidade com a estrada e sua aparente invisibilidade.

Avançando pelo campo, o viajante é surpreendido por uma armadilha que se abre no chão. Um alçapão se abre sob seus pés e, num lançe muiro rápido, ele se joga no chão à frente, enterrando as adagas ainda em mãos na terra, fazendo com que ele não caia no buraco. Com um pouco de esforço ele se levanta dali e inspeciona a armadilha. Realmente fora instalada ali propositalmente, para evitar visitas inesperadas, pois no fundo da mesma haviam várias estacas instaladas. Com certeza, se ele caísse ali morreria.

Com mais cuidado e agora inspecionando o chão e os arredores onde estava passando, ele vai marcando visualmente todas as armadilhas que vai encontrando no caminho, e desativando as que permitem ser desativadas. Havia uma miríade de armadilhas e fios de alarme por toda a extensão da fazenda. Como a chuva ainda caía e de onde estava não era possível ser visto lá de dentro da casa, passou a desativar a maioria das armadilhas que encontrou no caminho e aproveitou para mudar algumas de posição.

Após isso, o viajante vai para detrás da casa e pega em um de seus bolsos um pequeno cristal branco e segurando-o entre as mãos ele pronuncia novamente algumas estranhas palavras, e dentro do cristal começam a aparecer pequenos raios, como se a pedra fosse uma grande nuvem transparente. Depois disso, ele cobre com as duas mãos a pedra e finaliza o encantamento, quando então a pedra emite um brilho que é abafado pelas mãos. Em pouco mais de alguns segundos, a chuva que estava forte começa a soltar grandes raios e trovões capazes de assustar até o mais valente dos cidadãos de qualquer cidade.

O viajante então entra pelos fundos da casa e começa a vasculhar cômodo por cômodo do lado de baixo da casa. No nível da entrada não havia ninguém. Restavam então os níveis superior e inferior, sem contar o sótão. Ele foi até uma porta próxima à soleira da cozinha e lá encontra a entrada para o porão. Estava muito escuro lá dentro, à exceção de um ou outro relâmpago que de lá de fora iluminava o porão pela pequena janela instalada no fundo da mesma.

Em um dos relâmpagos, ele percebe que há uma pessoa ali dentro. Movimentando-se sem fazer o mínimo barulho, o viajante vai se colocando ao lado da pessoa, que parece estar apavorada. Arma o bote. Quando vai então desferir o golpe surpresa, um relâmpago revela que aquela pessoa que iria ser atacada é um prisioneiro. Estava amarrado a um pilar de madeira e com os olhos e boca vendados. Aquilo soou óbvio para ele como uma armadilha e tratou então de ir voltando novamente para a cozinha quando, de repente, uma luz ilumina o porão e ele vê quatro homens posicionados em lugares escuros ali dentro prontos para atacá-lo. A rodada surpresa não era dele mas dos assaltantes, que conseguiram fazer com que ele caísse em uma bela armadilha.

Sem nenhuma troca de palavras, a luta começou. Não havia espaço para que ele pudesse usar suas espadas ou mesmo o arco ali dentro. O primeiro homem disparou uma besta. O virote acerta em cheio sua coxa esquerda e fica atravessada pela perna. O segundo homem tenta acertá-lo com uma espada mas erra. O terceiro também atira com uma besta mas o virote é defletido pela armadura. O viajante, por sua vez, saca rapidamente uma adaga de arremesso e acerta com uma precisão incrível o homem que lhe acertou a adaga na perna. ele cai morto com a adaga trespassada em seu olho direito.

Após isso, ele dá um passo para o lado, ficando parcialmente a salvo dos disparos do terceiro homem. Logo em seguida o quarto homem o acerta com um martelo de guerra em sua mão armada, fazendo com que ele deixe cair a outra adaga. Novamente o segundo homem tenta acertá-lo com a espada e novamente ele erra o golpe. Desta vez a espada acabou ficando presa no pilar atrás do viajante, pois este em um movimento bem rápido abaixou-se, deixando o golpe se conduzir até a madeira. O viajante tenta pegar a espada que ficou presa mas no momento em que tenta tirá-la o terceiro homem atira com a besta, forçando-o a novamente se esquivar.

Em um movimento circular bem elaborado, ele consegue tirar a espada do pilar e ao mesmo tempo que faz isto, desfere um golpe no quarto homem, que inicialmente lhe desarmou. Ele acerta a espada de lado na cabeça do homem e o deixa tonto. O terceiro homem atira novamente com a besta, desta vez acertando-o no ombro. O segundo tenta atacar desarmado mas no momento em que tenta desferir um golpe, é trespassado pela sua espada. Neste momento o viajante saca mais uma adaga e acerta o terceiro. Em um movimento rápido, ele retira a espada do peito do segundo e parte para atacar o quarto homem. ele acerta o homem mas não o mata, e então ele sai de seu estado tonto. O terceiro tenta novamente atirar mas, como está ferido, erra o tiro.

Nesse momento, o viajante bloqueia o ataque do quarto homem e o desarma. Nesse mesmo movimento de desarme, ele corta a cabeça do homem fora. O terceiro larga a besta e saca uma espada e tenta lutar com o viajante, mas está ferido no peito. Eles trocam ataques, esquivas, bloqueios e contra-ataques até que, num momento de fraqueza do assaltante, ele é ferido mortalmente no abdómem e cai no chão.

Depois de terminada a batalha, o viajante vai até o assaltante ferido e lhe pergunta onde estão as coisas roubadas hoje. O assaltante se nega a dizer. Então ele ameaça impondo sua mão no peito do assaltante. A mão começa a brilhar em um tom de fogo e o assaltante começa a desfalecer, quando então diz que foi tudo colocado no celeiro, para ser levado dali.

Quando o viajante perguntou para onde seria levado, o assaltante desfalece e morre.

Depois da confissão, o viajante descansa e em seguida retira cuidadosamente os virotes de sua perna e corpo e repete as mesmas palavras que ele usou com o velho para curar-lhe as feridas. Em seguida retira o homem que estava amarrado ao pilar. Ele olha assustado para o viajante e quando vê os homens que o sequestraram, mortos ali no chão, ele respira aliviado.

Enquanto eles limpam a sujeira da batalha, o homem vai lhe contando que ele sempre morou naquela fazenda e que há vários meses estes homens invadiram sua propriedade e o fizeram prisioneiro. ele dizia que sempre ouvia barulhos de movimentação do lado de fora da fazenda, como se pesadas carroças estivessem sempre chegando ou saindo dali. O viajante ficou com aquilo na cabeça e enquanto pensava, lembrou-se que alguns dos homens haviam saído da casa e provavelmente já estariam voltando.

Ele foi então para o lado de fora e encontrou algo que quase o fez rir. Na pressa de voltarem para a casa os três assaltantes não se preocuparam em verificar o caminho e foram pegos em suas próprias armadilhas. Dois estavam caídos em um alçapão com estacas e o outro dependurado pelo pescoço em uma armadilha de corda.

Então, com tudo terminado, ele olha para as nuvens de chuva pesada e com um gesto de mãos, emite uma leve luz azul clara, e logo os raios, os trovões e finalmente a chuva vão cedendo e abrindo espaço para um céu azul púrpura de fim de tarde. Em seguida o viajante fala para o dono da fazenda que havia ali próximo um homem que precisava de ajuda. Enquanto isso ele ficaria ali para desfazer o mal que os assaltantes instalaram e tentar entender o que eles estavam planejando.

Aquelas informações de alguma forma se encaixavam, mas de que forma? Num reino onde quase não há mais assaltantes, algo como o planejado por este grupo deveria ser impossível de se realizar.

Ele passou alguns dias ali com o dono da fazenda e recuperou a maioria das coisas que o velho havia perdido, à exceção de um pergaminho antigo, que ele transportava para um grupo de estudiosos de Calahann, a pedido de um homem na capital.

Passados os dias, o viajante caiu novamente na estrada em sua jornada para a cidade que há muitos anos não visitava, desde que resolveu sair em busca de suas memórias e lembranças que por algum motivo lhe haviam sido tiradas. Este foi o primeiro dos vários feitos heróicos do viajante, que sempre se identifica como “O Coiote Solitário das Terras Ermas”.

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Quetilyë Eldarin?

domingo, 5 de julho de 2009, 17:29 Eduardo Rolim 3 Comentários


Caros amigos, neste dia 06/07 a Valinor completa 8 anos no ar. Oito longos anos (mas que passam num piscar de olhos) trazendo a mais completa informação e diversão Tolkieniana para todos os públicos. Decidimos então comemorar de uma maneira mais abrangente: um dia Valinor, no dia seguinte ao da festa de aniversário!

Depois do sucesso do "Dia da Toalha" e do "Talk Like a Pirate Day", vamos iniciar um dia inteirinho onde vamos falar frases e expressões élficas, para desespero dos não-nerds (esses caras nunca sabem o que é bom) e dos mal-humorados...



Cumprimente seu chefe com um sonoro Mára aurë, entre no chat da UOL e pergunte àquela gatinha "Mallo técalyë?" e diga para o porteiro do seu prédio um Aiya.

Enfim, esse é um dia para sentir saudade do oeste, admirar o mar e gostar de gaivotas. Divirta-se e espalhe a brincadeira...

...se não, cortamos suas orelhas.

Baixe o poster e divulgue: http://www.valinor.com.br/images/stories/dia-de-falar-elfico.jpg

(se seu Élfico está enferrujado, não tema, o pessoal da Valinor têm a solução aqui)

Frases em Élfico - Quenya - Despedidas
Frases em Élfico - Quenya - Amor
Frases em Élfico - Quenya - Saudações
Frases em Élfico - Quenya - Comunicação

Írë lúmë tuluva

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Tudo sobre o Signo de Libra

sexta-feira, 3 de julho de 2009, 12:00 Eduardo Rolim 103 Comentários


À partir de hoje, todos os posts da série Tudo Sobre Signos estarão disponíveis no link O Livro dos Signos, no blog Inum Coeli. O texto desse post está agora no post O Livro do Signo de Libra. Aproveitem.

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